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Painel cimentício com miolo de madeira é usado para construção rápida de lajes

Chapas são indicadas para aplicações internas e podem apresentar alta capacidade de suporte a cargas. Saiba mais

Texto: Juliana Nakamura

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As placas com miolo de madeira são indicadas para usos internos e áreas secas (foto: divulgação/Eternit)

Sistema construtivo a seco e industrializado, as chapas cimentícias vêm conquistando aplicações no mercado brasileiro impulsionadas pelo interesse por métodos de construção mais rápidos, limpos, precisos e sem desperdícios. Uma derivação dessa tecnologia é o painel cimentício com miolo de madeira, já produzido no país por várias empresas. Estamos falando de chapas compostas por um miolo de madeira sarrafeada, produzida por prensagem em altas temperaturas, e que recebem placas cimentícias em CRFS (cimento reforçado com fio sintético) em suas faces externas.

Diferente das chapas cimentícias convencionais, as placas com miolo de madeira são indicadas apenas para usos internos e em áreas secas. As principais aplicações dessa solução são para a construção de lajes secas, em substituição às lajes convencionais de concreto, e de mezaninos em empreendimentos residenciais e comerciais, sobretudo lojas em shoppings, restaurantes, e escritórios construídos em galpões.

Os painéis também têm uso na construção de passarelas, forros técnicos, fechamentos de shafts e vedação interna com desempenho acústico.

Dependendo da espessura, os painéis podem suportar cargas superiores a 500 kg/m²
Thiago Dorlhac Kaschny

"Dependendo da espessura, os painéis podem suportar cargas superiores a 500 kg/m²", comenta Thiago Dorlhac Kaschny, gerente de produtos na Brasilit. Segundo ele, a espessura padrão dos painéis (40 e 55 mm) torna essa solução muito adequada também para locais com restrição de pé-direito.

"Baixo peso por metro quadrado, além de facilidade de transporte, de instalação e de manutenção, são atributos importantes desses painéis", acrescenta José Sauro Neto, coordenador técnico na Eternit.

ASPECTOS TÉCNICOS

Baixo peso por metro quadrado, além de facilidade de transporte, de instalação e de manutenção, são atributos importantes desses painéis
José Sauro Neto

Para a composição de lajes, os painéis cimentícios com miolo de madeira são fixados com parafusos em uma estrutura metálica convencional. O produto não é recomendado para uso em balanço. As chapas demandam pelo menos três apoios (um em cada ponta e um central). Dependendo da espessura e da dimensão do painel, pode ser necessária a instalação de quatro apoios.

"Os apoios são colocados no sentido transversal do painel. A fixação à estrutura ocorre por meio de quatro parafusos em cada apoio", explica Kaschny. Concluída a fixação, a montagem prossegue com o tratamento das juntas das placas e a aplicação de revestimento.

A alta densidade superficial combinada à refletância sonora proporcionada pelo acabamento liso do painel cimentício garante boa capacidade de isolamento sonoro ao sistema. Tanto que uma aplicação crescente deste material é, justamente, no confinamento de máquinas industriais. Segundo dados dos fabricantes, o desempenho do painel com miolo de madeira quanto à isolação sonora em baixas frequências é equivalente ao de uma parede de blocos cerâmicos de vedação, com 140 mm, revestida em ambas as faces.

Outro dado importante para pautar a especificação dos painéis com miolo de madeira é o seu comportamento perante incêndios. Por contarem com revestimento de chapas cimentícias, que são incombustíveis, os painéis se enquadram como material classe II-A de resistência ao fogo.

RECOMENDAÇÕES DE USO

Os painéis cimentícios com miolo de madeira podem receber acabamentos variados, desde porcelanatos, a laminados, vinílicos e pintura epóxi. Para panos contínuos de revestimento cerâmico devem ser previstas juntas de dilatação, acompanhando as juntas existentes dos painéis. Por isso, uma solução usual é executar, sobre os painéis instalados, um contrapiso cimentício armado. "Isso dá liberdade para a colocação de qualquer tipo de revestimento por cima", comenta Kaschny.

"Em situações de tráfego intenso e de uso de rodízios ou elementos abrasivos, é necessário gerar revestimento superficial de forma a conter essa ação abrasiva", recomenda Sauro Neto.

O arquiteto da Eternit destaca, ainda, a importância de se observar o prazo de validade da barreira química contra pragas (cupins) aplicada sobre as chapas. "Sempre que esse prazo vencer, uma nova barreira deverá ser constituída", destaca.

Colaboração técnica

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Thiago Dorlhac Kaschny — Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente é gerente de produtos na Brasilit, atuando fortemente na linha de construção industrializada, telhas metálicas e shingle.
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José Sauro Neto — Arquiteto e urbanista formado pela PUC Campinas, pós-graduando em investigação de patologias de fissuras em sistemas construtivos steel frame. É coordenador técnico nacional na Eternit.
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