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Para receber elevador, imóvel antigo pode precisar de reforços estruturais

Antes da instalação, engenheiro deve avaliar capacidade da edificação para suportar os esforços do novo equipamento

Redação AECweb / e-Construmarket

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Análise técnica deve preceder instalação de novos elevadores em imóveis existentes
(crédito: zoff/Shutterstock.com)

A instalação de elevadores em edifícios existentes não se restringe somente à questão de conforto. Além de garantir a acessibilidade, permitindo que pessoas com restrições de movimentos cheguem aos andares mais altos sem dificuldades, a presença do equipamento valoriza o imóvel. Entretanto, antes de iniciar qualquer tipo de obra, é obrigatório que sejam realizados estudos da estrutura do empreendimento para aferir a viabilidade técnica. “Outro fator importante é que toda instalação de elevadores precisa de alvarás emitidos pela prefeitura”, informa o engenheiro Sérgio Rodrigues, instrutor técnico e consultor no segmento de elevadores.

As novas construções já nascem preparadas para suportar os esforços do equipamento. O mesmo não acontece com os edifícios antigos, em que esse tipo de demanda não foi prevista
Sérgio Rodrigues

Uma das grandes dificuldades nesse tipo de intervenção está na apuração das informações referentes aos projetos originais da edificação. “Nem sempre temos acesso aos documentos”, fala o profissional. Para transpor esse obstáculo, a solução mais viável é a contratação de um engenheiro civil experiente para realizar a análise do empreendimento. O especialista será responsável pelos cálculos estruturais, que indicarão o máximo de força extra que pode ser suportada. “A instalação dos elevadores não deve implicar em alterações significativas na estrutura e precisa ser projetada para exigir o menos possível de esforços de sustentação”, complementa.

Estudar quais serão as cargas adicionais é um dos itens que diferencia o projeto de um elevador para edificações já existentes daqueles que serão instalados em prédios novos. “Afinal, as novas construções já nascem preparadas para suportar os esforços do equipamento. O mesmo não acontece com os edifícios antigos, em que esse tipo de demanda não foi prevista”, compara Rodrigues. Há, ainda, o entrave arquitetônico, pois raramente existem espaços ociosos disponíveis para execução do fosso. Por isso, é preciso avaliar a área que será desocupada para realização das obras, especialmente em condomínios.

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Elevadores externos são alternativa quando não é
possível alterar a estrutura da edificação
(crédito: oscarporras/Shutterstock.com)

INTERNO OU EXTERNO?

Quando não existe espaço suficiente no interior da edificação ou se for constatado que as cargas adicionais não serão suportadas, a alternativa é instalar o elevador na parte externa do prédio. “Nesse caso, o trabalho é mais simples. Toda a estrutura será autossustentada, sem esforços aplicados no edifício”, diz o profissional. A estética é outra das vantagens, permitindo projetar soluções que proporcionem vistas panorâmicas. Também dispensa obras no interior do prédio, que atrapalham o cotidiano dos ocupantes. Por outro lado, a principal desvantagem é o investimento, geralmente maior se comparado com o necessário para instalação interna.

Depois de realizado o levantamento dos espaços disponíveis, é feita a determinação do tipo de uso, ou seja, se o equipamento será aberto para todos ou se o uso será restrito. Ter conhecimento da quantidade de passageiros é importante para determinar a robustez do sistema. “Também precisa ser feita a análise das posições das portas nos pavimentos, assegurando que a abertura de vãos nas paredes para recebê-las não causará problemas”, ressalta Rodrigues, lembrando que outra informação importante é a definição dos espaços para futuros trabalhos de manutenção. Por fim, a escolha do tipo de elevador deve levar em consideração a velocidade e a capacidade de carga da cabina.

O projetista tem que estar atento ainda às características da edificação. “São necessários cuidados especiais para detectar a presença de elementos estruturais que possam interferir na instalação do elevador”, destaca o engenheiro. Já a preocupação com o piso é em relação ao afundamento provocado pela escavação do poço. “Não podemos nos esquecer da avaliação do espaço disponível sobre a cabina para acomodação das máquinas”, complementa.

Toda a estrutura [de elevadores externos] será autossustentada, sem esforços aplicados no edifício
Sérgio Rodrigues

TIPOS DE EQUIPAMENTOS

Entre as variadas tipologias de equipamentos, os sistemas sem casa de máquinas são bastante comuns em projetos para edifícios já existentes. A solução é vantajosa por economizar espaço, já que o maquinário fica todo acomodado na própria caixa de corrida do elevador. Outra opção são os equipamentos hidráulicos, pois permitem que a central hidráulica e o painel de comando sejam instalados em qualquer pavimento, a uma distância de até dez metros do elevador. Os hidráulicos também permitem que sua central seja acoplada junto da caixa de corrida.

De preferência, os elevadores devem ser instalados em estrutura própria, que pode ser metálica. Com isso, garantem a integridade da estrutura da edificação, pois a transmissão de esforços é feita de forma independente. O equipamento pode demandar a necessidade de reforços ou alterações na fundação.

Depois que a instalação for concluída, os responsáveis precisam realizar testes de segurança, atestando que o equipamento está preparado para servir os moradores. “Entre as verificações mais importantes estão os testes de freio de segurança, impacto de parachoque, deslize de frenagem, sobrevelocidade, segurança de portas de pavimento e portas de cabina, capacidade de carga, nivelamento com e sem carga, proteções térmicas, limites de fim de curso, vibrações, aceleração e desaceleração”, finaliza o engenheiro.

Colaboração técnica

Sérgio Rodrigues – Formado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), possui também formação técnica na área de Eletrônica. Há mais de 20 anos, atua no segmento de elevadores. É autor de diversas publicações sobre o assunto, além de atuar como instrutor técnico para a formação de especialistas e participar de eventos internacionais sobre elevadores. É titular da Mag Eletromecânica, empresa que realiza consultoria em elevadores.
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