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Paraíba tem 155 empreendimentos residenciais em execução

Depois da grave crise econômica, mercado imobiliário começa a apresentar sinais de recuperação, sobretudo em João Pessoa, que receberá 126 imóveis. Saiba mais

Redação AECweb / e-Construmarket

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A maior parte dos empreendimentos imobiliários residenciais é de padrão médio (Snova / Shutterstock.com)

A Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, elaborou estudo sobre o atual momento do mercado imobiliário residencial na Paraíba. Segundo o levantamento, o estado tem 183 novos empreendimentos, sendo que 28 estão na fase de projeto e os outros 155 já se encontram em execução. As edificações somam 18.649 unidades, distribuídas em 421 blocos e com área construída estimada em 2,4 milhões de metros quadrados.

O médio padrão é o que mais se destaca, com 8.632 apartamentos. Na sequência estão os imóveis populares (8.295) e os de valores mais elevados (1.722). A maioria dos canteiros está concentrada na capital João Pessoa, que receberá 126 empreendimentos. Outros municípios que também fazem parte da lista são Campina Grande (34), Cabedelo (17), Patos (03), Santa Rita (02) e Conde (01).

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MAPEANDO JOÃO PESSOA

As características geográficas definem o crescimento de João Pessoa, município que se destaca no estudo da Rede de Obras com, praticamente, o triplo de empreendimentos em relação ao segundo colocado, Campina Grande.


Estamos fazendo um trabalho de advertência, controle e acompanhamento para evitar que o estoque cresça repentinamente. Queremos que os empresários estudem bem antes de voltarem a realizar grandes investimentos
João Barbosa de Lucena

“Antigamente, o desenvolvimento da capital se concentrava próximo à margem do rio Sanhauá, a oeste da cidade. Porém, com o passar do tempo, a população migrou para o leste, ao longo dos 20 km de extensão da orla”, conta João Barbosa de Lucena, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (SindusCon-JP).

Enquanto o centro histórico tem hoje poucos moradores, a expansão imobiliária tornou a faixa litorânea densamente povoada. “Estamos quase no limite, sobrando um pouco de espaço somente no norte, onde os terrenos têm preços mais elevados”, observa Barbosa. Assim, o mercado passou a investir nos bairros do sul – local que apresenta os principais lançamentos e melhores índices de venda.

Também é o sul que tem as melhores ofertas de terrenos. “Porém, a construção civil tem investido tanto na região sul que, em alguns bairros como Mangabeira, os terrenos estão com valores semelhantes aos da faixa litorânea”, afirma o presidente. Já as áreas próximas da praia, geralmente, são compradas e preparadas para receberem condomínios horizontais.

Dificuldade encontrada pelas construtoras é a demora da prefeitura em realizar a regularização do solo, ou seja, definir o tipo de empreendimento que pode ou não ser executado. “Temos nascentes e resquícios de Mata Atlântica que precisam ser protegidos. Porém a atual legislação considera algumas áreas da capital como rurais, condição que não existe mais em João Pessoa”, explica.

SINAIS DE RECUPERAÇÃO

Assim como em todo o país, em João Pessoa o mercado imobiliário tem passado por maus momentos. “No ano passado, tivemos cerca de 20 desfiliações do SindusCon-JP, indicativo que demonstra a atual dificuldade enfrentada pelas construtoras”, fala o presidente. No entanto, o cenário parece que começou a mudar, com pequenos resultados positivos sendo verificados desde o segundo semestre de 2017.

“Na primeira semana de 2018, o SindusCon-JP e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) promoveram uma feira na capital paraibana. Com cerca de 3 mil visitantes, o evento movimentou R$ 120 milhões. A maioria dos negócios firmados envolveu apartamentos de um ou dois dormitórios. Os números podem parecer modestos para capitais como São Paulo, mas para João Pessoa são resultados interessantes”, informa.

Para ele, o sucesso do evento é sinal de que o público está voltando a investir na casa própria. “Entendemos que esse é um dos sinais que aponta para a recuperação. O problema é que a crise foi bastante profunda e prolongada, fazendo com que a retomada tenha que ser lenta e gradual. Primeiro precisamos sair do buraco para depois pensarmos em voltar a caminhar nas planícies”, destaca.

PROBLEMAS PONTUAIS

Antes de a crise começar, a construção civil local estava aquecida e movimentada, dedicada a atender uma região metropolitana com 1,2 milhão de habitantes. Além dos moradores, há ainda grande movimentação de turistas que investem em imóveis na capital paraibana. Como as incorporadoras estavam atuando a todo vapor, uma das principais preocupações é limitar o ritmo dessas empresas quando a retomada acontecer.


A perspectiva para 2018 é favorável, pois temos uma oferta boa de produtos e com preços atrativos
João Barbosa de Lucena

“Estamos fazendo um trabalho de advertência, controle e acompanhamento para evitar que o estoque cresça repentinamente. Queremos que os empresários estudem bem antes de voltarem a realizar grandes investimentos. O ideal é que sejam elaboradas pesquisas para entender melhor a demanda. Assim, o mercado não corre o risco de construir e depois não ter para quem vender”, detalha.

Em 2015, o estoque na cidade era de 7,5 mil imóveis, número que atualmente caiu para 6,5 mil. A maioria das unidades é de dois quartos. Por outro lado, os apartamentos com três dormitórios — que passaram longo período sem procura — voltaram a fazer sucesso entre os consumidores. Segundo Barbosa, o nível considerado ideal para o estoque da capital paraibana fica entre 4 e 5 mil unidades.

PERSPECTIVAS

O fundo do poço para o mercado foi atingido em dezembro de 2016. “De todos os imóveis ofertados, eram vendidos apenas 2,6%. Hoje, esse índice está em 5%, que ainda é baixo se considerarmos que em 2014 chegou a 10%”, explica. Foi um período em que predominaram os distratos, desorganizando o fluxo de caixa das construtoras.

“No entanto, tudo isso ficou no passado. A perspectiva para 2018 é favorável, pois temos uma oferta boa de produtos e com preços atrativos. Nos últimos dois anos, os valores dos imóveis foram reduzidos na região. Assim, esperamos que, se os resultados do ano não forem ideais, devem ficar próximos do razoável. Já para 2019, as expectativas dependem das eleições presidenciais”, finaliza Barbosa.

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Colaboração técnica

João Barbosa de Lucena – Formado em Agronomia pela UFPB, tem mestrado em Economia pela UFC. Iniciou a carreira como extensionista rural na EMATER-PB. É fundador e presidente da EMEPA e da FUNDAP no estado da Paraíba. Atuou como professor de Sociologia e Extensão Rural, no curso de Agronomia da UFPB. Foi supervisor de projetos de desenvolvimento rural do Banco Mundial durante 22 anos, com atuação na América Latina, América Central, América do Norte e África. Fundador e diretor-presidente da construtora ABC, com mais de 25 anos de atuação no mercado imobiliário. Ocupa o cargo de presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (SindusCon-JP) e é membro do conselho Superior do IFPB.
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