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Perfuração de poços aumenta com a falta d’água

Os equipamentos utilizados para perfurar poços estão com elevada procura em 2014. Esse mercado já conta, inclusive, com bombas movidas à energia solar

Redação PE

Perfuratrizes, martelos, compressores e diversos insumos formam um enorme leque de equipamentos que faz parte do setor de perfuração de poços. Com o aumento da crise de água, é cada vez mais crescente a procura pelo serviço tanto pela indústria como por condomínios, principalmente na região Sudeste.

A Drillmine, sediada na cidade de São Carlos (SP), fabrica equipamentos para os setores da mineração, sondagem, fundação e perfuração de poços artesianos, que hoje responde por 50% dos negócios da empresa. De acordo com o engenheiro de produção do departamento comercial da empresa, Marcos Palombo, o mercado está aquecido e o momento é muito oportuno. “Os negócios da empresa já se estendem por países da América do Sul, América Central, África e Ásia. Dos equipamentos necessários para perfuração profissional, a empresa fabrica todos, com exceção do compressor.

Além da sonda hidráulica rotopneumática (perfuratriz), a fabricante produz outros componentes necessários como lubrificador de linha, os bits e as brocas tricôncias. Para diferentes tipos de solos, fornecem ainda o absorvedor de impacto - que dá estabilidade na perfuração; o martelo de fundo - parte importante no avanço da escavação; as escovas para limpeza de poços e as bombas de lama responsáveis pela drenagem do material retirado da escavação.

“Essa área não tem crise”, comemora Palombo. “O nosso diferencial é um treinamento forte com a equipe de vendas. São anos de treinamento para vender esses equipamentos e estamos sempre reciclando conhecimento”, revela o engenheiro. Nos últimos meses, a empresa vendeu dois equipamentos de perfuração para clientes na Bolívia e Argentina.

Devido ao desgaste físico dos componentes, o mercado de locação para o setor de perfuração não existe. “Vendemos os equipamentos diretamente para as prestadoras de serviço”, explica Marcos. Pela garantia, a manutenção do produto dura um ano, depois, a empresa se coloca à disposição para continuar prestando serviço aos compradores. “Nos últimos seis meses, tivemos um aumento de 35% na vendas e se falarmos num período de cinco anos, esse percentual pode chegar a 100%”, completa.

Entre os conselhos dado para quem quer perfurar, Marcos é categórico: qualificação. Se a pessoa quer contratar o serviço, um alerta: “o consumidor precisa investigar a idoneidade da empresa”. A fim de garantir que a empresa vai prestar o serviço profissional, é preciso averiguar se o perfurador é associado da ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas), se possui certificado para análise, perfuração e se possui quadros qualificados como engenheiros e geólogos. “Também é responsabilidade das empresas conseguir a autorização para o serviço com os órgãos responsáveis. Se a empresa disser que só realiza o serviço de sábado e domingo, esqueça, pois se trata de trabalho clandestino”, alerta.

IMPORTADO DA ÍNDIA

“O mercado está aquecido e o momento é muito oportuno”

Além da perfuratriz e todos os insumos necessários para perfurar um poço, o compressor é peça fundamental, pois é ele quem vai dar a energia mecânica necessária para o funcionamento da perfuratriz.

A Ar Brasil está no mercado de compressores desde 1990 e importa o equipamento da Índia. “Hoje 30% dos nossos compressores são aplicados no setor de perfuração de poços”, explica Francisco Silva, do departamento comercial da empresa. Nos cálculos de Francisco, são aproximadamente 15 equipamentos vendidos ao ano.

A manutenção é simples, o operador é treinado para também ser o mecânico e a empresa tem atuação em todo o Brasil. O vendedor também comemora o aumento nas vendas e diz que um compressor pode chegar ao valor de 250 mil reais.

BOMBAS SOLARES

As fabricantes de bombas atuam no mercado de captação e transferência de água, com diversas linhas de produtos, para diferentes dimensões e necessidades. A Anauger é uma tradicional fabricante de bombas submersas vibratórias, com 47 anos no mercado e sediada em Itupeva (SP). Um dos destaques da empresa é o sistema Anauger solar. São dois modelos de bombas que funcionam à base de energia solar que captam água dos lençóis freáticos de forma limpa, econômica e sustentável.

O equipamento permite uma vazão de até 8 mil litros de água por dia com sol intenso. O modelo P100 é destinado a poços com diâmetro igual ou superior a 6 polegadas e o modelo R100 é comercializado para uso em cisternas e reservatórios maiores. “O sistema dá autonomia para captar água de forma sustentável e econômica. É esse o conceito que queremos levar aos profissionais do setor de perfuração de poços”, diz Marco Aurélio Gimenez, diretor comercial da empresa.

 

Colaboraram para esta matéria

Marcos Palombo - Drillmine
Francisco Silva - Ar Brasil
Marco Aurélio Gimenez - Anauger
 
 
 
 
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