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Piso de granilite: especificação, compra, instalação e manutenção

Indicado para locais que demandam alta resistência física, deve ter resistência à compressão maior do que 40 MPa e resistência à tração na flexão maior do que 4 MPa

Redação AECweb / e-Construmarket

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O piso de granilite é indicado para ambientes que necessitam de alta resistência física (foto: shutterstock/hxdbzxy)

Com elevada durabilidade, o piso de granilite é obtido através da mistura de água, cimento e agregados minerais, como mármore, granito e quartzo. A argamassa é lançada sobre pavimento de concreto e, depois de curada, recebe o polimento. “Esse revestimento é indicado para ambientes com necessidades estéticas significativas e alta resistência física, principalmente, ao desgaste por abrasão”, afirma o engenheiro Carlos Eduardo Privatto, conselheiro da Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho (Anapre).

Esse revestimento é indicado para ambientes com necessidades estéticas significativas e alta resistência física, principalmente, ao desgaste por abrasão
Carlos Eduardo Privatto

Já em locais sujeitos a agressões químicas inerentes, a solução não é indicada, pois pode comprometer a qualidade do cimento. A manutenção do aspecto visual do piso de granilite depende do procedimento de polimento. Para garantir que as características estéticas sejam mantidas, novas técnicas estão sendo desenvolvidas. Exemplo é o sistema autobrilho, que proporciona aparência semelhante aos mármores e granitos.

Outra evolução desse tipo de revestimento é sua paginação, que antigamente era limitada pela necessidade de uma grande quantidade de juntas. “Entretanto, o sistema pode ser executado, atualmente, em grandes paginações e diretamente sobre pavimento de concreto, com o auxílio de ponte de aderência epóxi”, afirma o especialista.

COMO COMPRAR PISO DE GRANILITE

O granilite pode ser classificado em dois tipos diferentes. O primeiro são as argamassas industrializadas, parametrizadas pela ABNT NBR 11801 – Argamassa de alta resistência mecânica para pisos – Especificação. Já o não industrializado resulta de formulação que, geralmente, usa dosagem de três partes de agregados para uma de cimento, com adição aleatória de água. “Consequentemente, as argamassas não industrializadas ficam sem comprovação de performance”, comenta o engenheiro.

O material permite a criação ilimitada de revestimentos, com variados aspectos finais. No momento de adquirir a solução, é importante conhecer quais agregados podem ser utilizados e combinados para atingir o tom desejado. Há ainda a possibilidade de misturar cimentos convencionais e cimentos brancos, adicionando ou não pigmentos.

ESPECIFICAÇÃO

A especificação precisa seguir as determinações da ABNT NBR 11801. Entre as principais características que o material deve apresentar estão a resistência à compressão maior do que 40 MPa e resistência à tração na flexão maior do que 4 MPa.

A espessura do revestimento tem que ser, no mínimo, três vezes o tamanho do maior agregado
Carlos Eduardo Privatto

Para calcular a espessura do revestimento, é preciso considerar a granulometria dos agregados presentes na mistura. “A espessura do revestimento tem que ser, no mínimo, três vezes o tamanho do maior agregado”, informa Privatto, lembrando que nessa equação devem constar os resultados do estudo de retração da argamassa.

PASSO A PASSO DA INSTALAÇÃO

O procedimento de execução do piso de granilite começa com a preparação da argamassa, baseando-se nas informações que constam no projeto. Na sequência, ocorre o lançamento da mistura, que pode ser realizado de duas maneiras: úmido sobre úmido ou úmido sobre seco.

No primeiro, a argamassa é colocada ainda sobre o concreto fresco. “No segundo, o lançamento acontece sobre uma matriz de concreto já curado. O procedimento acontece com o auxílio de uma ponte de aderência, que pode ser de base acrílica ou, preferencialmente, epóxi”, explica o especialista.

Por se tratar de composto cimentício, o tempo de cura é de sete dias, mesmo período necessário para os pisos de concreto convencionais. “A cura pode ser do tipo hidráulica ou química”, diz o engenheiro.

POLIMENTO

O polimento é realizado após o período de cura das argamassas. O trabalho exige o uso de equipamentos específicos, dotados com insertos abrasivos (podendo ser diamantados ou base de carborundum). Esses materiais são empregados com a finalidade de cortar a argamassa e expor os agregados.

“O processo é feito em sucessivas etapas, com o aproveitamento de insertos de abrasividade e granulometria distintas. A malha mais grossa tem #24 e chega até a mais fina de #10000 (# é símbolo de mesh, medida dos furos da peneira)”, fala o engenheiro. No procedimento, podem ser usados produtos químicos de densificação, que proporcionam maior dureza e brilho ao revestimento.

PIGMENTOS PARA COLORAÇÃO

É possível adicionar na argamassa pigmentos para coloração. No entanto, é de extrema importância que sejam materiais específicos para cimentos e que sejam respeitadas as dosagens indicadas pelo fabricante. “A adição excessiva de pigmentos interfere diretamente na resistência da argamassa”, diz Mofatto, explicando que a aplicação do produto acontece no momento da homogeneização da argamassa com a água.

MANUTENÇÃO

O revestimento, normalmente, é tratado superficialmente com seladores e vernizes. Já a manutenção acontece com ceras tipo industrial, sendo que a frequência de aplicação é definida de acordo com a utilização. “Aconselha-se que essa ação seja realizada periodicamente”, recomenda o engenheiro.

“Muito recentemente, após a chegada da tecnologia de polimento autobrilho com insertos diamantados, o processo de manutenção se resume a limpezas com água e sabão neutro. Também é utilizado disco de limpeza com impregnação de diamantes”, destaca o especialista.

CUSTO-BENEFÍCIO

A utilização do granilite é viável se comparada financeiramente com outras soluções, especialmente dentro de uma ótica de custo-benefício ao longo do tempo. “A grande vantagem do revestimento é a possibilidade de revitalizá-lo frequentemente, através de novos polimentos”, conclui Mofatto.

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Colaboração técnica

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Carlos Eduardo Privatto Mofatto – Graduado em Engenharia Civil, tem MBA em Gestão Comercial com a realização de um módulo internacional na Babson College, em Boston (EUA). Atuante no setor de pisos industriais desde 2003, com ênfase em revestimentos cimentícios, resinados e químicos em geral para o segmento. Atualmente, ocupa os cargos de gerente Técnico Comercial da Polipiso do Brasil e de conselheiro da Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho (Anapre).
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