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Pisos para hospitais: um tipo para cada ambiente

Embora cada área hospitalar exija um tipo diferente de revestimento, é importante que o material escolhido seja homogêneo e de alta resistência

Redação AECweb / e-Construmarket

Na escolha do piso para unidades hospitalares, o arquiteto precisa levar em conta que os produtos têm que ter alta durabilidade, pois a troca ou a reposição causam grande transtorno à delicada rotina de pacientes e funcionários. Embora a especificação do tipo de piso seja feita de acordo com o ambiente, a arquiteta Jacqueline Paro, sócia do escritório AD Arquitetura, alerta que todos os produtos devem atender às determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a RDC 50/2002 do órgão, os materiais adequados para o revestimento de paredes, pisos e tetos de ambientes de áreas críticas e semicríticas devem ser resistentes à lavagem e ao uso de desinfetantes. Para as áreas críticas e semicríticas, devem ser priorizados materiais de acabamento que tornem as superfícies monolíticas, com o menor número possível de ranhuras ou frestas, mesmo após o uso e limpeza frequentes.

A resolução determina ainda que os materiais, cerâmicos ou não, quando usados nas áreas críticas, não podem possuir índice de absorção de água superior a 4% individualmente ou depois de instalados no ambiente. Além do que, o rejunte de suas peças, quando existir, também deve ser de material com esse mesmo índice de absorção. O uso de cimento sem qualquer aditivo antiabsorvente para rejunte de peças cerâmicas ou similares é vedado pela Anvisa, tanto nas paredes quanto nos pisos das áreas críticas.

Piso vinÍlico

Jacqueline Paro orienta que a definição dos pisos é feita na elaboração do projeto e que, embora cada ambiente hospitalar exija um tipo adequado, é importante que o material escolhido seja homogêneo e de alta resistência. Segundo informa, existe grande variedade de pisos no mercado, como o porcelanato, granito e a cerâmica. Mas, em sua opinião, os revestimentos vinílicos são ideais para hospitais, por serem fáceis de limpar e manter, e ainda, por humanizarem os ambientes. A vantagem de utilizar os pisos vinílicos em empreendimentos hospitalares, segundo Jacqueline, é que eles são homogêneos, resistentes ao tráfego pesado e duráveis. Além disso, são compostos de 100% de PVC, sendo 67% de material reciclável. “Os pisos vinílicos possuem o selo da Sustentax, ou seja, são avaliados e atestados como socioambientalmente corretos, pontuando para certificação LEED de construções sustentáveis”, afirma.

AdequaÇÃo

Segundo Jacqueline, a dúvida mais comum apresentada pelos arquitetos na hora de definir o piso do empreendimento hospitalar está na utilização correta do material para cada área, pois cada uma pede um produto adequado. Ela orienta que os pisos granitos, porcelanato e vinílicos comuns são usados nas recepções, corredores, enfermarias e consultórios. Os pisos vinílicos especiais, com grãos minerais que causam o efeito antiderrapante, são colocados nas rampas e escadas. Os berçários e apartamentos recebem os pisos vinílicos acústicos. E os pisos vinílicos condutivos, que têm excelente resistência à abrasão e maior facilidade de limpeza, são utilizados em áreas de controle de condutividade elétrica, como é o caso de sala cirúrgica, anestesia e Recuperação Pós-anestésica (RPA).


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Arq. Jacqueline Paro – Formada em Arquitetura e Urbanismo em 1987 pela Universidade Católica de Santos, possui vasta experiência profissional, tendo atuado nos mais diversos segmentos da arquitetura, com especial ênfase nas áreas de Incorporação Residencial, Corporativo, Shopping Centers, Hotelaria, Hospitais e Planejamento Urbano. Há 12 anos, ocupa o cargo de sócia-diretora em um dos maiores escritórios de arquitetura e planejamento urbano do Brasil, Alcindo Dell´Agnese Arquitetos Associados (www.adarquitetura.com.br), onde atua ao lado dos arquitetos Alcindo Dell´Agnese, Luiz Eugênio Ciampi e uma equipe com 50 profissionais.

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