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Projeto de ar condicionado garante eficiência energética e qualidade do ar

Em consonância com as normas técnicas, sistema de climatização deve ser projetado visando a segurança, a economia de energia e a renovação de ar

Texto: Juliana Nakamura

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Um bom projeto de ar condicionado deve garantir índices saudáveis de renovação de ar no ambiente climatizado (Crédito:  Butsaya / Shutterstock)

Um sistema de climatização, seja ele residencial ou comercial, precisa atender a requisitos técnicos básicos que vão além da capacidade de resfriar o ar. Entre eles está garantir uma operação eficiente dos equipamentos, consumindo a menor quantidade possível de energia. Também é necessário assegurar um ar de boa qualidade, de modo a não colocar em risco a saúde dos usuários.

Para atender todas essas exigências, a elaboração de um projeto do sistema de ar condicionado é fundamental. O trabalho começa com o levantamento das necessidades do contratante, passando por um meticuloso cálculo de carga térmica até a seleção de equipamentos, incluindo difusores e grelhas.

O projeto deve ser realizado à luz das normas vigentes, com destaque para ABNT NBR 16.401: Instalações de ar condicionado – Sistemas centrais e unitários e para a ABNT NBR 7.256: Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde – Requisitos para projeto e execução das instalações. Ambos os textos encontram-se em revisão no momento.

QUALIDADE DO AR INTERNO

Aliada a uma distribuição de ar racional, a renovação de ar adequada diminui as concentrações de CO2, de poeira, de fungos e de compostos orgânicos voláteis. Em ambientes de trabalho, a consequência disso é a maior produtividade e a redução do absenteísmo e de custos médicos
Francisco José Simões Pimenta

Um bom projeto de ar condicionado deve garantir índices saudáveis de renovação de ar no ambiente climatizado. “Aliada a uma distribuição de ar racional, a renovação de ar adequada diminui as concentrações de CO2, de poeira, de fungos e de compostos orgânicos voláteis. Em ambientes de trabalho, a consequência disso é a maior produtividade e a redução do absenteísmo e de custos médicos", explica o engenheiro Francisco José Simões Pimenta, vice-presidente na Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

Em contrapartida, ambientes sem tratamento do ar adequado podem induzir doenças respiratórias, sonolência, falta de disposição, desconforto olfativo e térmico, além de dores de cabeça, podendo provocar até a síndrome do edifício doente.
“Um bom projeto de ar condicionado pode ajudar a garantir a qualidade do ar interno seja ao prever uma renovação adequada, seja por dispor de sistema de filtragem apropriado e velocidades de ar bem dimensionadas”, destaca Pimenta.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE AR CONDICIONADO

Um bom projeto de ar condicionado pode ajudar a garantir a qualidade do ar interno seja ao prever uma renovação adequada, seja por dispor de sistema de filtragem apropriado e velocidades de ar bem dimensionadas
Francisco José Simões Pimenta

Em projetos de climatização, um dos pontos mais críticos é assegurar o conforto térmico aos usuários. "Esse deve ser o foco principal do projeto. Após esta conquista, é louvável que se pense também em eficiência de sistema como um todo, e não somente nos equipamentos em si", comenta Francisco Pimenta.

De acordo com o especialista, cabe ao projetista escolher os equipamentos mais eficientes e utilizá-los da melhor maneira possível. Aliado a isto, o profissional deve observar os sistemas hidráulicos, evitando excessos de vazões de água, bem como os sistemas de distribuição de ar e seus componentes, buscando a aplicação certa e a racionalidade. O projetista deve se atentar, ainda, ao sistema de automação e controle, tentando evitar, ao máximo, acionar equipamentos ou dispositivos desnecessariamente. "Em suma, cada detalhe do projeto pode influenciar a busca pela eficiência energética", afirma o vice-presidente da Abrava.

Independente da aplicação, o projeto de ar condicionado está diretamente atrelado a consumo elétrico e à necessidade de haver grandes espaços técnicos. Por isso mesmo, ele precisa ser feito de modo integrado e simultâneo com os projetos de arquitetura e de instalações.

NORMAS TÉCNICAS

Reformulada em 2018, a ABNT NBR 16.401 aborda de forma bastante completa os sistemas de climatização. Em sua terceira parte, a norma especifica os parâmetros básicos e os requisitos mínimos para sistemas de ar-condicionado, visando à obtenção de qualidade aceitável do ar. O texto apresenta, por exemplo, um procedimento de cálculo do CO2, além de vazões mínimas de ar exterior para ventilação e níveis mínimos de filtragem de ar.

"No entanto, embora a norma forneça os parâmetros de cálculo, os critérios de projeto, as definições de sistemas e equipamentos, a norma não basta para que um projetista consiga fazer um bom projeto”, salienta Pimenta. Segundo ele, é importante que os profissionais de projeto busquem, constantemente, cursos na área, tanto de pós-graduação, quanto de áreas específicas. Só assim eles serão capazes de produzir estudos cada vez mais consistentes e racionais.

Colaboração técnica

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Francisco José Simões Pimenta – Engenheiro mecânico pós-graduado em engenharia de segurança do trabalho. É vice-presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip-MG) e proprietário da Climatizar Engenharia Térmica e Automação. Na Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) é vice-presidente do Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores e diretor regional da associação em Minas Gerais.
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