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Quais são os critérios da escolha de formas para lajes nervuradas?

Particularidades do projeto, produtividade almejada e exigências normativas são fatores a serem considerados na hora de especificar moldes para lajes com nervuras

Texto: Juliana Nakamura


As lajes nervuradas podem ser usadas em obras comerciais, industriais e residenciais (foto: gobalink/shutterstock)

As lajes nervuradas são uma solução construtiva aplicável a obras comerciais, industriais e residenciais, principalmente quando se deseja reduzir o consumo de concreto, a taxa de aço e o peso da estrutura em comparação com a laje maciça. Constituídas por nervuras interligadas por uma capa de concreto, essas lajes têm aparência que lembra um waffle e, quando bem empregadas, podem agregar economia de mão de obra e ganho de produtividade no canteiro.

Formas para lajes nervuradas – Produtos

Formas para lajes nervuradas – Locação

FORMAS DE MADEIRA E PLÁSTICAS

Para moldar lajes nervuradas, entre as soluções mais utilizadas atualmente estão as cubetas de polipropileno, recuperáveis. Esse tipo de forma tem como vantagem oferecer um bom nível de acabamento. Além disso, oferece índice de reaproveitamento que pode variar entre 150 a 500 utilizações, a depender do tipo de forma e da aplicação.

Alguns sistemas podem unir escoramento, reescoramento e cubetas num único equipamento. Também é possível encontrar equipamentos com uma espécie de furo horizontal conectando os alvéolos. A vantagem desse tipo de produto é reduzir ainda mais a taxa de concreto que não tem função estrutural na laje. “Essa solução permite a instalação de dutos de ventilação, tubos hidráulicos e calhas elétricas transpassados na espessura da laje, o que é muito positivo para edifícios que precisam embutir instalações na laje e ganhar altura de pé-direito”, diz o engenheiro Pedro Penna, sócio da Atex.

Além das cubetas plásticas, as lajes nervuradas podem ser produzidas com enchimento não recuperável composto por blocos cerâmicos, blocos vazados de concreto e blocos de EPS (poliestireno expandido).

COMO ESCOLHER

Vários fatores impactam a escolha do tipo e o dimensionamento dos moldes para lajes nervuradas. O vão livre a ser vencido, as características geométricas da laje, o prazo para execução e os custos são alguns deles.

“Quando o projeto prevê a execução de um vão pequeno, são especificadas formas de menores dimensões e de menor largura de nervura. Já para projetos com vãos mais generosos, são indicados moldes mais largos e com nervuras eixo a eixo de 60 a 90 cm”, diz Penna.

Quando o projeto prevê a execução de um vão pequeno, são especificadas formas de menores dimensões e de menor largura de nervura. Já para projetos com vãos mais generosos, são indicados moldes mais largos e com nervuras eixo a eixo de 60 a 90 cm
Pedro Augusto Penna

Ele conta que o dimensionamento da base da nervura depende diretamente da altura do edifício. O mercado disponibiliza desde bases de nervura de 6 cm, indicadas para construções de menor porte, até 16 cm para prédios mais altos, que precisam de um cobrimento de concreto maior.

“Entre as formas recuperáveis plásticas, é possível encontrar diferenças de dimensões e de índices de economia de concreto”, salienta o engenheiro da Atex. O projetista pode encontrar duas formas de 80 x 80 x 20 de altura que, internamente, são muito parecidas, mas que resultam em taxas de consumo de concreto diferentes.

A escolha desse sistema construtivo e a especificação de formas deve considerar, ainda, dois pontos críticos, segundo Enio Canavello Barbosa, vice-presidente de relacionamento da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece). “O primeiro deles é se a altura da laje nervurada não ultrapassa o gabarito imposto pelo projeto. Além disso, deve-se observar o TRRF (Tempo Requerido de Resistência ao Fogo) do empreendimento para determinar a largura da nervura e a espessura da capa de concreto”, diz Barbosa. Ele conta que em São Paulo, por exemplo, as restrições municipais e a necessidade de atender às exigências do Corpo de Bombeiros acabam limitando o uso mais intenso das lajes nervuradas, induzindo os projetistas a preferir as lajes maciças ou outras soluções estruturais.

BOAS PRÁTICAS

Deve-se observar o TRRF do empreendimento para determinar a largura da nervura e a espessura da capa de concreto
Enio Canavello Barbosa

Para extrair a máxima racionalização das formas para lajes nervuradas é importante padronizar o projeto estrutural com as medidas dos produtos disponíveis no mercado. Do contrário, podem ser necessários arremates que comprometem a produtividade e a fluidez dos trabalhos.

Além disso, é imprescindível garantir uma montagem correta, de acordo com as instruções do fornecedor do equipamento. Um dos procedimentos que não podem ser ignorados é a aplicação de desmoldante para tirar as formas com maior facilidade.

Outro ponto que requer atenção é o travamento das escoras. Isso porque o uso do sistema de cubetas prescinde de formas de fundo, o que significa que o posicionamento das cubetas se dá apenas sobre escoras e tábuas em uma das direções.

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Colaboração técnica

Pedro Augusto Penna – Engenheiro de Produção pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) especialista em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. É sócio da Atex Brasil.
Enio Canavello Barbosa – Engenheiro civil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, é sócio-diretor da Edatec Engenharia e vice-presidente de Relacionamento da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece).
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