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Realidades virtual e aumentada agregam produtividade e economia à construção

Aplicadas no canteiro ou como apoio às equipes de marketing e vendas, tecnologias podem facilitar a comunicação e o entendimento dos projetos

Texto: Juliana Nakamura

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As simulações tridimensionais criadas pelas realidades virtual e aumentada melhoram a experiência de profissionais e clientes (foto: shutterstock/Gorodenkoff)

Nos últimos anos, entre as inovações tecnológicas incorporadas pela indústria da construção, as realidades virtual e aumentada se sobressaíram. A explicação para tamanho interesse está na possibilidade criada por essa novidade de criar ambientes através de simulações computacionais em três dimensões, melhorando a experiência de profissionais e clientes. Tudo isso, a um custo menor e mais rápido em comparação à construção de maquetes e unidades decoradas, por exemplo.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES DA REALIDADE VIRTUAL

As simulações criadas pela realidade virtual e pela realidade aumentada podem apoiar o dia a dia das construtoras de inúmeras formas, seja na etapa de desenvolvimento de projetos, durante a construção ou na hora da venda.

A tecnologia permite fazer uma perspectiva fotorrealista. Isso traz um diferencial para os clientes, que conseguem se sentir dentro do apartamento
Lucas Couto

A aplicação mais usual e visível ocorre pelas áreas de marketing e vendas, com a utilização de óculos de realidade virtual para facilitar a imersão dos clientes nos projetos durante a visita nos estandes. “A tecnologia permite fazer uma perspectiva fotorrealista. Isso traz um diferencial para os clientes, que conseguem se sentir dentro do apartamento”, afirma Lucas Couto, diretor comercial e de marketing do Grupo Patrimar.

Além da Patrimar, a Rôgga Empreendimentos também aposta na realidade virtual como estratégia para expandir sua penetração em praças onde o custo de se construir um decorado é inviável. “Para se ter uma ideia, o custo de desenvolvimento de um novo projeto em realidade virtual gira em torno de 7% do custo de execução de um decorado”, compara o diretor comercial da construtora, Thales de Souza Silva. Ele lembra, ainda, que as unidades decoradas têm vida útil reduzida, já que ocupam parte do terreno no qual o empreendimento será executado.

Para se ter uma ideia, o custo de desenvolvimento de um novo projeto em realidade virtual gira em torno de 7% do custo de execução de um decorado
Thales de Souza Silva

A MRV Engenharia também vem aproveitando a realidade virtual como suporte de vendas, substituindo os apartamentos decorados. O software utilizado pela construtora permite, inclusive, que o cliente tenha uma experiência personalizada, fazendo alterações no modelo virtual de acordo com suas preferências e exigências em tempo real.

REALIDADE AUMENTADA NOS CANTEIROS DE OBRAS

Uma aplicação crescente da realidade virtual é no suporte ao desenvolvimento de projetos, especialmente quando integrada à metodologia BIM (Building Information Modeling). Nesse caso, a ferramenta pode facilitar o entendimento espacial, auxiliar a identificação de incompatibilidades e aumentar a assertividade em tomadas de decisões e a colaboração.

Em especial, a realidade aumentada promete agregar maior clareza da informação e redução das ambiguidades em comparação ao projeto bidimensional. Já há no mercado uma série de softwares capazes de transformar modelos 3D em experiências de realidade virtual e aumentada.

Bem mais incipiente no Brasil é a aplicação da realidade aumentada nos canteiros de obras. Mas seja durante a execução, seja nas etapas de inspeção e gerenciamento, essa tecnologia também pode ser utilizada para facilitar a compreensão dos projetos, minimizando erros de interpretação e retrabalho, sobretudo na construção de projetos de alta complexidade.

Como toda novidade, as dificuldades para implantação destas tecnologias são significativas, ainda mais entre as construtoras brasileiras pressionadas para reduzir custos e fiéis a processos construtivos tradicionais. “Os desafios passam por vários fatores, como o engajamento de toda a empresa e parceiros, o comprometimento no ato de projetar, o tempo hábil para o desenvolvimento dos projetos, e os investimentos em treinamento e previsão de orçamento para aquisição de programas e equipamentos”, explica Lucas Couto.

Qual a diferença entre realidade virtual, aumentada e mista?

Realidade virtual e realidade aumentada possuem algumas diferenças importantes. A primeira prevê a imersão do usuário, que está em um ambiente físico, em uma realidade paralela. Para isso são utilizados dispositivos como óculos 3D.

Já a realidade aumentada faz o caminho inverso ao trazer dados digitais para o mundo físico, por meio de smartfones ou tablets. Há, ainda, a realidade mista, que sobrepõe objeto virtuais ao mundo real. Esse tipo de tecnologia permite, por exemplo, que duas pessoas em locais diferentes possam se conectar em um mundo virtual onde interagem com um modelo também virtual.

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Colaboração técnica

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Lucas Felipe Melo Couto – Graduado em engenharia civil, é pós-graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É diretor comercial e de marketing do Grupo Patrimar Engenharia.
Thales de Souza Silva – Administrador de empresas pós-graduado em gestão de negócios em comércios e vendas. É diretor comercial da Rôgga Empreendimentos.
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