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Resistência, manutenção e dimensão do espaço determinam a escolha das cubas

Em ambientes públicos e corporativos, vale optar por materiais duráveis como mármore, aço inoxidável e corian. Também deve-se levar em conta o estilo do projeto e as condições de higiene

Redação AECweb / e-Construmarket

Cubas

De materiais, formatos e até mesmo cores diversas, as cubas para banheiro devem ser especificadas de acordo com o uso do local e o orçamento. As soluções para banheiros de um shopping center não diferem das utilizadas em edifícios corporativos, enquanto nos ambientes residenciais, o projeto é mais livre. “Denominador comum a todos esses segmentos, é o atendimento dos quesitos de boa resistência e solução de espaço”, lembra a arquiteta Patrícia Martinez.

As cubas para pia de cozinha serão sempre de aço inoxidável – escolhidas por suas dimensões –, o que vai definir se serão usadas duas ou apenas uma peça. “O ideal é instalar uma única cuba grande, ou seja, de 70 x 45 cm. Caso contrário, vale optar por duas. No nosso mercado, é mais comum o fabricante oferecer as cubas menores”, conta, acrescentando que prefere as de maior profundidade. No momento da instalação, a calafetação com massa plástica deve ser bem feita para evitar vazamentos.

ESPECIFICAÇÃO

Enquanto as cubas de porcelana são as mais fáceis de limpar e manter, os mármores, mais porosos e suscetíveis a manchas, devem ser impermeabilizados para que permaneçam com ótimo aspecto

De acordo com Patrícia, ao projetar um banheiro contando com uma verba mais generosa, é possível entrar com materiais mais caros, resistentes e de fácil manutenção, como a cuba escavada em pedra, limestone ou corian. “Mas se o orçamento for mais apertado, opto pelas tradicionais, de louça”, diz. Ela explica que a vantagem da cuba escavada em mármore, por exemplo, é que a bancada poderá ser feita no mesmo material, resultando em uma estética mais limpa. “Por ser monolítica, permite criar espaço para lixo na própria pedra, além de ter pequena área de rejunte. Nesse aspecto, ganha o corian, que possibilita cantos arredondados, eliminando os rejuntes e garantindo melhor condição de higiene”, destaca. Cubas de cobre continuam em alta em lavabos residenciais ou em banheiros de áreas públicas mais requintadas, como os de restaurantes.

Já nas cozinhas, sempre inox. “O aço inoxidável é mais resistente, podendo ser utilizado em ambientes diversos: lavabo, cozinha ou área de serviço. O cobre é um metal mais mole, risca com facilidade, porém tem preço superior ao do inox.

MANUTENÇÃO

A manutenção dos vários tipos de materiais está vinculada ao uso adequado. Porém, cada um deles tem propriedades que determinam os cuidados a serem tomados. “Enquanto as cubas de porcelana são as mais fáceis de limpar e manter, o mármore, mais poroso e suscetível a manchas, deve ser impermeabilizado para que permaneça com ótimo aspecto. Periodicamente, o material precisa ser submetido a um processo de restauro que envolve polimento e nova impermeabilização”, orienta a arquiteta, que confessa raramente especificar cubas e bancadas de granito, limitando essa escolha a pias de cozinha e de áreas de serviço.

Segundo ela, o corian é mais resistente do que as pedras, mas mostra-se vulnerável ao calor, o que exige polimento a cada período de, no mínimo, um ano. “Uma bancada de banheiro talvez requeira um cuidado maior com o secador quente, enquanto em uma pia de cozinha é fundamental instalar um apoio metálico em inox, para evitar manchas provocadas por uma panela quente”, alerta. A arquiteta não recomenda as cubas de vidro, porque os respingos de água, mesmo depois de secos, deixam a peça marcada e a sensação de que estão sujas. “Indico as de resina por seu amplo leque de cores e formatos”, afirma.

DIMENSIONAMENTO

Cubas

Situação comum em banheiros de áreas públicas é o jato d’água da torneira extravasar na área da cuba, espirrar e molhar o usuário. “Isso ocorre por erro de compatibilização das distâncias de especificação da cuba versus torneira. Os fabricantes orientam sobre o dimensionamento correto quanto à altura ideal da torneira em relação à bancada. Uma dica importante é que a água tem de cair próxima da válvula”, informa Patrícia Martinez. Pode acontecer de o cálculo estar correto, porém, a água chegar na torneira com forte vazão. A solução, segundo ela, é colocar um redutor de vazão para diminuir a força da água. Cubas muito estreitas também podem criar esse tipo de situação, o que pode ser evitado com a escolha de peças mais côncavas, que acomodam melhor a água, ao contrário das retas, a 90º. “A tendência hoje são as cubas orgânicas, ou seja, arredondadas, com porta-sabonete”, comenta.

REFORMA

O projeto da reforma de um banheiro deve seguir alguns cuidados. “Para manter uma bancada e substituir apenas a cuba de louça, deve-se optar por outra maior e recortar. Ou por uma cuba de semiencaixe que sobrepõe e embute um pouquinho, já que a de sobrepor vai ficar fora do padrão”, diz e exemplifica: se a cuba original era oval e o projeto determinou uma retangular, será preciso que a peça se sobreponha um pouco na bancada, para que o acabamento fique perfeito.

SAIBA MAIS

Defendo uma linha muito livre de projeto. Posso colocar mármores no piso e uma pedra diferente na bancada, ou porcelanato no piso e mármore na bancada. Sem rigidez

Ao longo dos anos, o projeto de banheiros abriu mão da receita que levava para o revestimento do piso o mesmo material das bancadas. “Se o piso era de mármore, reeditava-se o material nas cubas e bancadas. Defendo uma linha muito livre de projeto. Posso colocar mármore no piso e uma pedra diferente na bancada, ou porcelanato no piso e mármore na bancada. Sem rigidez”.

A tendência dos projetos de banheiro, segundo a arquiteta, é de bancada com linhas retas e em tons claros, próximos ao cinza. Há quem opte pelo preto, “que dá um ar mais cenográfico ao ambiente e evita que a sujeira fique evidente”. Sem regras em suas propostas, Patrícia afirma que um banheiro preto vai depender do partido. “Fiz um banheiro na suíte máster de uma residência, em que o do homem era todo preto e o da mulher inteiro branco. Ficou muito bonito”, comemora.

Colaborou para esta matéria

Patrícia Martinez – Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, atua no mercado há 17 anos nas áreas corporativa e residencial de alto padrão. Desde 2002, ampliou sua área de atuação com projetos internacionais desenvolvidos na Suécia, Madri, Nova York, Naples, Las Vegas e Panamá. Com o olhar sempre voltado às artes visuais, imprimiu sua assinatura em importantes projetos culturais do país, como a sp-arte e sp-foto, em São Paulo.
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