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Revestimentos garantem resistência e beleza a cubas e bancadas

Materiais devem ser especificados em função das particularidades de cada aplicação, sejam eles naturais, como granitos e mármores, ou sintéticos, como Corian® e Silestone®

Texto: Juliana Nakamura

Especificação do material ideal para cubas e bancadas depedende de diversos fatores (Crédito: shutterstock.com / Photographee.eu)

Aplicados em cozinhas, lavabos e banheiros, os revestimentos para cubas e bancadas passaram por profundas transformações nos últimos anos. Aos materiais nobres e de uso consagrado, como as rochas naturais, juntaram-se novas soluções produzidas industrialmente a partir de materiais compostos.

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O lado positivo é que se ampliaram as possibilidades, permitindo às cubas e bancadas adquirir um novo status no projeto de interiores. Ao mesmo tempo, diante de tanta variedade, especificar o material mais adequado tornou-se uma tarefa árdua, exigindo análises que considerem uma série de fatores.

O primeiro fator a levar em conta é a expectativa do usuário com relação à resistência e à manutenção
Reginei Araújo Fernandes

CRITÉRIOS PARA ESPECIFICAÇÃO

A escolha do material que será utilizado para compor cubas e bancadas deve começar pela identificação das exigências da aplicação. Os materiais disponíveis no mercado diferem bastante entre si principalmente com relação à resistência, facilidade de manutenção, estética e preço. Enquanto granitos convencionais saem, em média, por R$ 500/m², os materiais sintéticos chegam a custar até cinco vezes mais, em torno de R$ 2.500/m².

“O primeiro fator a levar em conta é a expectativa do usuário com relação à resistência e à manutenção”, diz Reginei Araújo Fernandes, gestor de clientes da Cosentino, em São Paulo. Ele explica que, quando o usuário pretende usar intensamente a bancada e demorar para limpá-la depois de dar uma festa, por exemplo, a preferência deve recair sobre superfícies mais resistentes e menos porosas, como as produzidas pelo Corian® e pelo Dekton®. “Já para situações de uso mais moderado, a especificação de um material mais delicado não representa um problema”, continua Fernandes.

“O usuário precisa considerar quais cuidados costuma ter, se tem o hábito de cortar alimentos direto na bancada ou em tábuas, se utiliza descansos de panela ou se prefere colocar recipientes quentes diretamente sobre a superfície”, acrescenta o arquiteto Tiago Campetti. Ele conta que até pouco tempo era comum evitar o uso do mármore em cozinhas por ser um material menos resistente a agentes químicos. “Hoje, isso já foi superado através de impermeabilização adequada e da escolha de pedras naturais menos porosas”, explica.

COMPOSTOS SINTÉTICOS

Conhecidas por seus nomes comerciais como Silestone®, Corian®, Technistone® e Nanoglass®, as superfícies sólidas têm em comum o fato de serem inertes (não tóxicas), o aspecto homogêneo com emendas imperceptíveis e a baixa porosidade. “Por serem sintéticas, possuem grande controle de acabamento nas cores, texturas e resistência. Essa é uma das razões de esses produtos serem amplamente utilizados”, diz Campetti.

Mas mesmo no grupo de materiais compostos, é possível encontrar diferenças técnicas. Produtos à base de quartzo, como o Silestone®, são indicados para produzir bancadas coloridas e claras. No entanto, podem ser danificados por facas e panelas quentes, exigindo cuidado extra do usuário.

Quando o foco é garantir maior resistência a riscos e a temperaturas, o Dekton®, produzido com matérias-primas utilizadas na produção de vidro e porcelana, sai na frente dos demais. Comercializado em grandes formatos, esse material suporta aplicações em ambientes externos, já que não sofre alteração de cor com raios UV.

Outra solução para bancadas de banheiros e cozinhas é o Corian®, produzido a partir de resina acrílica e hidróxido de alumínio. Esse revestimento tem entre seus pontos fortes a porosidade nula, a aparência sofisticada e a possibilidade de criar acabamentos curvos e superfícies sem juntas aparentes.

O usuário precisa considerar quais cuidados costuma ter, se tem o hábito de cortar alimentos direto na bancada ou em tábuas, se utiliza descansos de panela ou se prefere colocar recipientes quentes diretamente sobre a superfície
Tiago Campetti

OUTRAS OPÇÕES

Para quem privilegia estética e busca uma superfície imaculadamente branca e brilhante, o nanoglass se destaca. Com cristais de vidro e pó de mármore em sua formulação, esse material não suporta mau uso e é mais suscetível a trincas e rachaduras. Por isso mesmo, não pode ter contato com utensílios em alta temperatura.

Além das rochas naturais e das superfícies sintéticas, outras alternativas interessantes são o inox e o porcelanato. O primeiro, mais aproveitado em cozinhas, garante um visual moderno e é muito higiênico, embora seja bastante vulnerável a riscos. Já as bancadas de porcelanato são opção para quem quer um visual uniforme a um custo inferior, em comparação com os materiais sintéticos.

No quesito manutenção, as rochas naturais exigem mais atenção porque precisam ser impermeabilizadas. “O fornecedor do material deverá orientar seu cliente quanto à periodicidade mais adequada”, explica Tiago Campetti. Já os materiais sintéticos, em função de sua baixa porosidade, precisam apenas de limpeza com água, sabão e um pano ou esponja macia.

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Colaboração técnica

Tiago Campetti – Arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Paraná, é sócio, ao lado de Marcia Campetti, do Estúdio Campetti, especializado nas áreas de projeto arquitetônico, interiores, reformas, análise de tendências e gerenciamento de obras.
Reginei Araújo Fernandes – Gestor de clientes da Cosentino em São Paulo.
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