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Saiba como calcular a quantidade certa de cobogós para a sua obra

Oferecidos em medidas variáveis, os elementos vazados precisam ter paginação previamente estudada. É preciso, ainda, calcular perdas e espessura da argamassa. Entenda

Texto: Juliana Nakamura

cobogos
A especificação de cobogós deve considerar o seu papel estético e estrutural no projeto (foto: Jomar Bragança)

Muito associados à arquitetura brasileira e com forte impacto decorativo, os cobogós são blocos vazados pré-fabricados em cerâmica ou com matérias-primas de base cimentícia. Uma vez assentados, podem formar muros, fachadas e paredes que criam divisórias permeáveis, permitindo a entrada de luminosidade e ventilação, sem comprometer a privacidade.

A especificação desses elementos de vedação, disponibilizados em variados tamanhos e padrões, dos geométricos aos orgânicos, deve levar em consideração o seu papel estético e estrutural no projeto. Encontrar o modelo mais adequado pode ser desafiador, considerando que a indústria oferece desde blocos em cerâmica bruta (com preço em torno de R$ 2/peça), até sofisticadas peças esmaltadas (com preço acima de R$ 90/unidade).

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COMO CALCULAR

Calcular a quantidade de blocos vazados para compor uma parede envolve processo semelhante ao usado para definir a quantidade de blocos de alvenaria. No caso dos cobogós, porém, há um complicador que é lidar com uma variação dimensional maior, em comparação aos blocos tradicionais. O mercado disponibiliza peças com alturas entre 13 e 32 cm e espessuras das mais diversas. As mais usuais são 7 e 8,5 cm.

Na hora de fazer a conta, o primeiro passo é verificar as medidas da peça escolhida e desenhar a paginação dos elementos de acordo com o espaço a ser preenchido, lembrando sempre de considerar a espessura da argamassa
Marina Cardoso de Almeida

“Na hora de fazer a conta, o primeiro passo é verificar as medidas da peça escolhida e desenhar a paginação dos elementos de acordo com o espaço a ser preenchido, lembrando sempre de considerar a espessura da argamassa”, diz a arquiteta Marina Cardoso de Almeida, do Tria Arquitetura. Segundo ela, como os cobogós possuem um desenho decorativo e não devem ser recortados, é fundamental ajustar os vãos de acordo com a quantidade das peças, criando, quando necessário, um requadro. Por não serem elementos estruturais ou de amarração, os blocos vazados costumam ser utilizados junto a outras paredes ou pilares.

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A colocação deve ser iniciada sempre pelas laterais e é aconselhável simular o layout no chão para conferir as medidas
Tiago Campetti

Antes de concluir a conta, é importante considerar que normalmente há uma perda de aproximadamente 10% de blocos no assentamento. Para evitar desperdícios maiores, uma vez que os cobogós não são muito resistentes a choques mecânicos, recomenda-se deixar o assentamento para etapas finais da obra. “A colocação deve ser iniciada sempre pelas laterais e é aconselhável simular o layout no chão para conferir as medidas”, sugere o arquiteto Tiago Campetti, sócio do Estúdio Campetti.

OUTROS MATERIAIS

A argamassa é um elemento fundamental para o sucesso técnico e estético da execução de uma parede com blocos vazados. Para as peças cerâmicas aplicadas em ambientes internos, recomenda-se o uso de argamassa ACII. Já em áreas externas expostas às intempéries, deve-se utilizar produtos do tipo ACIII.

A quantidade de argamassa a ser utilizada depende do tamanho do elemento a ser utilizado e do efeito estético que se deseja (espessura das juntas). Mas é fundamental seguir a recomendação do fornecedor do bloco, uma vez que o consumo de argamassa pode variar muito de um produto para outro.

Para garantir um assentamento perfeito é necessário, ainda, utilizar espaçadores de 10 mm entre as peças. Eles podem ser em formato L, T ou cruz. A inserção de barras de aço a cada duas fileiras de blocos é outro procedimento importante para amarrar a parede e estabilizá-la. “Se o cobogó for usado como bancada ou guarda-corpo, também as divisórias verticais deverão receber barras metálicas”, comenta Campetti. Ele destaca que quando o projeto prever o uso de rejunte colorido, deve-se deixar um rebaixo na argamassa para que o rejunte não ultrapasse o alinhamento do conjunto.

COMO ECONOMIZAR MATERIAL?

É sempre possível lançar mão de estratégias visando economizar no consumo de materiais, sem comprometer a qualidade final. No caso de paredes com elementos vazados, é primordial dispor de um projeto bem feito, que otimize a quantidade de peças e argamassa a serem adquiridos. A arquiteta e designer Gislene Lopes salienta a importância de se usar a criatividade. “É possível, por exemplo, obter bons resultados intercalando outro produto no meio do cobogó ou fazendo uma sequência de blocos vazados e completar a parede com espelho, gesso, ou outro revestimento”, cita.

O arquiteto Tiago Campetti dá outra dica para quem quer economizar. Cobogós cerâmicos brutos podem ser soluções interessantes em áreas de serviço ou banheiros, quando não há a necessidade de vedação do vento. “Nesses casos, é possível aplicar cobogós com inclinação interna, permitindo a entrada do vento e protegendo o interior de chuvas, substituindo uma janela com economia”, sugere Campetti.

SAIBA MAIS

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Colaboração técnica

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Gislene Lopes – Arquiteta e designer de ambientes, dirige escritório com seu nome em Belo Horizonte (MG) focado em projetos comerciais e residenciais.
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Marina Cardoso de Almeida – Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie com especializações na Universidad Politecnica de Madrid. É sócia do escritório Tria Arquitetura, junto com a arquiteta Sarah Bonanno.
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Tiago Campetti – Arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Paraná com pós-graduação em narrativas visuais. É sócio do Estúdio Campetti e filmmaker independente.
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