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Saiba escolher os equipamentos para compactação de solo granular ou argiloso

Escolher o maquinário adequado e fazer o acompanhamento tecnológico do processo, através de ensaios, são tarefas essenciais para garantir os bons resultados do procedimento

Redação Portal AECweb/ e-Construmarket 

demolição de estruturas
Além dos rolos vibratórios e do tipo pé de carneiro, outros equipamentos utilizados em serviços de terraplenagem são os caminhões pipa, moto-scrapers, escavadeiras de pá e caminhões basculantes (foto: bogdanhoda/shutterstock)

Atividade comum em obras geotécnicas, a compactação consiste na aplicação de cargas sobre o terreno com objetivo de melhorar suas características técnicas. O procedimento expulsa o ar existente nos vazios do solo, tornando-o mais resistente e diminuindo a possibilidade de deformações. O trabalho pode ser executado de maneira manual ou mecânica, sendo executado por meio de pressão, impacto ou vibração.

Independentemente do tipo de solo, a compactação segura e eficaz é aquela realizada com acompanhamento tecnológico durante todo o processo, de maneira que cada camada lançada e compactada seja testada e liberada
Ilan Davidson Gotlieb

“Independentemente do tipo de solo, a compactação segura e eficaz é aquela realizada com acompanhamento tecnológico durante todo o processo, de maneira que cada camada lançada e compactada seja testada e liberada”, explica engenheiro Ilan Davidson Gotlieb, sócio da MG&A Consultores de Solos e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Projeto e Consultoria em Engenharia Geotécnica (ABEG).

Ele comenta que essa fiscalização é feita por meio de ensaios de verificação do grau de compactação do aterro em execução. As camadas devem ser liberadas quando os resultados dos testes apresentarem valores iguais ou maiores ao nível especificado em projeto. “Além disso, a escolha do sistema de compactação é feita de maneira que os equipamentos utilizados sejam específicos para o tipo de solo empregado”, complementa.

Solos granulares ou argilosos

Os solos granulares (predominantemente areias) e os que têm alto conteúdo de argila em sua composição são constantemente utilizados em aterros – desde que passem pela compactação adequada, realizada com equipamentos corretos e acompanhada de controle tecnológico. Toda a mão de obra envolvida na tarefa, desde o projeto até a operação do maquinário, precisa ser devidamente treinada e capacitada.

De acordo com Gotlieb, para a compactação dos solos granulares costumam ser empregados os sistemas com rolo vibratório. “Para aqueles predominantemente argilosos, utiliza-se o rolo tipo pé de carneiro”, afirma.

Preparação do terreno

Todo terreno que sofrerá a terraplenagem deve ser objeto de prévio levantamento topográfico. O estudo indica, de maneira precisa, os volumes de corte e aterro que serão executados. Já durante a execução, o controle topográfico tem que ser realizado para garantir que as cotas de implantação sejam corretamente atingidas, além de também permitir os cálculos dos volumes de movimento de terra.

Nos casos de aterros, é fundamental a remoção da camada superficial do terreno, normalmente constituída de solos com presença de matéria orgânica, que é nociva para a qualidade do resultado final
Ilan Davidson Gotlieb

“Nos casos de aterros, é fundamental a remoção da camada superficial do terreno, normalmente constituída de solos com presença de matéria orgânica, que é nociva para a qualidade do resultado final”, informa o presidente da ABEG.

Outro cuidado importante é no tratamento de possível presença de água. “Antes e durante o processo de terraplenagem, é necessário coletar eventuais volumes de águas através de sistema de drenagem”, recomenda o profissional, avaliando que a boa qualidade do aterro compactado está diretamente ligada ao grau de umidade do solo. “Qualquer água externa pode gerar pontos de má qualidade de compactação, comumente chamados de ‘borrachudo’ e que não podem ser deixados no terreno”, complementa.

Equipamentos

Além dos rolos vibratórios e do tipo pé de carneiro, outros equipamentos usualmente utilizados em serviços de terraplenagem são os caminhões pipa, moto-scrapers, escavadeiras de pá e caminhões basculantes. “Também é recomendável que exista no canteiro um laboratório responsável pelos ensaios de controle de compactação”, indica o especialista.

Ele comenta que, para esse tipo de obra, é preciso contar sempre com empresas especializadas, que disponham de pessoal treinado e equipamentos que estejam com a manutenção em dia. “Os envolvidos no controle tecnológico também devem ter reconhecida competência para realização dos ensaios. Nesse caso, evita-se, por exemplo, empresas de controle tecnológico de concreto que não tenham experiência na área de terraplenagem”, adverte.

Durante o procedimento de compactação, é necessário deixar o terreno livre de qualquer obstáculo. Outro cuidado importante é o isolamento da área, evitando o acesso de pessoas que não estejam diretamente envolvidas com o trabalho. Antes de iniciar a terraplenagem de fato, o operador do maquinário tem que avaliar se o seu equipamento está nas condições ideais, verificando, por exemplo, se não ocorreram danos durante o transporte até o canteiro.

O abastecimento dos compactadores tem que ser realizado de maneira cuidadosa e sempre com o motor desligado. Nesse momento, é preciso evitar que o combustível entre em contato com as partes quentes da máquina. Assim, antes do reabastecimento, pode ser interessante esperar que os componentes esfriem. Os filtros dos compactadores também merecem atenção, pois, quando estão saturados, interrompem o funcionamento do equipamento.

Alguns modelos de compactadores são desligados quando o operário desacelera a máquina. Porém, outras máquinas demandam que o trabalhador as desligue por meio de um botão existente no painel. Quando lida com esse tipo de equipamento, o profissional não pode se esquecer de sempre fechar a torneira de combustível, pois, caso contrário, o carburador pode ficar encharcado.

Boas práticas

Durante a operação dos equipamentos, os trabalhadores devem obrigatoriamente estar trajados com equipamentos de proteção individual (EPIs). A determinação consta nas normas regulamentadoras, como a NR-12 e a NR-18. “Os itens vão desde calçados adequados até protetores auriculares, capacetes, óculos e coletes de sinalização. Além disso, os motoristas dos caminhões devem ter carteira de habilitação compatível com os veículos que dirijam”, finaliza Gotlieb.

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Colaboração técnica

leandro-siqueira
Ilan Davidson Gotlieb – Engenheiro civil formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Engenharia pela Cornell University, Nova Iorque (EUA). É sócio da MG&A Consultores de Solos e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Projeto e Consultoria em Engenharia Geotécnica (ABEG).
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