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Saiba mais sobre os equipamentos utilizados na produção de concreto protendido

Para aplicar tensões em estruturas de concreto são necessários macacos e bombas hidráulicas bem dimensionados e calibrados. Entenda

Texto: Juliana Nakamura

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A protensão de estruturas de concreto armado se destaca pelo consumo de cimento e aço reduzido (foto: Pat Jakkapan/shutterstock)

A protensão de estruturas de concreto armado é uma técnica muito utilizada na construção de edifícios multipavimentos, sobretudo quando se busca otimizar tempo de execução e reduzir o consumo de cimento e aço. Essa solução, quando devidamente projetada e executada, pode agregar uma série de vantagens. Entre elas, é possível destacar o maior controle sobre deformações e fissurações, a possibilidade de usar elementos estruturais de menores dimensões, bem como obter vãos livres mais amplos.

Acessórios para protensão

Execução de protensão in loco

Lajes em concreto protendido

Além de um projeto estrutural consistente e de boas práticas de execução, as estruturas protendidas exigem equipamentos e acessórios fundamentais para o sucesso do serviço e variáveis em função do método de protensão utilizado.

O engenheiro Fabrício Fiorini, diretor comercial da Posteng, conta que “para a protensão não aderente com bainhas plásticas, são imprescindíveis os conjuntos de macacos de protensão mais bombas, especificados em função da capacidade de carga necessária definida pelo projetista de estruturas”. Os macacos hidráulicos mais utilizados nessas situações são constituídos por um cilindro e um pistão de seção cheia ou coroa circular e têm capacidade em torno de 50 kN/cm².

Para a protensão não aderente com bainhas plásticas, são imprescindíveis os conjuntos de macacos de protensão mais bombas, especificados em função da capacidade de carga necessária definida pelo projetista de estruturas
Fabrício Fiorini

Para a protensão aderente, além dos macacos hidráulicos para o tensionamento dos cabos, também são especificadas bombas para injeção de nata de cimento nas bainhas metálicas. Esses equipamentos devem apresentar vazão de injeção, pressão de trabalho e capacidade de tanque adequadas às demandas do projeto.

EQUIPAMENTOS DE PROTENSÃO

Todos os equipamentos utilizados na protensão de estruturas de concreto devem estar em perfeito funcionamento. Em relação ao conjunto macaco e bomba, um aspecto crítico é a calibração. Para isso são utilizados manômetros aferidos antes da primeira utilização e sempre que houver suspeita de indicações incorretas. Além disso, tabelas de calibração devem ser fornecidas junto com o equipamento e precisam estar disponíveis para uso pela equipe de protensão e inspetores.

Segundo a engenheira Cristiana Furlan Caporrino, diretora da Furlan Engenharia,um cuidado importante no canteiro é garantir que macaco e manômetro da bomba fiquem sempre juntos. “Isso porque ambos devem ser calibrados como se fossem um só equipamento”, explica.

Outras verificações necessárias antes de iniciar os trabalhos são:

• Limpeza do equipamento, especialmente as cunhas e seus apoios no macaco;
• Checagem das condições e extensão dos cabos de força das bombas elétricas;
• Nível de óleo das bombas;
• Aferição dos manômetros;
• Aterramento e voltagem de todos os dispositivos elétricos;
• Existência de vazamentos;
• Documentos de aferição dos manômetros e pressões que deverão ser atingidas.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA

A ausência de manutenção apropriada em equipamentos para protensão pode gerar diversos danos. Em especial no caso de macacos, o vazamento de óleo pode causar a instabilidade da pressão manométrica da força instalada no cabo, gerando resultados equivocados dos alongamentos reais.

Apesar de não haver determinação específica para a manutenção preventiva dos equipamentos, indicamos como boa prática a verificação técnica no local para análise do funcionamento em todo retorno de obra, além da aferição do manômetro a cada seis meses
Fabrício Fiorini

“Apesar de não haver determinação específica para a manutenção preventiva dos equipamentos, indicamos como boa prática a verificação técnica no local para análise do funcionamento em todo retorno de obra, além da aferição do manômetro a cada seis meses”, comenta Fiorini.

Também é altamente recomendável guardar os equipamentos de protensão em um lugar seguro, limpo e seco e restringir o acesso aos equipamentos ao pessoal treinado e qualificado. Vale lembrar que os equipamentos de protensão não devem ser usados em qualquer outra operação que não seja a protensão dos cabos.

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Colaboração técnica

Fabrício Fiorini – Engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Espírito Santo, pós-graduado em administração de empresas. É diretor comercial da Posteng.
Cristiana Furlan Caporrino – Engenheira civil mestre em engenharia de estruturas pela Universidade de São Paulo. Diretora da Furlan Engenharia e perita judicial, é professora em cursos de graduação, pós-graduação e extensão em engenharia.
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