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Sondagem SPT exige equipamentos e mão de obra de qualidade

Realizado por meio da cravação de cilindro amostrador no solo, o ensaio é responsável por fornecer as informações necessárias para o dimensionamento das fundações

Redação Portal AECweb / e-Construmarket

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Recomenda-se a realização da sondagem SPT em todos os tipos de obra (foto: shutterstock.com / Aisyaqilumaranas)

Conhecer as características do terreno onde o projeto será executado é fundamental para o sucesso da obra. A coleta dos dados que identificam as propriedades do solo é feita com a realização de ensaios, como a sondagem SPT (Standard Penetration Test). “Esse é o teste que traz as informações usadas pela equipe de engenharia para especificar a fundação mais adequada”, conta Michel Caetano da Silva, titular da MCS Sondas.

“Por meio desse procedimento, é determinado o tipo de solo encontrado no ponto estudado, a posição do nível do lençol freático — caso exista — e a resistência a cada metro de perfuração”, complementa o engenheiro Artur Quaresma Filho, membro da Associação Brasileira de Mecânica de Solo e Engenharia Geotécnica (ABMS). Além da denominação SPT, o meio técnico também se refere ao ensaio como sondagem à percussão.

O ensaio cria o respaldo necessário em relação ao terreno, demonstrando se o solo está preparado para receber a construção e como se comportará ao receber as cargas do empreendimento
Michel Caetano da Silva

A recomendação é que esse teste de reconhecimento do subsolo seja realizado em todo tipo de obra, ou seja, desde uma casa unifamiliar até complexos projetos, como pontes e viadutos. “O ensaio cria o respaldo necessário em relação ao terreno, demonstrando se o solo está preparado para receber a construção e como se comportará ao receber as cargas do empreendimento”, afirma Caetano.

EXECUÇÃO

A execução da sondagem SPT consiste em amostrar o subsolo a cada metro de profundidade, contado da superfície do terreno. Utiliza-se um amostrador padronizado que será cravado no solo com auxílio de martelo com massa de 65 kg, que é liberado em queda livre de 75 cm. “Crava-se 45 cm deste amostrador e conta-se o número de golpes necessários para cravar cada trecho de 15 cm. Este procedimento nos fornece a resistência do solo para fins de projeto — denominado índice N", resume Quaresma.

“Depois de cada trecho, o amostrador é retirado do furo para coleta de amostras, que permitem uma análise visual e também são usadas pelos profissionais da geologia para elaboração do relatório final”, fala Caetano. Esse documento deve conter informações detalhadas, de modo a permitir uma correta avaliação dos engenheiros que utilizarão os resultados para elaboração de seus projetos.

A execução da sondagem SPT precisa ser feita seguindo os parâmetros definidos pela ABNT NBR 6484 — Solo — Sondagens de simples reconhecimentos com SPT — Método de ensaio. “Essa norma está em fase final de revisão”, destaca Quaresma, lembrando que a localização dos furos tem que constar em planta topográfica. “Cada um deles deve estar nivelado topograficamente em relação a uma referência de nível determinada nesta planta”, diz.

EQUIPAMENTOS

Entre os equipamentos necessários para realização da sondagem SPT estão as roldanas e cordas; o tripé bipartido, com altura aproximada de 4 m; o peso de 65 kg; hastes de aço; e o barrelete amostrador. Há ainda o conjunto motor-bomba, responsável pela circulação de água no avanço da perfuração. “O processo pede também algumas ferramentas, como a chave de alçar, chave de grife e a cabeça de batente”, enumera Caetano.

De acordo com Quaresma, há também equipamentos mecanizados que substituem a torre de ferro, roldanas e cordas por um sistema mecânico/hidráulico. “Os materiais usados na sondagem devem ser aqueles previstos pela norma e devem estar em perfeitas condições”, ressalta o representante da ABMS, indicando que é comum encontrar executores de sondagens com equipamentos fora de norma ou que não a respeitam na execução do ensaio.

Ambos os especialistas concordam que o ideal é que o prestador de serviço que realizará o ensaio tenha maquinário próprio. “As sondagens devem ser executadas por empresas especializadas, que possuem seus próprios equipamentos e equipe treinada”, afirma Quaresma. “Ainda existem aqueles que optam pela terceirização, mas boa parte das empresas já tem suas ferramentas”, completa Caetano.

As sondagens devem ser executadas por empresas especializadas, que possuem seus próprios equipamentos e equipe treinada
Artur Quaresma Filho

O manuseio dos materiais deve sempre ser feito por mão de obra devidamente especializada e treinada. “Caso contrário, há o risco de acidentes”, adverte Caetano. Durante todo o trabalho, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é indispensável. O trabalhador tem que estar trajando capacete, botas, óculos, protetor auricular, luva, uniforme com manga comprida e calças.

Além da preocupação com a segurança, contar com profissionais que sejam qualificados para a tarefa garante a veracidade dos dados coletados pelo ensaio. Qualquer desatenção ou falha no manuseio dos equipamentos tem potencial de resultar em um relatório final com informações imprecisas. “O acompanhamento da execução de uma sondagem deve ser feito por um profissional habilitado, engenheiro ou geólogo”, recomenda Quaresma.

PROBLEMAS NO ENSAIO

Durante a realização da sondagem SPT, alguns problemas podem acontecer, como a perda do amostrador que espana e se perde no furo. “Nesse caso, se o furo não estiver concluído, é preciso realizar uma nova perfuração ao lado”, sugere Caetano. Outra situação negativa é quando a haste ou luvas espanam, deixando a manobra presa embaixo. “Nessa situação, normalmente, se trabalha com o pescador de aço que abre rosca no equipamento que espanou por desgaste. Com essa solução, na maioria dos casos, se recupera a manobra perdida”, finaliza Caetano.

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Colaboração técnica

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Michel Caetano da Silva – Titular da MCS Sondas.
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Artur Quaresma Filho – Formado em Engenharia Civil pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e com MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Passou pelo SECONCI, Sesi, CNI, CETESB, Secovi, foi presidente do SindusCon-SP e tesoureiro da Associação Brasileira de Mecânica de Solo e Engenharia Geotécnica (ABMS). Atualmente, é presidente da Engesolos e membro vitalício do Comitê Consultivo do SindusCon-SP.
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