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Técnicas de segurança e tecnologias preventivas evitam furtos e roubos

Proteção do empreendimento deve ser pensada ainda na fase do projeto. Análise dos riscos define as soluções mais eficazes de prevenção

Texto: Graziela Silva

Criar edificações seguras e blindadas da ação dos bandidos vai além da instalação de equipamentos de segurança. Não que a tecnologia e os diversos produtos voltados à proteção humana e patrimonial não sejam importantes. São, sim, grandes aliados, mas é a sua implantação planejada que vai fazer a diferença na tentativa de barrar a violência.

Segundo o consultor Igor Pipolo, diretor da Associação dos Profissionais de Segurança (Abseg), o ideal é que a segurança seja considerada ainda na fase do projeto. Dessa forma será possível criar um desenho que valoriza a proteção do empreendimento e ainda prever a infraestrutura necessária. Ajudará, ainda, a evitar conflitos técnicos e estéticos com outros sistemas, como o de iluminação e de paisagismo, por exemplo.

“Costuma-se pensar na segurança depois do empreendimento pronto. Mas ela precisa ser vista pelo projetista com o mesmo peso de outras disciplinas”, observa Pipolo. Contar com uma empresa ou profissional com expertise no assunto é essencial, uma vez que as soluções precisam ser pensadas caso a caso. O especialista calcula que o investimento em segurança corresponde, em média, de 3% a 5% do valor total do empreendimento, incluindo na conta o projeto, a infraestrutura e os equipamentos eletrônicos.

É a partir do diagnóstico de segurança que o projeto ganha forma. “Primeiro é preciso saber do que se quer proteger: é contra invasão armada, invasão pelo perímetro, acesso disfarçado ou ataque com bomba (o que é uma tendência em bancos por conta dos caixas eletrônicos)?”, detalha o consultor em Segurança David Fernandes. “Depois se analisam os riscos, a origem destes, para então se propor as medidas mais eficazes de prevenção”, complementa.

Defesa em camadas

Um conceito importante quando se fala em segurança é o de barreiras em profundidade. Na prática, significa implantar obstáculos, em camadas, em vários pontos do imóvel, de modo a dificultar a ação criminosa. “Cada barreira instalada, aumenta o tempo de resposta de quem quer transpor o conjunto”, diz David Fernandes. Muros, alambrados, cercas, vegetação, portões, eclusas, cancelas, lombadas, guaritas, portas e janelas são exemplos de barreiras físicas.

A iluminação é outro item crítico. No geral, explica o consultor, ela deve favorecer o uso das câmeras de monitoramento e contar com um sistema de alimentação adicional, acionado em situações de falta de energia elétrica. Áreas mais vulneráveis a ataques, além de acessos e o perímetro do empreendimento, devem receber boa dose de luz.

Os acessos de pessoas e veículos precisam ser estudados, para verificar a necessidade de controles específicos. Em estacionamentos, por exemplo, a orientação é que se destinem áreas separadas para visitantes e prestadores de serviços, localizadas o mais afastado possível do empreendimento. “Um erro comum são eclusas que não têm espaço para a entrada de um carro ou caminhão, ou para a instalação de uma câmera de forma adequada. Ou, ainda, para que seja realizado um procedimento de segurança”, relata David, atribuindo as falhas à ausência de planejamento especializado.

Tecnologia preventiva

“Segurança é soma: é o desenho físico do empreendimento, somado a equipamentos inteligentes, procedimentos, recursos humanos treinados e respostas às situações de risco e emergência”, conceitua o especialista David Fernandes.

Com relação à segurança eletrônica, o mercado brasileiro é bem-servido de opções. Conforme Marcos Menezes, diretor da área de Equipamentos de Segurança Eletrônica da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os principais fabricantes do mundo estão hoje no país, seja diretamente ou por meio de representações. “A indústria trabalha com a prevenção de perdas, produzindo tecnologias específicas para o antes do delito, o momento do delito e o pós-crime”.

Na área de prevenção, uma das novidades é a chamada gestão de análise inteligente. O sistema, composto por hardwares e softwares que geram padrões de fluxo e direção de pessoas, permite identificar antecipadamente comportamentos que fujam ao padrão. Para a investigação do crime, contribuem câmeras mais potentes e softwares que melhoram substancialmente a definição das imagens captadas, ou que facilitam a identificação de suspeitos por meio de filtros. Mais qualidade de imagem significa mais necessidade de espaço para armazenamento. Nesse sentido, a inovação mais recente é o armazenamento dos dados em nuvem.

Monitoramento na palma da mÃo

Uma tendência na segurança residencial é o monitoramento à distância por meio de smartphones e tablets. “Caminhamos para uma maior participação do morador no conceito de segurança”, antecipa Marcos Menezes, da Abinee. Algumas soluções permitem checar as condições da rua onde o imóvel está localizado e acionar as luzes, antecipando a chegada do morador, tudo de forma remota e interativa.

Como a gama de produtos e fabricantes é ampla, o profissional deixa algumas orientações para uma escolha mais precisa. Primeiro: ter em mente que não existe solução genérica. “Os produtos são especializados e voltados para aplicações determinadas.” Segundo: pensar na disponibilidade do equipamento. Uma câmera, por exemplo, requer iluminação. Instalada do lado de fora, demandará cúpulas antivandalismo. Por último, avaliar o relacionamento com o fabricante no pós-venda. Ele possui canal de suporte técnico local? E documentação do produto em português? São algumas das questões que devem ser respondidas.

Produtos contra o crime

É bom saber

A nomenclatura de produtos e serviços de segurança eletrônica está sendo padronizada em todo o país. As alterações passaram a valer em 1º de maio para todos os contratos. “Hoje se vende painel de alarme como central de alarme, por exemplo, duas coisas completamente distintas e que acabam se perdendo pela falta de padronização, gerando prejuízos para as empresas e falta de controle para consumidores”, explica Rogério Reis, diretor da Associação Brasileira dos Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), que lidera o processo. A padronização, afirma a entidade, facilitará as normativas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na aprovação de novos produtos.

Câmera antivandalismo
Resistente a impactos, água e poeira, a câmera WV-SW158 da Panasonic é Full HD (1920x1080), conta com microfone embutido e lente com amplitude de imagem de 100° na horizontal e 81° vertical. O sensor MOS tem 3,1 megapixel. Segundo a fabricante, o equipamento tem baixo consumo de energia e permite o monitoramento em tempo real. www.panasonic.com.br

Câmera para condições de baixa luminosidade
Da Bosch, as câmeras Dinion VEI-30 (versão analógica) e a NEI-30 (versão internet protocol, IP) contam com infravermelhos ativos. São indicadas para o monitoramento de perímetros e para outras aplicações exteriores com condições de baixa luminosidade. As câmeras proporcionam cobertura de até 160 metros, com qualidade de iluminação para todo o campo de visão, atesta a empresa. www.bosch.com.br

Catraca
O Slide Access – AW (Angel Wings), da Digicon, permite acesso das pessoas autorizadas sem necessidade de contato físico. As portas de vidro se abrem assim que o sistema informa a permissão. Ao passar pelo bloqueio, sensores monitoram a passagem do usuário, impedindo tentativas de burlar o acesso com a entrada de mais pessoas. A solução é vendida em diversas configurações para facilitar a integração com diferentes controladores de acesso. www.digicon.com.br

Olho mágico
O modelo digital da Yale, comercializado pela La Fonte, vem acompanhado de tela de LCD. Seu diferencial é permitir que pessoas com dificuldades de locomoção ou com pouca acuidade visual também possam checar quem bate à porta. Disponível em dois modelos: o mais simples, o Real View, para identificação do visitante. Já o Real View Pro grava imagens com a data e horário em que foi acionado, mesmo que não haja ninguém no imóvel. www.yalelafonte.com.br

Identificação de veículos
O sistema de captura de placas da Bosch, nos modelos Dinion Capture 5000 e Dinion Capture 7000, é composto por elementos de óptica, eletrônica, iluminação de infravermelho e de compensação de iluminação. www.bosch.com.br

Bloqueador
Os bollards da Vault bloqueiam a passagem de veículos pesados. O sistema é composto por pinos retráteis com acionamento automatizado hidráulico. Podem ser integrados a sistemas de alarme ou serem acionados por uma central remota, de forma a impedir a saída de carretas com cargas em eventual sinistro. www.vaultbr.com

Fechadura
Da Abloy, o modelo eletromecânico de embutir L520E possui uma lingueta e um trinco duplo para travamento. A lingueta é recolhida pelo motor que é acionado pelo controle elétrico por cartão ou biometria. Conta com função antipânico. Pode ser aberta internamente através de maçaneta. A abertura também pode ser feita com chave, independendo dos comandos elétricos. Comercializado pela La Fonte. www.yalelafonte.com.br

Porta
Revestida com aço balístico de alta resistência mecânica, a porta blindada da Vault pode ser instalada em estabelecimentos comerciais e industriais, além de residências e apartamentos. Possui fechadura multidirecional com diversos pontos de travamento (de 7 a 11 travas móveis) e chaves computadorizadas. www.vaultbr.com

Botão antissabotagem
Da Teleatlantic, detecta a abertura não autorizada do painel de alarme, abertura de sensores ou cortes de fio, enviando sinal silencioso para a central de monitoramento. www.teleatlantic.com.br


COLABORARAM PARA ESTA MATÉRIA

Daniel Fernandes – Consultor de Segurança certificado CPP (Certified Protection Professional), especialista em Segurança Empresarial pelo MBA da Universidade Anhembi-Morumbi. É diretor da Planejamento de Segurança Empresarial & Condominial (PLANSEC) e autor do livro Segurança em Arquitetura e Construção – Construindo Mais Empreendimentos Seguros (Editora Ferrari).

Igor Pipolo – CEO da Núcleo Consultoria em Segurança e da Nucleo, Inc. (Estados Unidos). É autor do livro Segurança de Eventos – Novas Perspectivas e Desafios para Produção, professor convidado da Universidad Pontificia Comillas de Madrid/Espanha e da New Jersey City University. Sócio-fundador e ex-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança, ex-presidente da American Society for Industrial Security-Chapter Brasil e conselheiro do Paulista Segura (Grupo de Gestores de Segurança da Avenida Paulista).

Marcos Menezes – Analista de Sistemas, gerente de Projetos da Bosch e diretor da área de Equipamentos de Segurança Eletrônica da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

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