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Telha sanduíche oferece proteção e conforto às edificações

Solução pode ser totalmente fabricada em indústrias ou montada no canteiro de obras

Redação AECweb / e-Construmarket

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O material isolante das telhas sanduíche é recoberto por duas peças metálicas (Kokliang/shutterstock.com)

Indicadas para projetos que necessitam de elevado desempenho térmico e/ou acústico, as telhas sanduíche também são conhecidas como termoacústicas ou duplas. A denominação vem de sua composição, duas peças metálicas que recobrem o miolo formado por material isolante. A solução pode ser dividida em dois grupos, sendo que no primeiro estão as telhas fabricadas já com todos os elementos integrados e, no outro, ficam aquelas que são entregues com os componentes separados para montagem no canteiro.

“As telhas sanduíche totalmente produzidas dentro de indústrias têm seu isolamento composto por poliuretano (PUR), poli-isocianurato (PIR) ou poliestireno expandido (EPS). Já as do tipo zipadas, moldadas na obra, têm em seu miolo polietileno tereftalato (PET) ou lã de rocha ou de vidro”, afirma o engenheiro Fulvio Zajakoff, vice-presidente de Coberturas Metálicas da Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem).

O revestimento metálico é fabricado a partir de aço galvanizado, alumínio, aço inox ou galvalume – chapa de aço revestido com camada de liga Al-Zn (alumínio e zinco), aplicada pelo processo de imersão a quente, combinando a resistência estrutural do aço à durabilidade do alumínio. A opção mais indicada é justamente o galvalume, por apresentar maior resistência à corrosão atmosférica, elevada refletividade de calor, resistência à oxidação em temperaturas elevadas e melhor aspecto superficial.

ESPECIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO

Segundo Zajakoff, para especificar corretamente as telhas sanduíche, o arquiteto ou consultor responsável deve definir se a cobertura apresentará características térmicas, acústicas ou ambas. “Em aeroportos ou casas de shows, é preciso que o telhado conte com propriedade acústica tipo barreira. Já em teatros, além da barreira, também é necessário garantir absorção de ruídos para evitar o efeito de reverberação”, diz. É também papel do projetista escolher entre o material manufaturado ou o zipado.

Em aeroportos ou casas de shows, é preciso que o telhado conte com propriedade acústica tipo barreira. Já em teatros, além da barreira, também é necessário garantir absorção de ruídos para evitar o efeito de reverberação
Fulvio Zajakoff

O processo de instalação das telhas sanduíche depende do modelo do produto. Se for totalmente industrializada, a telha inferior é perfurada seguindo a geometria definida pelo consultor de acústica, que levará em conta os sons e suas diversas frequências produzidas no ambiente. Caso seja o sistema zipado, é utilizada unidade móvel e computadorizada de perfilação para diversos comprimentos, de maneira a se obter perfis únicos, sem emendas ou sobreposições, minimizando perdas.

A inclinação da cobertura dependerá também do tipo de telha. “Se forem os painéis manufaturados, a ordem de inclinação é de 5%; já para as zipadas passa a ser de 3%”, fala o engenheiro, destacando que para a instalação transcorrer sem maiores problemas, é sempre fundamental ter atenção às recomendações dos fabricantes.

QUALIDADE

Em junho de 2015, foi publicada a ABNT NBR 16373 - Telhas e painéis termoacústicos - Requisitos de desempenho, desenvolvida pela Abcem. O documento detalha quais devem ser as características do produto – por exemplo, na classificação quanto à resistência ao fogo. “Essa norma é fundamental para que arquitetos e consultores definam claramente as particularidades de cada cobertura”, destaca Zajakoff.

MANUTENÇÃO

Entre os principais benefícios proporcionados pelas telhas sanduíche está sua longa vida útil. “Elas praticamente acompanham a durabilidade da edificação”, ressalta o engenheiro. Quando a instalação acontece de maneira adequada, a principal manutenção que a solução demanda é a limpeza das calhas, com o objetivo de evitar entupimentos, principalmente no caso das coberturas zipadas. A recomendação dos fabricantes é que os telhados sejam inspecionados, pelo menos, uma vez ao ano.

Nessas avaliações anuais, também é recomendável procurar por pontos de oxidação. Se a patologia estiver acontecendo, as áreas deverão ser lixadas até chegar ao metal base da telha. Depois, a galvanização ou a zincagem do metal é recuperada com tinta rica em zinco. Durante as obras, as limalhas precisam ser diariamente removidas de cima do telhado. É necessário evitar, ainda, que resíduos químicos ou de materiais de construção, bem como ferramentas, sejam deixados nas telhas de um dia para o outro. “Os manuais de garantia de cada fabricante também devem ser observados”, finaliza Zajakoff.

É BOM SABER

A opção pelas telhas sanduíche pode atender às necessidades de projetos candidatos a receber certificações ambientais. No caso das soluções zipadas, há quatro critérios relacionados com as premissas sustentáveis: produção sem desperdício no canteiro de obras; o alumínio e o aço são materiais recicláveis; maior eficiência energética devido à matriz térmica; e durabilidade.

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Colaboração técnica

Fulvio Zajakoff – Engenheiro formado pela Escola de Engenharia Mecânica da Universidade Mackenzie e pós-graduado em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Iniciou sua atuação profissional no setor da construção metálica em 1989. Atuou como diretor da ABCEM de 1996 a 2001. Atualmente é diretor geral da Bemo do Brasil e vice-presidente de Coberturas Metálicas da Abcem.
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