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Telhas galvanizadas aliam conforto térmico e custo-benefício

Com instalação rápida e baixa manutenção, proporcionam agilidade a obras industriais e residenciais

Texto: Fabiana Loiacone

As telhas galvanizadas recebem esse nome devido ao processo químico que a chapa de aço sofre para evitar a corrosão. Elas proporcionam conforto térmico, têm custo-benefício interessante, instalação rápida e baixa manutenção. O material também se adequa facilmente a qualquer projeto, pois é feito sob medida para evitar o desperdício durante as obras.

QUAL ESCOLHER?

Há inúmeros tipos de telhas: pré e pós-pintadas, sanduíche ou termoacústica, calandradas, multidobras, perfuradas, telha forro e metálicas simples. Além disso, existem alguns formatos básicos divididos em trapezoidal e ondulado. Tudo depende do estilo da obra e do gosto do cliente. “A telha ondulada é mais usada em telhados de pequeno e médio porte devido ao formato senoidal. Por ser mais maleável, se adapta com facilidade às curvaturas, sem a necessidade de recorrer à operação prévia de calandragem”, explica Ricardo França, gerente comercial da Ananda Metais. Já a telha trapezoidal, pode ser usada em coberturas de prédios, residências e em instalações industriais de vários portes.

(O poliuretano) traz redução significativa nos gastos de energia com a climatização do espaço
Ricardo França

TIPOS DE TELHA

Telha termoacústica: popularmente chamada de sanduíche, é preenchida com material isolante. A solução é ideal para coberturas onde se deseja obter conforto térmico e acústico. Geralmente é feita com três materiais: Poliuretano, denominado pela sigla PU; Poliestireno, conhecido como EPS (Isopor) e Lã de rocha. O melhor revestimento de isolamento é o de Poliuretano, por ser o de menor índice de condutividade térmica (que segura por mais tempo o calor de fora para dentro do ambiente). “Traz redução significativa nos gastos de energia com a climatização do espaço”, diz Ricardo. Pode ser instalada em edificações industriais, comerciais ou residenciais. “Alia leveza e durabilidade à montagem limpa. Até 70% mais rápida que a de outros tipos de telha. Tem resistência à corrosão, a choques, impactos, abrasões, calor e outros efeitos climáticos, além de oferecer excelente estanqueidade”, revela Giovani Oliveira, gerente comercial da divisão de varejo da Danica.

Pré-pintada: as bobinas de aço são pintadas antes de serem conformadas em telhas. Recebem um ‘primer’ epóxi, seguido de pintura de acabamento. As pré-pintadas são vendidas em várias cores, aliam durabilidade, fácil manutenção e vantagens estéticas. Já nos pós-pintados, a cor é aplicada após a fabricação da telha. “A principal diferença é com relação à durabilidade. O pré-pintado dura cerca de 30 anos, já o pós, até dois anos’, explica Giovani.

Telha Ondulada: fabricada com aço galvalume, galvanizado e pré-pintado, pode ser utilizada principalmente em coberturas e fechamentos laterais. Ideal para projetos que visam durabilidade e resistência mecânica. O comprimento é feito sob medida.

O pré-pintado dura cerca de 30 anos, já o pós, até dois anos
Giovani Oliveira

Telha Calandrada (trapezoidal e ondulada): é usada em coberturas em arco e fechamentos laterais de edifícios industriais e comerciais. O sistema de arqueamento da telha calandrada resulta em um perfil curvo, liso e sem trechos planos, pois a peça é curvada em todo o seu comprimento. Como são arqueadas de fábrica, elas apresentam aparência lisa e uniforme. Projetos que necessitam de coberturas com raios pequenos usam com frequência este modelo, por exemplo: passarelas, fachadas curvas (horizontais e verticais).

Telha Multidobra: é composta por vincos próximos em sua extensão criando ângulos e fazendo com que se adequem à necessidade do projeto. Para obtenção da curvatura são feitas dobras transversais na chapa de aço. O produto pode ser aplicado como arremate para fechamentos laterais e também entre a cobertura e o fechamento onde não se deseja utilizar calha. Esse tipo de telha agrega eficiência e beleza aos projetos arquitetônicos, oferecendo excelente acabamento. Pode ser pintada.

Telha perfurada: ideal para ser usada como isolante visual, proporciona privacidade ao ambiente. Indicada para locais onde há necessidade de ventilação com segurança e harmonia, como por exemplo, no fechamento lateral da obra. É bastante utilizada com a finalidade de evitar a reverberação acústica com a aplicação da lã de rocha. Considerada também elemento de design ou peça decorativa em diversas utilizações.

Telha forro: na parte superior é composta pela telha trapézio nos diversos moldes e na parte inferior é composta por uma chapa de aço que pode ter formato trapezoidal ou formato forro, sem trapézios. Proporciona acabamento de um forro natural. Como é preenchida com material termoacústico, forma uma camada isolante que reduz a troca de temperatura com o ambiente externo.

Telha Metálica Simples: é composta apenas por uma chapa de aço com os formatos de trapézio. Não tem a função termoacústica.

MEDIDAS

Cada fabricante trabalha com uma medida e com um tipo de telha. Consequentemente, isso reflete no tamanho das mesmas. Algumas medidas encontradas no mercado variam de 98 cm, 1 metro ou 1,05 metros de largura útil. Já o comprimento é mais flexível, pois se adapta à necessidade de cada projeto.

DE OLHO NO MEIO AMBIENTE

Os órgãos de certificação do aço estimam que a durabilidade do material chegue a 50 anos quando exposto a variações climáticas convencionais. Já quando entra em contato com a maresia, essa resistência cai pela metade. “Além de ser reciclável o desperdício de matéria-prima na fabricação e instalação é quase nulo”, revela Ricardo. “Se a instalação for realizada de maneira correta as telhas podem ser reutilizadas em outro local”, completa Giovani.

TELHAS GALVANIZADAS X GALVALUME

Existe uma diferença entre as telhas galvanizadas e as telhas galvalume. As galvanizadas têm apenas zinco em sua composição, já a galvalume é revestida com 55% de alumínio, 43,5% de zinco e 1,5% de silício. Isso faz com que a galvalume seja até quatro vezes mais durável que a galvanizada. “O galvalume combina a resistência estrutural do aço com a durabilidade do alumínio. O uso dela é recomendado onde se requer resistência à corrosão atmosférica, elevada refletividade de calor, resistência à oxidação em altas temperaturas, além de uma melhor aparência”, explica Silvana Borzi, designer de interiores.

Colaboraram para esta matéria

Giovani Oliveira – gerente de novos negócios da Danica. Formado em Administração de Sistemas de Informação com especialização em Marketing e Master em Gestão de Projetos.
Ricardo França – gerente comercial da Ananda Metais, tem MBA em Gestão de Pessoas, Pós-Graduação Lato Sensu em Administração de Empresas e Marketing, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente cursa MBA Inteligência Empresarial na FGV. Sócio-fundador do pet center Casa da Teca.
Silvana Borzi – formada em Design de Interiores pelo Senac. Atua na área há 10 anos. Desenvolve projetos em 3D, laudos de Art/ Rrt, acompanhamento de obras e assessoria a lojas.
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