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Uso do BIM viabiliza construção do Edifício Comercial INC, em Itu

Ferramenta ajudou a reduzir o tempo e o custo do empreendimento, que foi projetado com estrutura híbrida e mista de aço e concreto. Saiba mais a seguir

Hosana Pedroso

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O Edifício Comercial INC possui 12 pavimentos (Imagens: SoluTEC – Engenharia de Estruturas)

O Edifício Comercial INC conta com uma das soluções mais modernas para construção civil no Brasil: a estrutura híbrida e mista de aço e concreto. Projetado pelo arquiteto Sérgio Sampaio, tem 12 pavimentos com 9,8 mil m² de área construída. O empreendimento utilizou 310 toneladas de aço e teve um custo final de R$ 22,8 milhões.

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A obra utilizou 310 toneladas de aço (Foto: SoluTEC – Engenharia de Estruturas)

A concepção arquitetônica previa estrutura totalmente em aço, constituída por pilares e transversais principais em perfis tubulares retangulares. Depois de orçado, o custo apontou para a inviabilidade do empreendimento. “Com a obra já em andamento, fomos contratados. Nossa proposta foi de uma solução híbrida e mista de aço e concreto, mas que não alterava a plástica proposta pela arquitetura. O núcleo rígido do edifício – onde se encontram a caixa de escada e os elevadores –, foi executado em concreto armado moldado in loco. Os pilares são mistos de aço totalmente revestidos por concreto e uma armadura longitudinal e transversal”, relata o engenheiro Flávio Gaiga, diretor Técnico da Solutec Engenharia de Estruturas.

Foram estudadas diversas sequências construtivas junto aos envolvidos, tanto em fase de projeto, quanto na fase de execução, de modo a se obter a melhor logística de montagem, executando, assim, o núcleo rígido e a estrutura mista de aço e concreto de forma conjunta.

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Execução do núcleo rígido, da estrutura mista de aço e concreto (Foto: SoluTEC – Engenharia de Estruturas)

Para o dimensionamento da estrutura, foi utilizado um conjunto de softwares de modo a discretizar de forma real o comportamento da estrutura. No modelo de cálculo, foram simuladas as estruturas de aço, as mistas de aço e concreto e também as estruturas de concreto, obtendo-se a rigidez conjunta dos elementos. E para as fundações foram dimensionadas sapatas isoladas de concreto armado moldadas in loco.

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A estrutura foi dimensionada em um conjunto de softwares para testar o seu comportamento (Foto: SoluTEC – Engenharia de Estruturas)

VANTAGENS

A solução híbrida e mista de aço e concreto conferiu maior resistência da estrutura, inclusive com pilares dimensionados em situação de incêndio. “Possibilitou economia financeira de mais de R$ 2 milhões, se comparada à solução pura e simplesmente em aço isolado, o que representou menor custo de construção para o investidor e viabilizou o empreendimento”, revela o engenheiro.

Além disso, o projeto arquitetônico não foi alterado na sua forma. As mudanças que o projeto estrutural propôs – e que foram aceitas pelo arquiteto e investidor – foram pontuais em alguns elementos estruturais como lajes, vigas, sistemas de laje mista e o próprio núcleo rígido.

O BIM foi fundamental para que a Solutec chegasse a essa solução e resultados. Não existe no mercado brasileiro ou internacional, segundo Gaiga, software específico para projetar, modelar e detalhar estruturas híbridas e mistas de aço e concreto.

“Temos programas muito bons, no Brasil, para projetar concreto armado moldado in loco ou o pré-moldado, e também para o aço isolado. Essa parametrização que temos através do BIM permite programar e configurar o software para o sistema específico que, no caso, é misto de aço e concreto”, comenta.

As famílias de perfis de aço – objetos paramétricos configuráveis – utilizadas no projeto do INC foram personalizadas, desenvolvidas pela Solutec. “Tínhamos informações de todos os elementos, dos perfis de aço aos elementos de concreto e pilares mistos, automatizadas e compatibilizadas em tempo real”, conta.

CUSTO

Foi uma obra mais rápida do que uma construção convencional em concreto, com o mesmo custo
Flávio Gaiga

O custo da estrutura híbrida e mista de aço e concreto que, normalmente, seria mais cara, ficou praticamente igual ao de um sistema em concreto moldado in loco. No caso do INC, a equivalência resultou do cálculo de valores associados, como da velocidade da obra, tempo de execução e menor quantidade de funcionários. “Foi uma obra mais rápida do que uma construção convencional em concreto, com o mesmo custo”, finaliza.

Colaboração Técnica

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Flávio Gaiga – Engenheiro Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre em Engenharia de Estruturas pela Unicamp (2008). É professor da PUC Minas (2009 até a atualidade) e diretor Técnico da Solutec Engenharia de Estruturas. Responsável Técnico por mais de 740 contratos envolvendo cálculo, projeto e consultoria de estruturas de aço, híbridas e mistas de aço e concreto. Foi diretor Técnico da Construtora Borá, atuando na área de Fabricação e Montagem de estruturas de aço (2009 a 2015).

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