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Vidro antivandalismo dificulta o arrombamento e aumenta proteção contra furtos

A solução deve ser especificada em função do grau de proteção desejado: espessura e composição impactam diretamente seu coeficiente de resistência

Redação AECweb / e-Construmarket

Vidro antivandalismo

O vidro antivandalismo é resultado de uma tecnologia especial de laminação, com alta resistência mecânica e capacidade de suportar fortes impactos. “Composto por duas ou mais lâminas de vidro intercaladas com polivinil butiral (PVB) ou resina, o multilaminado antivandalismo deve ser encaixilhado na instalação e pode ser fabricado com espessuras variadas”, explica Silvio Ricardo Bueno de Carvalho, gerente Técnico da Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro).

Sempre que o objetivo é oferecer proteção ao patrimônio ou à pessoa, é recomendada a utilização do antivandalismo. A solução pode ser empregada em vitrines de lojas de luxo, de antiguidades, concessionárias de automóveis, jaulas envidraçadas para animais selvagens, cadeias, casas de câmbio, exposições de armas, hospitais psiquiátricos, relojoarias, joalherias, entre outros. O engenheiro Daniel Thiago Scarpato, gerente Industrial da GlassecViracon, comenta que o produto oferece diferentes níveis de proteção. “A espessura e a composição do vidro são os fatores que alteram o coeficiente de resistência. Quanto maior for este número, mais difícil e demorado se torna o arrombamento, por mais que sejam utilizadas diferentes ferramentas”, afirma.

Especificação

Da mesma forma que na blindagem, o vidro antivandalismo tem diferentes níveis e a resistência ao arrombamento pode ser maior ou menor dependendo da espessura do produto. A solução é especificada em função do grau de proteção que o consumidor deseja. “Durante as manifestações que aconteceram no Brasil nas últimas semanas, uma loja de produtos eletrônicos foi atacada. As pessoas atiraram pedras, pedaços de madeira e atacaram a vitrine até com barras de ferro. O vidro foi trincado, mas como era antivandalismo continuou impedindo que alguém transpassasse o vão para furtar os itens expostos”, diz Scarpato.

Entre as variáveis que devem ser analisadas para correta especificação da solução está a espessura. “Quanto mais espesso o vidro, maior a dificuldade de quebrá-lo. Atualmente, estão disponíveis no mercado produtos com até 80 mm. Vidros com espessura acima de 14 mm podem contar com um nível básico de proteção antivandalismo, dai em diante há uma gama enorme de alternativas que proporcionam mais segurança, dependendo do nível de preservação que se deseja atingir”, menciona o engenheiro e complementa que o antivandalismo não pode ser temperado, pois tal ação, apesar de aumentar a resistência mecânica, faz com que o vidro se fragmente ao ser quebrado, liberando o acesso ao vão. O vidro antivandalismo também pode ser colorido, sendo necessário somente alterar sua composição.

Há, ainda, uma película que pode ser aplicada a diferentes tipos de vidro, fazendo com que após um ataque, o produto se fragmente, porém, continue estruturalmente intacto no local. “A película aumenta o nível de resistência contra arrombamento. Após um vidro monolítico ou temperado revestido por esta camada ser quebrado, um simples chute permite o arrombamento. Por isso, esta não é uma alternativa recomendada para uma joalheria ou loja de produtos eletrônicos, por exemplo, que têm produtos de alto valor agregado. Nessas situações é aconselhável o uso do vidro multilaminado antivandalismo que proporciona uma proteção maior”, recomenda Scarpato.

Qualidade

Não há uma norma específica, pois a composição do vidro antivandalismo pode variar de acordo com o fabricante. “Entretanto, é preciso verificar se o produto foi fabricado conforme a NBR 14697 – Vidro laminado. Ela especifica os requisitos gerais, métodos de ensaio e cuidados necessários para garantir a segurança e a durabilidade do vidro laminado em suas aplicações na construção civil e na indústria moveleira, bem como a metodologia de classificação deste produto como vidro de segurança”, adverte o gerente técnico da Abravidro, Silvio Carvalho.

Scarpato complementa que para garantir a compra de vidro antivandalismo de qualidade é preciso optar por empresas de procedência, que oferecem garantia sobre seus produtos, utilizam matéria-prima certificada e realizam ensaios técnicos com frequência. “Estes fatores garantem a segurança da compra de um produto de qualidade. No caso do vidro falhar, o arrombamento da fachada é certo, causando prejuízos. Por isso, é aconselhável procurar uma empresa conceituada”, comenta.

Manutenção

O vidro antivandalismo necessita somente de manutenção básica, com produtos químicos apropriados para limpeza. A frequência vai depender da localização ou decisão do consumidor. “Em caso de quebra, o vidro deve ser trocado, já que estará fragilizado. Entretanto, o produto pode ser deixado no local até a reposição”, afirma Scarpato.

Vantagens

Assim como a aplicação do vidro laminado, o antivandalismo tem se popularizado ao longo do tempo e, portanto, vem se tornando mais acessível. “Inicialmente, o investimento no vidro antivandalismo pode parecer alto, mas o material só tem vantagens, já que oferece doses extras de resistência e segurança para proteger a integridade das pessoas e do patrimônio”, diz Carvalho.

“Pelo fato de impedir ou dificultar o acesso ao ambiente protegido, o custo do produto deve estar relacionado com o valor do que está sendo preservado ou exposto”, indica Scarpato que aponta como principal desvantagem a espessura, que pode comprometer a transparência. “Se o vidro for muito espesso, ele acaba atrapalhando um pouco a visualização do objeto exposto”, conta.

É bom saber

Muitos profissionais têm dúvidas sobre a diferença entre o vidro antivandalismo e o blindado. “Apesar de ambos serem multilaminados, o blindado tem composição e aplicação diferentes, sendo resistente à penetração de projéteis provenientes de armas de fogo. Costumam ser utilizados em automóveis, veículos de transporte de valores, guaritas e residências”, finaliza Carvalho.

Colaboraram para esta matéria

Silvio Ricardo Bueno de Carvalho – Profissional experiente na área de normalização de vidros, é gerente técnico da Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro). Ocupa o cargo de chefe de secretaria do Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-37), órgão responsável por desenvolver e atualizar as normas técnicas relacionadas aos vidros planos sob responsabilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Crédito da foto: Revista O Vidroplano - Daniel Ayub
Daniel Thiago Scarpato – Engenheiro eletricista pela Escola de Engenharia Mauá, Pós-Graduado em Administração Industrial pela Fundação Vanzolini – USP e MBA em Mercado Construção Civil pela FGV. Ocupa o cargo de gerente industrial da GlassecViracom, onde é responsável geral por compras, pós-vendas, PCP, produção, qualidade, manutenção, segurança, lean, expedição e almoxarifado.
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