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Vidro pode ser usado em coberturas e fachadas

Muito versátil, o material permite criar diferentes estéticas e economizar energia sem superaquecer os ambientes

Por Tatiana Arcolini e Paula Barradas

Embora o vidro tenha sido inventado há mais de sete mil anos, a arquitetura moderna só veio utilizá-lo para a vedação de construções residenciais há poucas décadas devido, principalmente, à escassa tecnologia existente para o seu aproveitamento. Segundo o arquiteto Gustavo Mello, as fachadas de vidro só puderam ser difundidas após a invenção do concreto armado, pois, sem ele, não era possível construir grandes vãos e, por conseguinte, não era plausível ter um painel de vidro como os de hoje, pois as paredes, como um todo, eram responsáveis por sustentar a cobertura ou, até mesmo, andares superiores.

Com a utilização da tecnologia do concreto armado, essa limitação foi praticamente eliminada, o que permitiu aos projetos atuais ousar na construção de grandes vãos fechados em vidro. Ganhou-se em funcionalidade e, acima de tudo, em estética arquitetônica.

Para Gustavo Mello, o vidro pode ser visto como um elemento de integração entre o interior e o exterior da residência, estendendo os limites de percepção de espaço e tornando a sensação da dimensão do local maior. “Ele também pode emoldurar a paisagem externa e torná-la uma cena a ser contemplada de dentro da construção. De fora, a visão do espaço interno também possibilita uma integração interessante, principalmente à noite, quando as matizes da paisagem já estão apagadas e homogêneas e a residência, com sua iluminação acesa, se insurge na paisagem conclamando a si mesma como a cena a ser observada”, pontua o arquiteto.

Mas não foi somente nas construções residenciais que o vidro conquistou espaço. Pedro Matta, gerente de produtos da SunGuard e ClimaGuard da Guardian, explica que, atualmente, o material ganhou força também nas fachadas de edifícios. “Cada vez mais, as pessoas buscam apartamentos seguros, portanto, mais fechados. A possibilidade de não perder a visão panorâmica da cidade, ou mesmo da rua, traz à tona as tão desejadas varandas envidraçadas”, afirma. Essa forte tendência, portanto, veio acompanhada da necessidade de um material que agregasse aconchego ao cômodo e ainda projetasse a paisagem. Dessa forma, o vidro se tornou um item essencial no fechamento de varadas, pois cabe a ele protegê-las das intempéries, aumentar a segurança dos moradores e, principalmente, oferecer uma vista bonita da paisagem.

Tipos de vidro

Existe uma gama variada de vidros utilizados na Construção Civil, mas os principais são o vidro comum transparente; o temperado, que possui alta resistência e, quando quebrado, gera pequenos pedaços; o laminado, também resistente, pois possui uma película interna de PVB, EVA ou resina que segura os pedaços quando o vidro se quebra; e o aramado, que tem uma trama de aço interna que lhe confere segurança e isolação termoacústica.

Todos eles podem receber tratamentos de ácido ou jateamento de areia para ficar opaco ou permitir impressões por meio de texturas que são adicionadas no momento da produção ou após a confecção por meio de serigrafia ou colocação de película adesiva. Dessa forma, o vidro ganha revestimentos coloridos, espelhados e até antirreflexivos.

Há, ainda, alguns modelos recém-lançados com proteção contra os raios ultravioletas, responsáveis por danificar móveis e objetos. Pedro Matta revela que existem vidros que contam com aplicação de revestimento metálico de alta durabilidade e resistência, que garante a redução da incidência de calor na área interna em até 64%.

A utilização do tipo certo depende do propósito, do cômodo em que é aplicado e do custo total da obra. Contudo, é um material muito versátil que permite criar diferentes estéticas com custo baixo de utilização se comparado a outras tecnologias de vedação de ambientes.

Vantagens e restriÇÕes

O emprego do vidro principalmente nas fachadas se deve às suas possibilidades de uso, pois permite integrar espaços de forma visual e protegê-los das intempéries, assim como deixar a luz passar ao mesmo tempo em que confere certa privacidade (quando o material não é muito transparente). O vidro também pode ser usado como cobertura, trazendo o céu para dentro da residência, ou em grandes painéis, portas, janelas e até no piso.

Outro atrativo do material, comentado pelo diretor técnico da Tecnofeal, Marlon Archas, é no que diz respeito à economia, pois, quando bem-utilizado, pode diminuir o consumo de energia ao reduzir a necessidade de iluminação artificial e de sistemas de ar-condicionado.

Entretanto, há alguns senões quanto ao seu uso. Em casas, por exemplo, deve-se ter cuidado com grandes fachadas de vidro que permitem insolação em demasia, superaquecendo o espaço. “O adequado é instalar o vidro na região sudeste da casa, que recebe menos incidência de raios de sol durante o ano, e nunca a oeste”, elucida Gustavo Mello.

Luciano Imperatori, arquiteto e sócio da Hochheimer Imperatori Arquitetura (Hiarq), alerta sobre as claraboias: “Elas devem ser bem-analisadas e protegidas da radiação direta do sol para que seu efeito seja agradável a todos”. Ainda segundo o profissional, o uso de elementos construtivos, como beirais, marquises, brise soleil, pergolados e elementos vazados (cobogós), é bastante adequado ao clima brasileiro, devendo ser aproveitados nas fachadas. “Os brises e pergolados permitem que a luz entre generosamente nos ambientes por meio da própria reflexão, porém, sem radiação direta, que é responsável pelo aquecimento”, pontua.

ManutenÇÃo

A limpeza é uma das grandes vantagens do vidro, pois requer apenas sabão neutro ou álcool e pano para retirar impurezas. Produtos abrasivos ou que contenham amônia devem ser evitados, assim como palhas de aço e materiais com superfícies ásperas, sob risco de danificar sua superfície.

Luciano Imperatori conta que, atualmente, existem no mercado vidros autolimpantes, compostos por materiais que reagem à radiação ultravioleta, impedindo a aderência de micro-organismos e outras substâncias, o que lhe garante aspecto limpo por mais tempo.

Vidro pode ser usado em coberturas e fachadas

Muito versátil, o material permite criar diferentes estéticas e economizar energia sem superaquecer os ambientes

Por Tatiana Arcolini e Paula Barradas

Embora o vidro tenha sido inventado há mais de sete mil anos, a arquitetura moderna só veio utilizá-lo para a vedação de construções residenciais há poucas décadas devido, principalmente, à escassa tecnologia existente para o seu aproveitamento. Segundo o arquiteto Gustavo Mello, as fachadas de vidro só puderam ser difundidas após a invenção do concreto armado, pois, sem ele, não era possível construir grandes vãos e, por conseguinte, não era plausível ter um painel de vidro como os de hoje, pois as paredes, como um todo, eram responsáveis por sustentar a cobertura ou, até mesmo, andares superiores.

Com a utilização da tecnologia do concreto armado, essa limitação foi praticamente eliminada, o que permitiu aos projetos atuais ousar na construção de grandes vãos fechados em vidro. Ganhou-se em funcionalidade e, acima de tudo, em estética arquitetônica.

Para Gustavo Mello, o vidro pode ser visto como um elemento de integração entre o interior e o exterior da residência, estendendo os limites de percepção de espaço e tornando a sensação da dimensão do local maior. “Ele também pode emoldurar a paisagem externa e torná-la uma cena a ser contemplada de dentro da construção. De fora, a visão do espaço interno também possibilita uma integração interessante, principalmente à noite, quando as matizes da paisagem já estão apagadas e homogêneas e a residência, com sua iluminação acesa, se insurge na paisagem conclamando a si mesma como a cena a ser observada”, pontua o arquiteto.

Mas não foi somente nas construções residenciais que o vidro conquistou espaço. Pedro Matta, gerente de produtos da SunGuard e ClimaGuard da Guardian, explica que, atualmente, o material ganhou força também nas fachadas de edifícios. “Cada vez mais, as pessoas buscam apartamentos seguros, portanto, mais fechados. A possibilidade de não perder a visão panorâmica da cidade, ou mesmo da rua, traz à tona as tão desejadas varandas envidraçadas”, afirma. Essa forte tendência, portanto, veio acompanhada da necessidade de um material que agregasse aconchego ao cômodo e ainda projetasse a paisagem. Dessa forma, o vidro se tornou um item essencial no fechamento de varadas, pois cabe a ele protegê-las das intempéries, aumentar a segurança dos moradores e, principalmente, oferecer uma vista bonita da paisagem.

Tipos de vidro

Existe uma gama variada de vidros utilizados na Construção Civil, mas os principais são o vidro comum transparente; o temperado, que possui alta resistência e, quando quebrado, gera pequenos pedaços; o laminado, também resistente, pois possui uma película interna de PVB, EVA ou resina que segura os pedaços quando o vidro se quebra; e o aramado, que tem uma trama de aço interna que lhe confere segurança e isolação termoacústica.

Todos eles podem receber tratamentos de ácido ou jateamento de areia para ficar opaco ou permitir impressões por meio de texturas que são adicionadas no momento da produção ou após a confecção por meio de serigrafia ou colocação de película adesiva. Dessa forma, o vidro ganha revestimentos coloridos, espelhados e até antirreflexivos.

Há, ainda, alguns modelos recém-lançados com proteção contra os raios ultravioletas, responsáveis por danificar móveis e objetos. Pedro Matta revela que existem vidros que contam com aplicação de revestimento metálico de alta durabilidade e resistência, que garante a redução da incidência de calor na área interna em até 64%.

A utilização do tipo certo depende do propósito, do cômodo em que é aplicado e do custo total da obra. Contudo, é um material muito versátil que permite criar diferentes estéticas com custo baixo de utilização se comparado a outras tecnologias de vedação de ambientes.

Vantagens e restriÇÕes

O emprego do vidro principalmente nas fachadas se deve às suas possibilidades de uso, pois permite integrar espaços de forma visual e protegê-los das intempéries, assim como deixar a luz passar ao mesmo tempo em que confere certa privacidade (quando o material não é muito transparente). O vidro também pode ser usado como cobertura, trazendo o céu para dentro da residência, ou em grandes painéis, portas, janelas e até no piso.

Outro atrativo do material, comentado pelo diretor técnico da Tecnofeal, Marlon Archas, é no que diz respeito à economia, pois, quando bem-utilizado, pode diminuir o consumo de energia ao reduzir a necessidade de iluminação artificial e de sistemas de ar-condicionado.

Entretanto, há alguns senões quanto ao seu uso. Em casas, por exemplo, deve-se ter cuidado com grandes fachadas de vidro que permitem insolação em demasia, superaquecendo o espaço. “O adequado é instalar o vidro na região sudeste da casa, que recebe menos incidência de raios de sol durante o ano, e nunca a oeste”, elucida Gustavo Mello.

Luciano Imperatori, arquiteto e sócio da Hochheimer Imperatori Arquitetura (Hiarq), alerta sobre as claraboias: “Elas devem ser bem-analisadas e protegidas da radiação direta do sol para que seu efeito seja agradável a todos”. Ainda segundo o profissional, o uso de elementos construtivos, como beirais, marquises, brise soleil, pergolados e elementos vazados (cobogós), é bastante adequado ao clima brasileiro, devendo ser aproveitados nas fachadas. “Os brises e pergolados permitem que a luz entre generosamente nos ambientes por meio da própria reflexão, porém, sem radiação direta, que é responsável pelo aquecimento”, pontua.

ManutenÇÃo

A limpeza é uma das grandes vantagens do vidro, pois requer apenas sabão neutro ou álcool e pano para retirar impurezas. Produtos abrasivos ou que contenham amônia devem ser evitados, assim como palhas de aço e materiais com superfícies ásperas, sob risco de danificar sua superfície.

Luciano Imperatori conta que, atualmente, existem no mercado vidros autolimpantes, compostos por materiais que reagem à radiação ultravioleta, impedindo a aderência de micro-organismos e outras substâncias, o que lhe garante aspecto limpo por mais tempo.
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