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Vidros autolimpantes demandam baixa manutenção

Tecnologia usada na fabricação aproveita raios ultravioletas e água da chuva para mantê-los limpos por muito mais tempo

Texto: Carlos Fernandes

Vidros autolimpantes

A produção de vidros autolimpantes vem tendo aumento significativo. “As vendas cresceram acima do PIB da construção civil nos últimos cinco anos. Temos atendido cada vez mais obras que usam o vidro em coberturas, em áreas de difícil limpeza, ou com peles de vidro”, declara Carlos Henrique Mattar, gerente de marketing da Cebrace.

Não é à toa. Os vidros autolimpantes são sustentáveis e podem reduzir os custos de manutenção. “O mercado de vidros autolimpantes dispõe de várias tecnologias em seu processo de produção. Trata-se de um vidro incolor no qual é colocada uma camada mineral fotocatalítica e hidrófila, formando uma proteção de longa duração. É esta camada que impede o acúmulo de sujeira na superfície”, explica Silvio Ricardo Bueno de Carvalho, gerente técnico da Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro).

COMO FUNCIONA

O mercado de vidros autolimpantes dispõe de várias tecnologias em seu processo de produção. Trata-se de um vidro incolor no qual é colocada uma camada mineral fotocatalítica e hidrófila, formando uma proteção de longa duração. É esta camada que impede o acúmulo de sujeira na superfície

A tecnologia utilizada em sua fabricação aproveita a força dos raios ultravioleta e da água da chuva para combater de forma eficiente a sujeira e os resíduos que se acumulam na parte exterior das janelas, evitando a utilização de detergentes poluidores e diminuindo a frequência de lavagens.

O material possui uma camada metalizada de dióxido de titânio em sua superfície que tem duas características especiais: é hidrofílica, ou seja, ‘atrai’ a água (quando chove ou o vidro é lavado, a água escorre uniformemente pelo vidro, garantindo a remoção das substâncias sólidas). Além disso, devido à camada metalizada, ele é capaz de realizar um processo fotocatalítico (ativado pelos raios ultravioleta), que dissolve substâncias orgânicas em sua superfície por meio de reações químicas. Ainda assim o material precisa ser limpo por uma pessoa de vez em quando, seguindo as mesmas regras dos outros vidros.

ONDE E COMO USAR

Este vidro pode ser usado nas mais diversas condições ambientais. Deve ser instalado com inclinação mínima de 10 graus, de forma que a água possa escorrer, sem estagnar. Vale ressaltar também a necessidade de ser aplicado em locais externos, ou seja, com incidência de luz do sol, de forma a ter contato com os raios ultravioleta, que geram o trabalho de autolimpeza

É indicado para janelas e portas de pátios, jardins de inverno, sacadas e instalações suspensas, fachadas envidraçadas, envidraçamentos suspensos e átrios, e móveis aplicados em ambientes externos. Ou seja, todos os ambientes que sofram a incidência dos raios ultravioletas. É adequado, ainda, para locais altamente poluídos como as áreas industriais e aeroportos.

“Este vidro pode ser usado nas mais diversas condições ambientais. Deve ser instalado com inclinação mínima de 10 graus, de forma que a água possa escorrer, sem estagnar. Vale ressaltar também a necessidade de ser aplicado em locais externos, ou seja, com incidência de luz do sol, de forma a ter contato com os raios ultravioleta, que geram o trabalho de autolimpeza”, ressalta Mattar.

 

É BOM SABER

O mercado de vidros autolimpantes conta também com produtos que ajudam na limpeza e reagem quimicamente com a sílica tornando as superfícies dez vezes mais fortes aos impactos e riscos. As superfícies ficam, ainda, hidrofóbicas e oleofóbicas, ou seja, altamente repelentes à água e óleos, facilitando a limpeza e reduzindo sua frequência. O diretor geral da T2G, Maurício Margaritelli, explica que vidros tratados com tais produtos economizam água e produtos de limpeza. “A limpeza de superfícies tratadas é muito mais rápida e simples, pois a sujeira não adere ao vidro sendo retirada com facilidade e rapidez”, diz.

Colaboraram para esta matéria

Silvio Ricardo Bueno de Carvalho – Profissional experiente na área de normalização de vidros, é gerente-técnico da Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) e chefe de Secretaria do Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-37), órgão responsável por desenvolver e atualizar as normas técnicas relacionadas aos vidros planos sob responsabilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Carlos Henrique Mattar – Gerente de Marketing da Cebrace. Formado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e com MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Possui cursos de formação técnica na Escola do Vidro e na Universidade do Vidro, na França. Atua no mercado do vidro plano desde 2000 e é Gerente de Marketing da Cebrace desde 2012.
Maurício Margaritelli – Diretor geral da T2G
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