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Você sabe como projetar e montar fôrmas de madeira? Entenda!

O conjunto fôrmas de madeira e cimbramento tem grande impacto na produtividade da mão de obra no canteiro. Conheça os tipos de material utilizado e as recomendações e normas a seguir

Texto: Juliana Nakamura

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As fôrmas de madeira devem ser usadas conforme as exigências da norma ABNT NBR 15.686 (foto: Vadim Ratnikov/shutterstock)

Uma das soluções mais tradicionais para a produção de estruturas de concreto armado moldado in loco, as fôrmas de madeira vêm se transformando ao longo dos anos. No passado essa tecnologia esteve muito associada a desperdícios de matéria-prima e de horas de trabalho. Hoje, contudo, é possível encontrar sistemas bastante racionais, capazes de suportar uma quantidade ampla de reúsos e com índice de produtividade no canteiro mais condizente com as exigências atuais.

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Tal evolução foi impulsionada pela conscientização dos construtores quanto à importância técnica e financeira das fôrmas na execução das estruturas. Moldes bem dimensionados e montados garantem a qualidade geométrica da estrutura, aumentam a produtividade da mão de obra, e ainda podem otimizar custos.

CHAPAS

Há uma série de motivos que explicam o interesse pelas fôrmas de madeira na construção de edifícios multipavimentos. Entre eles, está a capacidade que esses moldes têm de se adaptar a medidas variadas com mais facilidade e menor custo em relação às demais tecnologias. Há, ainda, uma preferência cultural. “Isso faz com que as construtoras detenham bastante conhecimento sobre o sistema de fôrmas de madeira, seus custos unitários e índices de produtividade”, comenta o engenheiro Rogério Sato, projetista de fôrmas e sócio da Assahi Engenharia.

Nos dias atuais, as fôrmas de madeira utilizadas nas construções de edifícios são compostas basicamente por:

  • Chapas compensadas plastificadas: ficam em contato com o concreto fresco até a sua desforma estampando a sua textura superficial no concreto.
  • Madeiras serradas: em formatos de sarrafos, pontaletes e meio pontaletes, servem para estruturar as chapas de compensado, evitando deformações.

Complementam o sistema de fôrmas elementos de travamentos, cimbramento e escoramento remanescente.

COMO COMPRAR

As madeiras serradas devem ser fornecidas aparelhadas e bitoladas para garantir a qualidade geométrica e alinhamento do concreto
Rogério Sato

As chapas de compensado plastificado devem ser fornecidas de acordo com a especificação do projeto e/ou conforme o manual da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). “As madeiras serradas devem ser fornecidas aparelhadas e bitoladaspara garantir a qualidade geométrica e alinhamento do concreto”, comenta Sato. O engenheiro ressalta também a importância de analisar a procedência da madeira e se ela possui o certificado de reflorestamento, garantindo o uso sustentável da construção civil.

A escolha do compensado impacta diretamente o número de reutilizações para o sistema de fôrmas. Nos últimos anos surgiram diversas categorias de chapas com qualidades variadas e preços. No entanto, segundo Sato, a escolha deve se pautar pela qualidade de produção, especialmente com relação à qualidade do filme fenólico e da colagem das lâminas. “Outros fatores importantes para melhor aproveitamento da chapa são utilizar um bom desmoldante e manusear corretamente as peças no momento da desforma”, diz o engenheiro.

PROJETO

Independentemente do material utilizado, a elaboração de um projeto de fôrmas é fundamental para garantir que a estrutura seja executada em respeito ao projeto estrutural. No caso das fôrmas de madeira, tal estudo deve conter especificações dos materiais e medidas de cada peça a ser produzida, cortada e estruturada. Ele também deve obedecer a todos os critérios normatizados pela ABNT NBR 15.696 – Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos.

“O projeto de fôrmas é um grande aliado para o cumprimento de prazos e metas”, destaca Sato. Ele salienta que uma estrutura bem executada colabora para os demais sistemas construtivos subsequentes e permite reduzir praticamente os imprevistos.

O projeto de fôrmas é um grande aliado para o cumprimento de prazos e metas
Rogério Sato

Além disso, o conjunto fôrmas de madeira e cimbramento tem grande impacto na produtividade da mão de obra no canteiro. “Há diversas maneiras de fazer uma fôrma para um pilar, por exemplo. Dependendo do sistema projetado, ela pode ser montada em poucas horas ou em um dia inteiro”, exemplifica Sato.

Para o projetista, uma evolução nesse sentido são os sistemas que incorporam recursos de autoinspeção em sua montagem. “Essas fôrmas contêm detalhes localizados estrategicamente para alertaro montador caso haja alguma imprecisão. É como se fosse montagem de lego, em que cada peça só tem um único lugar para se encaixar perfeitamente”, conclui.

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Colaboração técnica

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Rogério Sato – Engenheiro civil formado pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado). É projetista de fôrmas de madeira, especialista e consultor em execução de estruturas de concreto armado do setor predial. É sócio-diretor da Assahi & Associados Engenharia.
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