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IGP-DI cai 0,38% em março

No primeiro trimestre, o IGP-DI acumula alta de apenas 0,12%. Em 12 meses, o indicador subiu 4,41%

No primeiro trimestre, o IGP-DI acumula alta de apenas 0,12%. Em 12 meses, o indicador subiu 4,41%

07 de abril de 2017 - O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,38% em março, após ter subido 0,06% em fevereiro, influenciado pela queda expressiva nos produtos agropecuários no atacado e também pelo recuo dos preços industriais, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). É a menor taxa para o mês desde 2009, quando houve queda de 0,84%.

No primeiro trimestre, o IGP-DI acumula alta de apenas 0,12%. Em 12 meses, o indicador subiu 4,41%.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,78% em março, após recuar 0,12% em fevereiro. Os produtos agropecuários aprofundaram a queda, de 0,67% para 2,09%, enquanto os produtos industriais saíram de alta de 0,08% para recuo de 0,30%.

Na separação por estágios de produção, os bens finais tiveram queda de 0,04%, ante recuo de 0,10% no mês anterior. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura (2,16% para 3,91%). Mas retirando-se alimentos in natura e combustíveis para o consumo, os bens finais cederam 0,20%, ante queda anterior de 0,16%.

Os bens intermediários declinaram 0,89%, ante 0,21% um mês antes, puxados pelos materiais e componentes para a manufatura (de 0,81% para -0,70%).

No estágio das matérias-primas, a queda passou de 0,51% em fevereiro para recuo de 1,51% em março, puxada por milho (-4,82% para -9,63%), laranja (9,66% para -1,97%) e mandioca (-0,03% para -5,06%). Em sentido ascendente, vale mencionar minério de ferro (1,56% para 3,41%), bovinos (-2,67% para -0,71%) e aves (-2,73% para -0,50%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,47% em março, ante 0,31% em fevereiro, com cinco das oito classes de despesa registrando taxas mais altas. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (-0,16% para 0,71%), influenciado por hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 0,41% para 5,45%.

Também subiram Habitação (0,51% para 1,10%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,51% para 0,71%), Vestuário (-0,18% para 0,11%) e Despesas Diversas (0,31% para 0,90%), puxados por tarifa de eletricidade residencial (0,34% para 6,15%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,12% para 1,25%), calçados (0,05% para 0,51%) e cigarros (0,12% para 1,41%), respectivamente.

Ficaram no campo negativo Transportes (0,61% para -0,30%), Educação, Leitura e Recreação (0,68% para -0,11%) e Comunicação (0,09% para -0,95%), repercutindo os itens gasolina (0,28% para -1,93%), passagem aérea (4,65% para -6,58%) e tarifa de telefone residencial (-0,22% para -3,55%), nesta ordem.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou a alta enter fevereiro e março, de 0,65% para 0,16%.

Inflação menos disseminada

A medidas de núcleo e difusão do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do IGP-DI mostram que a inflação foi mais alta em março, mas menos disseminada pela cesta de produtos e serviços que formam o indicador.

Segundo a FGV, o núcleo do IPC-DI subiu 0,37% no terceiro mês de 2017, ante 0,27% em fevereiro. Dos 85 itens componentes do IPC-DI, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 23 apresentaram taxas abaixo de 0,03%, linha de corte inferior, e 21 registraram variações acima de 0,80%, linha de corte superior. O núcleo procura captar a tendência dos preços, desconsiderando distúrbios resultantes de choques temporários.

Em março, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 57,40%, abaixo do registrado no mês de fevereiro, quando foi de 58,58%.

Fonte: Valor Econômico
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