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Monumento em homenagem a vítimas do holocausto gera polêmica no RJ

Projeto do memorial prevê a construção de um obelisco de 22 metros no Mirante Pasmado, em Botafogo. Críticos veem alteração de paisagem natural tombada

Texto: Nathalia Lopes

Projeto do memorial prevê a construção de um obelisco de 22 metros no Mirante Pasmado, em Botafogo. Críticos veem alteração de paisagem natural tombada


Iphan, Icosmos/Brasil e CAU/RJ foram as instituições que se posicionaram contra o projeto atual (crédito: divulgação/ Governo do Estado do Rio de Janeiro)

03/07/2018 | 17:48 – O novo projeto do memorial às vítimas do Holocausto, no Mirante do Pasmado, em Botafogo (RJ), tem causado críticas por parte das instituições que preservam o meio ambiente, o patrimônio histórico e arquitetura da região. A nova proposta prevê a construção de um obelisco com 22 metros de altura, dividido em dez blocos.

O Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos/Brasil) foi um dos órgãos que divulgou uma nota de repúdio, defendendo, principalmente, a criação de um Comitê Gestor da Paisagem do Rio de Janeiro discutir com a população o projeto antes da liberação para execução de qualquer obra.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também discordou e enviou um parecer técnico em que sugere um reestudo do projeto ou a transferência para outro local. O documento alerta para a necessidade de remoção completa da vegetação existente no Mirante do Pasmado para a construção do memorial. “Parece uma proposta desprovida de coerência com o objetivo de valorização das paisagens cariocas reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco”, comentou o arquiteto e urbanista Paulo Vidal, responsável por assinar o parecer técnico.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) mostrou-se favorável ao posicionamento das entidades que historicamente atuam em defesa do patrimônio cultural e da arquitetura e urbanismo, mas também reconhece a importância da construção do monumento em homenagem e em respeito às vítimas do Holocausto, além do papel fundamental da comunidade judaica no desenvolvimento do Rio de Janeiro.

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