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NBR 15.575 mobiliza empresas do setor de ferragens e esquadrias

Principais companhias do segmento efetivarão workshops para debater efeitos positivos da norma.



Redação AECweb

NBR 15.575 mobiliza empresas do setor de ferragens e esquadrias

Nos lançamentos de condomínios de alto padrão, nota-se uma grande preocupação em destacar o conceito arquitetônico, o paisagismo, a versatilidade da planta, a infraestrutura de lazer e fitnes, a vista e localização privilegiadas.

Mas, curiosamente, pouco, ou quase nada, se fala da eficiência das ferragens e das esquadrias, no que toca à desempenho térmico e conforto acústico, segurança, estanqueidade à água e ar e carga uniforme distribuída.

”Essa postura é injustificável, pois desrespeita a qualidade de vida do consumidor. Isso sem contar que a caixilharia representa, em média, de 3% a 5% do custo da obra”, fazem questão de ressaltar Nikolaus Knops, diretor comercial da Roto-Frank para América Latina e Domingos Moreira Cordeiro, diretor da Adalume Esquadrias Metálicas.

“Daí a grande importância de se debater sobre os parâmetros da Norma de Desempenho ABNT NBR 15575 - Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos”, acrescentam Robert Höepfner, diretor geral da Veka Brasil e Thomas Goerigk, da área de vendas da Rehau Unlimited Polymer Solutions.

NBR 15.575 mobiliza empresas do setor de ferragens e esquadrias

A norma teve a exigibilidade do seu cumprimento adiada para 2012. E passará por um processo de revisão, por meio de um grupo de trabalho, formado para estudar alterações no texto. Diferente de outros padrões que tratam de sistemas construtivos ou materiais, a NBR 15.575, aborda o desempenho do edifício, ou seja, seu comportamento global, considerando as exigências do usuário.

TODOS POR UMA

Tamanha importância motiva Roto-Frank, Veka, Adalume e Rehau a unir esforços para, por meio da efetivação de um ciclo de workshops, debaterem os efeitos positivos da norma. Argumentam que ela tem todos os requisitos para ser um marco na construção civil, bem como um passo fundamental na direção do incremento tecnológico e maior respeito ao consumidor. O primeiro encontro aconteceu no dia 18 de novembro, no Hotel Fasano, em São Paulo. “Colocar o assunto em discussão é um importante ponto de partida”, acentua Domingos Cordeiro.

Ele ressalta que as especificações da norma farão com que as empresas invistam mais em treinamento e tecnologia, inclusive nos equipamentos produtivos de corte e usinagem, aspecto que selecionará o mercado, desestimulando a atuação de aventureiros.

YES, WE CAN

Tanto Domingos Cordeiro, como Nikolaus Knops, Robert Höepfner e Thomas Goerigk asseguram que suas companhias estão preparadas, em matéria de tecnologia de processos e produtos, para atender às exigências das especificações. Dentro de uma visão ampla, os executivos acreditam que, em face da competitividade, sistemas tradicionais serão aperfeiçoados e surgirão novas tecnologias capazes de atender à relação custo-benefício.

“Somos exemplos de organizações que já estão capacitadas a colocar no mercado produtos dentro e até mesmo acima das exigências da norma”, salienta Nikolaus Knops.

Para o dirigente, a NBR 15575 reforçará a confiabilidade e a qualidade das construções no país. Com ele concorda  Thomas Goerigk, para quem os padrões exigidos pela norma vão trazer grande benefício para os usuários e aumentar o conforto e qualidade de vida.

Já Domingos Cordeiro antevê uma grande mobilização, tanto na área de recursos técnicos (como projetos e cálculos), quanto na de recursos humanos com a preparação de mão de obra e retenção de talentos do setor. Neste contexto técnico, ele destaca o  papel essencial do ensino do Senai para o desenvolvimento do mercado de esquadrias de alumínio.

Importante registrar que o Brasil não está sozinho nesta iniciativa de normalizar o desempenho, pois o conceito segue uma vertente internacional iniciada na década de 80.”Futuramente, o comprador de um imóvel poderá confiar na qualidade dos produtos empregados em sua obra", conclui otimista Robert Höepfner.

Redação AECweb
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