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Pesquisa revela que mobilidade urbana afeta bem-estar dos cidadãos

Estudo indica a necessidade de reduzir os deslocamentos pela cidade e ampliar atividades locais, com o intuito de fomentar a caminhada e o ciclismo

Texto: Yuri Soares

Estudo indica a necessidade de reduzir os deslocamentos pela cidade e ampliar atividades locais, com o intuito de fomentar a caminhada e o ciclismo


Segundo professor da UFRGS, o padrão de mobilidade urbana influencia na qualidade de vida e na saúde física e mental, podendo auxiliar na prevenção de doenças associadas ao estilo de vida (Créditos: Alf Ribeiro/ Shutterstock)

25/06/2019 | 16:42 - Uma pesquisa feita com participação da Universidade de Brasília (UnB), as Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Catarina (UFSC) e a Oxford Brookes University, da Inglaterra, apontou que a precariedade na mobilidade urbana prejudica a qualidade de vida e o bem-estar necessários para melhorar a malha urbana dos bairros.

O levantamento foi divulgado em uma conferência promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, em conjunto com a Universidade de Brasília (UnB), com o tema Mobilidade Urbana Saudável.

A pesquisa analisou as cidades de Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), além da cidade inglesa de Oxford. O resultado indica a necessidade de reduzir os deslocamentos pela cidade e ampliar atividades locais, com o intuito de fomentar a caminhada e o ciclismo. Segundo o professor Julio Vargas, da UFRGS, o padrão de mobilidade urbana influencia na qualidade de vida e na saúde física e mental, podendo auxiliar na prevenção de doenças associadas ao estilo de vida, como diabetes e obesidade.

O professor Hartmut Günther, da UnB, afirmou que é preciso conscientização para mais ações de mobilidade, mas falta continuidade administrativa nas iniciativas que já existem.

“A tragédia, por assim dizer, do Brasil, é que tem muitas leis boas. No fundo, se sabe quais os problemas e as potenciais soluções, mas não se faz. Se não se faz por ganância, por vaidade”.

Já o professor Nestor Saavedra, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, afirmou que a mobilidade urbana se baseia na relação entre infraestrutura, educação e fiscalização, e no Brasil, falta educação para o trânsito.

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