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PIB da China sobe 6,9%

Essa taxa foi alimentada pelo crédito, pelos investimentos em infraestrutura e pela persistente forte valorização do mercado imobiliário

Essa taxa foi alimentada pelo crédito, pelos investimentos em infraestrutura e pela persistente forte valorização do mercado imobiliário

18 de abril de 2017 - A China voltou a acelerar o crescimento, com as políticas de estímulo à economia ganhando força, apesar das medidas introduzidas por Pequim para controlar o risco financeiro.

A China contabilizou um crescimento de 6,9% no primeiro trimestre, seu ritmo mais forte desde o terceiro trimestre de 2015. Essa taxa foi alimentada pelo crédito, pelos investimentos em infraestrutura e pela persistente forte valorização do mercado imobiliário.

O ritmo representou uma alta de um décimo em relação à expansão divulgada no trimestre anterior, e coloca a China bem à frente de sua meta anual de crescimento, de aproximadamente 6,5%.

Após décadas de expansão vertiginosa, os dirigentes chineses vinham preparando o terreno para um crescimento mais lento, mas sustentável, apelidado de "novo normal", mas também tentam evitar que a expansão desacelerasse depressa demais. No ano passado, após Pequim ter afrouxado o crédito e reforçado os gastos, o crescimento trimestral começou a acelerar no segundo semestre.

Economistas acreditam que o impulso da segunda maior economia do mundo será mantido no segundo trimestre, antes de perder força. "Pelo fato de eles terem bancado o crescimento no primeiro semestre, poderão se dar ao luxo de vê-lo desacelerar mais tarde", disse Brian Jackson, da IHS Markit.

O vigor do crescimento é bem-vindo em um ano político fundamental, quando Pequim se prepara para realizar o quinquenal Congresso do Partido Comunista para renovar sua cúpula de dirigentes. Mas também tende a alimentar o endividamento e os empréstimos podres, numa época em que a China tenta evitar uma instabilidade de mais longo prazo e uma possível crise financeira. Em 2016, o crédito cresceu num ritmo equivalente a mais que o dobro da velocidade da economia; o endividamento total é estimado em 277% da economia, de 125% no fim de 2008.

O crédito total aumentou no mês passado apesar de Pequim ter pressionado os bancos, como forma de repelir o risco financeiro; boa parte dos empréstimos migrou para fontes não tradicionais.

"Houve uma melhora muito significativa do crescimento oficial, mas os riscos permanecem", disse o economista Zhou Hao, do Commerzbank. "É pouco provável que o crédito cresça 12% para sempre."

Os dados de março foram muito melhores que os previstos. A produção industrial com valor agregado, um indicador aproximado do crescimento econômico, registrou expansão de 7,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, ao se acelerar a partir do aumento de 6,3% computado nos dois primeiros meses deste ano. As vendas no varejo tiveram uma disparada surpreendente, de 10,9% em março, se comparadas a março de 2016, a partir de um aumento de 9,5% apurado em fevereiro.

O consumo de energia elétrica e o frete ferroviário - considerados por muitos economistas como indicadores mais confiáveis da demanda do que o número oficial do Produto Interno Bruto (PIB) da China - também registraram fortes aumentos no primeiro trimestre. O índice de atividade industrial oficial da China também alcançou o nível mais alto em cinco anos em março.

A solidez ainda mantida pelo mercado imobiliário contribuiu para a demanda. Os investimentos em edifícios, fábricas e outros ativos fixos cresceram 9,2% no primeiro trimestre, ganhando velocidade em relação à expansão de 8,9% observada nos dois primeiros meses. Embora o crescimento das vendas de residências tenha desacelerado ligeiramente, a construção de novas moradias subiu 11,6% em todo o período de janeiro a março, numa expansão em relação aos 10,4% registrados nos dois primeiros meses, o que sugere uma forte aceleração em março.

Por outro lado, as recentes preocupações com o processo de desvalorização da moeda e com as saídas de capital ficaram menos prementes, com a estabilização do yuan frente ao dólar. As vendas de imóveis subiram mais de 20% no primeiro trimestre.

Mas muitos dos fatores responsáveis pela recente expansão deverão perder força no segundo semestre, dizem economistas. O banco central chinês vem apertando gradualmente o crédito, apreensivo com a alta acelerada do endividamento e a excessiva especulação nos mercados de ativos. Isso, juntamente com o aumento das restrições ao crédito imobiliário e às aquisições, deverá enfraquecer o mercado imobiliário nos próximos meses. Essa área responde por 25% a 30% da economia chinesa.

Os gastos públicos subiram mais de 20% no primeiro trimestre, embora após anos de investimentos em pontes, vias expressas e linhas ferroviárias de alta velocidade, esse incentivo esteja ficando menos produtivo para o crescimento, dizem economistas, já que muitos dos melhores projetos foram concluídos.

O consumo - estimulado no ano passado por medidas como benefícios fiscais para compra de veículos - perdeu impulso em janeiro e fevereiro antes de se recuperar em março, enquanto os preços das commodities devem ter alcançado seu pico, o que poderá corroer os preços ao produtor e os lucros das empresas industriais nos próximos meses.

Fonte: Valor Econômico
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