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Preços de residenciais podem crescer acima da inflação em 2019

Para o Núcleo de Real Estate da Poli-USP, variação dependerá dos custos dos insumos, da precificação dos novos empreendimentos e do comportamento especulativo de investidores

Texto: Yuri Soares

Para o Núcleo de Real Estate da Poli-USP, variação dependerá dos custos dos insumos, da precificação dos novos empreendimentos e do comportamento especulativo de investidores


A previsão do Comitê de Mercado do Núcleo de Real Estate da Poli-USP é que os preços de imóveis residenciais variem acima da inflação (Créditos: divulgação/ Prefeitura de Belo Horizonte)

10/12/2018 | 11:40 – Os preços dos imóveis residenciais no Brasil devem apresentar recuperação moderada ao longo de 2019 e crescer acima da inflação no período. A aposta é do Comitê de Mercado do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (NRE-Poli-USP), que apresentou os resultados de uma enquete, realizada em novembro, sobre prognósticos para o segmento.

Alguns fatores importantes podem, de acordo com o comitê, influenciar a pressão de alta dos valores. Um deles é o custo dos insumos, que pode se elevar caso a capacidade produtiva dos fornecedores – hoje parcialmente ociosa – atinja uma posição de equilíbrio em relação à demanda.

A redução dos estoques das incorporadoras e o lançamento de novos empreendimentos também pode gerar um aumento moderado de preços. Segundo o comitê, as novas ofertas poderão ter precificação confusa, carregando custos das pressões provocadas pela queima de estoques, preços dos terrenos e outorga de projetos retidos no ciclo depressivo e os preços atuais de terrenos e outorga.

Existe, inclusive, a possibilidade de ocorrência de uma certa pressão especulativa em 2019. Segundo o comitê, a recuperação da demanda reprimida entre 2014 e 2018 vai depender da recuperação da confiança no futuro da economia ao longo do próximo ano.

MCMV e distratos

O relatório apresentou, ainda, as perspectivas para o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Segundo o grupo, o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) pode não ter espaço em seu orçamento destinado ao MCMV para abrigar os interesses súbitos dessas companhias. “A questão é distribuição de recursos. As grandes empresas entrando no mercado são capazes de apresentar projetos de escala muito grande e acabar sugando os recursos. Desta maneira, a distribuição fica mais complexa”, explica o professor João da Rocha Lima Júnior, membro do NRE-Poli-USP.

Além de apresentar os resultados da enquete do Comitê, os participantes do webinar também comentaram sobre os impactos da regulamentação do distrato imobiliário no setor. Na opinião dos palestrantes, a nova medida traz maturidade ao mercado. “Os consumidores poderão tomar decisões com muito mais segurança e irão buscar muito mais informações antes de sair comprando quase que por impulso. Acho uma medida saudável para o mercado”, opina o professor Claudio Tavares de Alencar, que também compõe o comitê de especialistas.

Segmento Comercial

O relatório do Comitê de Mercado do NRE-Poli-USP aponta uma possível recuperação nos preços dos aluguéis a partir de 2019, com base nos prognósticos de comportamento na cidade de São Paulo para as classes AA e AAA de edifícios corporativos. Sem expansão de oferta, a recuperação da atividade econômica provocará crescimento mais forte a partir de 2020.

Segundo a professora Eliane Monetti, também membro do comitê, o Brasil ainda tem um estoque variado de unidades. “Temos vazios que também variam conforme a região do País, mas não temos um movimento de novas ofertas acontecendo. Poderá acontecer atração de investidores conservadores, mas não temos muita oferta no mercado para este tipo de investimento”.

O grupo de especialistas chama a atenção para a possibilidade de viés de perspectivas no curto prazo, dependendo da divulgação das metas e estratégias do governo que se instalará em 2019. Os resultados foram apresentados e comentados pelos professores em um webinar transmitido pela plataforma EstudeAE na última sexta-feira (7/12).

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