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Exposucata 2014: tecnologias sustentáveis para reciclagem e limpeza urbana

A feira reuniu novos equipamentos e principais entidades do setor

Redação PE

O Brasil coleta 243 mil toneladas de lixo todos os dias e mesmo com a implantação da política nacional de resíduos sólidos, em vigor a partir de agosto de 2014, mais da metade de todo esse material ainda é destinado a lixões expostos a céu aberto sem nenhum controle ambiental.

As novas leis preveem multas que podem chegar a até 6 milhões de reais as prefeituras que não adequarem a coleta, o transporte e a destinação dos resíduos de seus municípios. Segundo Hewerton Bartole, Presidente da ABRECON – Associação Brasileira para reciclagem de resíduos da Construção Civil e Demolição – o caminho para que todos os municípios se adéqüem, ainda é longo, mas a esperança é que o sistema evolua.

“O Brasil ainda esta engatinhando na parte de resíduos, seja na legislação, seja na parte de infraestrutura. Acho que é um trabalho de décadas e a primeira etapa é eliminar o lixões” Explica
De olho em todo esse movimento do mercado brasileiro, a Exposucata reuniu fornecedores de diversas áreas do meio ambiente. Os equipamentos de ultima geração vão desde caminhões de coleta de lixo nada comuns até modernas estações de triagem e tratamento de resíduos.

Equipamentos variados

Apesar de enxuto o evento foi direto ao ponto e deu espaço para tudo. Máquinas que separam plástico, que processam fios de cobre ou até mesmo aquelas que limpam as ruas da cidade quando ninguém vê. As vassouras mecanizadas da Karcher possuem um mecanismo avançado de sucção e arremesso de detritos que agilizam muito o processo de limpeza urbana.

Na área interna, uma enorme estação chamada de rompe sacos chamava a atenção. O equipamento rasga os sacos de lixo e através de uma esteira, leva o material para uma maquina complementar que elimina tudo o que não for reciclável.

Processamento de resíduos da construção civil

"Por um lado nós temos a questão ambiental que nós torcemos para que efetivamente faz-se cumprir a lei e por outro lado tem o município que não consegue operacionalizar”

Ainda que os resíduos provenientes da construção sejam regulamentados pelas normas da ABNT existe ainda uma certa resistência por parte das construtoras em reutilizar esses materiais. Os equipamentos de demolição e processamento de entulhos expostos na feira tiveram o papel de desmistificar esse pré conceito. Para complementar esta ação foi realizada uma demolição ao vivo na área externa. No local será construído um novo pavilhão e os detritos da demolição foram processados ali mesmo com a supervisão dos visitantes.

O futuro da reciclagem

Mesmo com leis e novas políticas o que percebemos é que o mercado ainda esta incrédulo pois é claro que a prerrogativa principal para tudo fazer valer é meramente política, e em época de eleição, a desconfiança aumenta ainda mais.

“Passaram-se 24 anos desde o inicio do projeto e vai ser mais uma lei que não vai pegar? Por um lado nós temos a questão ambiental que nós torcemos para que efetivamente faz-se cumprir a lei e por outro lado tem o município que não consegue operacionalizar”, conclui Adriano Assi, diretor da Exposucata.

Saiba sobre a Política nacional de Resíduos Sólidos

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