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Reaproveitamento de resíduos da construção gera economia de até 50%

Conheça as aplicações do material reciclado nas obras e entenda os benefícios gerados por esta atividade


Redação PE


Primeiro vem o martelo hidráulico e quebra tudo. Depois as carregadeiras enchem os caminhões e levam tudo embora. Mas para onde vai todo este material? Infelizmente, a maior parte ainda é descartada de forma irregular ou destinados a aterros sanitários onde não recebem nenhum tratamento. O que muita gente não sabe é que todo este resíduo que muita vezes é confundido com lixo, pode ser reciclado e reaplicados na obra gerando uma economia de até 50%.


Marina Bighetti – Tv da Obra: “Isso que vocês estão vendo aqui parece pedra, mas na verdade é concreto proveniente das demolições. Hewerton, explica pra gente quais são os produtos que este tipo de material gera para construção.


Hewerton Bartoli – Presidente da ABRECON: “Na realidade, o produto mais comum recebido pelas usinas é o resíduo de demolição e de construção e elas conseguem processar ele e transformar em bica corrida que é proveniente de britagem primária e também material peneirado que pode gerar pedrisco, pedra 1, areia, rachão. Esses produtos normalmente são aplicados na pavimentação como base e sub base ou para aterro na terraplenagem, e também pode ser utilizado na fabricação de artefatos de concreto como blocos de vedação, sarjetas, mourões, guias e pisos intertravados.”


As usinas que fazem este tipo de trabalho podem ser móveis ou fixas. As vantagens das usinas móveis estão na mobilidade e na alta capacidade instalada, já as fixas conseguem fazer a triagem de todo resíduo e funciona através de eletricidade.


Marina Bighetti – TV da Obra: “No Brasil existem cerca de 300 usinas como esta, com potencial para reciclar milhares de toneladas de material, mas o desconhecimento e a existência de diversos pontos irregulares para descarte tornam a reciclagem ainda mais difícil.”


As dificuldades são inúmeras. Somente em São Paulo, onde se concentram 54% de todas as usinas do país, existem mais de 3000 pontos de descarte irregular. Por parte dos empresários, ainda não existe confiança, nem muito conhecimento sobre as características do material reciclado. Em pesquisa recente feita pela ABRECON - Associação Brasileira de Reciclagem de Resíduos da Construção, mostra que 40% dos municípios não prevê o uso preferencial do agregado reciclado nas obras de infraestrutura.


Hewerton Bartoli – Presidente da ABRECON: “Hoje menos de 5% dos resíduos gerados são efetivamente reciclados, então a gente precisa ainda vencer a barreira cultural de conhecer o produto, de aplicar o agregado em obra e os benefícios são inúmeros. Se a gente comparar hoje o agregado natural com o agregado da pedreira, primeiro ele não tem função estrutural, então ele não compete efetivamente com a pedreira, segundo, ele tem um preço mais competitivo, então a obra tem um ganho econômico, terceiro, tem um ganho ambiental, é um produto que é reciclado, você esta reduzindo o consumo de pedreiras, de jazidas, de recursos naturais, você esta preservando a vida útil dos aterros, e também é produto que gera empregos, gera renda, então existe cunho também, social.”


O mercado de reciclagem de resíduos da construção no Brasil é relativamente novo. Foi a partir da aprovação da política nacional de resíduos, em 2010 que as usinas e os municípios passaram a se organizar melhor, ainda sim, o crescimento foi tímido, cerca de 2%. Hoje, dos 84 milhões de metros cúbicos de resíduos que são gerados anualmente, apenas 21% é reciclado. Muito diferente dos Estados Unidos que recicla cerca de 140 milhões de toneladas de material por ano.


Hewerton Bartoli – Presidente da ABRECON: “O Brasil tem potencial para os próximos anos, de crescer muito, pois o mercado ainda é muito incipiente e a gente acredita que a cultura vai mudar, as pessoas vão conhecer mais o produto e isso vai fazer com que o mercado cresça em escala nos próximos anos.”


Nós da Tv da Obra estamos de olho, afinal, Tv da Obra é construção em movimento.

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