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Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura

EntidadeSão Paulo, SP
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2018 será um ano de incertezas: cenário político será determinante

Entrevista com o arquiteto e urbanista Edison Lopes, presidente da Associação Brasileira de Escritórios dos Arquitetura (AsBEA)

Entrevista com o arquiteto e urbanista Edison Lopes, presidente da Associação Brasileira de Escritórios dos Arquitetura (AsBEA)

Este ano é imprevisível. Há sinais de retomada, mas acreditamos que será lenta e gradual. Ainda assim, sujeita a ventos e temporais da cena política.

Redação AECweb / e-Construmarket

Como resultado da recessão econômica do país, o número de escritórios de arquitetura diminuiu e muitos profissionais talentosos foram afastados. Mas, para Edison Lopes, presidente da AsBEA, a qualidade do projeto não ficará comprometida, principalmente nas empresas mais estruturadas. “Talvez tenham perda de eficiência, o que é dramático nesta situação”, avalia em entrevista ao Portal AECweb. Segundo o arquiteto, 2018 é um ano imprevisível, pois dependerá da evolução do cenário político. Leia mais a seguir.

AECweb - Como foi 2017 para os escritórios de arquitetura do país?
Edison Lopes - O último ano foi muito difícil, com muitos escritórios fechando as portas e, praticamente todos, reduzindo equipe.

AECweb - Há sinais de retomada do crescimento do setor da construção civil?
Lopes - Algumas áreas apresentam uma leve retomada, como o varejo de materiais de construção, por exemplo. Esta retomada, no entanto, ainda não se reflete em investimentos de maior porte.

AECweb - Na cadeia da construção, a área de projeto é a primeira a receber o impacto da crise econômica, mas também a primeira a reagir?
Lopes - Sim, é verdade. Mas, só reage quando se retomam os investimentos. A impressão é que, neste momento, a pequena retomada serve para aliviar estoques de imóveis ou ocupar áreas ociosas. No segmento de escritórios houve uma ‘corrida para a qualidade’, gerando espaços ociosos em edifícios mais antigos.

AECweb - A AsBEA prevê um ano melhor do que 2017 para o setor?
Lopes - Este ano é imprevisível. Há sinais de retomada, mas acreditamos que será lenta e gradual. Ainda assim, sujeita a ventos e temporais da cena política. Um fator importante para definir o futuro econômico será o compromisso dos candidatos com a estabilidade econômica.

AECweb - O enxugamento dos escritórios trará perda para a qualidade dos projetos?
Lopes - O enxugamento invariavelmente traz perda de talentos para as empresas. Não creio que as empresas mais estruturadas, que tenham processos, observem perda de qualidade. Talvez tenham perda de eficiência, o que é dramático nesta situação.

Como em qualquer sociedade democrática, nossa visão deve se unir a dos demais agentes sociais, para influenciarmos nas políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento do país de forma ética e justa.

AECweb - Quais os principais desafios da sua gestão?
Lopes - Difundir a cultura de que a produção de arquitetura também é um negócio e assim deve ser tratada.

AECweb - O ensino de arquitetura e urbanismo nas universidades brasileiras é uma das preocupações da AsBEA?
Lopes - Vivemos uma expansão acelerada das faculdades de arquitetura. Em 30 anos, passaram de 70 para quase 700. Por outro lado, há uma crescente exigência de que se observem normativas e que o profissional se responsabilize por elas, o que me parece correto. A junção dos dois fatores – expansão acelerada e exigência crescente – pode levar a consequências ruins para os escritórios. Portanto, o ensino é uma preocupação para nós.

AECweb - O lançamento do Código de Ética e Disciplina pelo CAU/BR, em 2013, influenciou a conduta dos profissionais de arquitetura?
Lopes - A Comissão de Ética do CAU tem se organizado e atuado para coibir os maus profissionais, o que é seu papel. Entretanto, cabe também ao CAU orientar. Nossa proposta é de que o CAU invista em orientação para ter de punir menos.

AECweb - Qual o poder da AsBEA de induzir políticas públicas nas várias instâncias do executivo?
Lopes - A AsBEA participa de várias comissões nos diversos níveis de governo, levando a visão do setor para estes fóruns. Como em qualquer sociedade democrática, nossa visão deve se unir a dos demais agentes sociais, para influenciarmos nas políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento do país de forma ética e justa. Contribuímos com nossa visão de arquitetos para a construção dessas políticas.

AECweb - Qual o balanço que a associação faz do programa Built by Brazil?
Lopes - Há alguns anos, o programa tenta disseminar a cultura exportadora entre os arquitetos. A meu ver, o Built by Brazil tem se aprimorado muito apesar de ainda ser pequeno. Temos de tirar um pouco os olhos de nosso país e entender que o mundo hoje é um grande ‘caldo cultural’, com trocas em diversos setores da economia e da cultura. Precisamos entrar nessa tendência e mostrar que há boa arquitetura sendo produzida no Brasil após a década de 1950/60, quando a arquitetura moderna brasileira ganhou o mundo e se difundiu.

Colaboração técnica

Edison Borges Lopes – Arquiteto e Urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Participou de projetos nas áreas industriais e comerciais tendo trabalhado na Enger, Promon, ALG e Pão de Açúcar entre outras empresas. Desde 2003 é sócio fundador da Argis, já tendo desenvolvido projetos para lojas e shoppings para as redes WalMart, Carrefour, SmartFit, Sodimac, REP, Pão de Açúcar, Cobasi, Best Center, Terral, HSI e Iguatemi entre outras. Associado à AsBEA – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura desde 2006, participou de grupos de trabalho, foi vice-presidente e atualmente é o presidente da associação.

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