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Anamaco aposta na retomada do crescimento da economia em 2019

Entrevista com Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

Entrevista com Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

A Anamaco espera fechar o ano de 2019 com crescimento de 9% sobre 2018

Redação AECweb / e-Construmarket

Em 2018, o varejo de materiais de construção viveu momentos antagônicos. Começou com uma elevada expectativa de crescimento, mas, em maio, enfrentou a derrocada dos números resultante da greve dos caminhoneiros. As vendas despencaram, com resultados 50% inferiores aos previstos – situação que se estendeu até junho. Em entrevista ao Portal AECweb, Cláudio Conz, presidente da Anamaco, fala das expectativas positivas para 2019 e de uma possível melhora da economia, que, no entanto, poderá vir acompanhada da falta de alguns produtos. Confira a seguir.

AECweb – O varejo de materiais de construção vinha sendo puxado, desde o final de 2017, pelo faturamento das indústrias. Esse cenário permaneceu ao longo de 2018?
Cláudio Conz O ano de 2018 para o varejo de material de construção foi positivo e deve se encerrar com crescimento de 6,5% sobre 2017, o que representa um faturamento de R$ 122 bilhões. Foi puxado, principalmente, pelas pequenas reformas residenciais.

AECweb – Greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo, eleições. Qual foi o impacto desses eventos no desempenho do setor lojista?
Conz – A greve dos caminhoneiros impactou negativamente os resultados do primeiro semestre de 2018, que apresentaram uma retração significativa. É preciso dividir o primeiro semestre até o dia da greve. Até o início da greve, o mês de maio vinha apresentando um excelente crescimento sobre o mês de abril, que estava em 7% ou 8% de crescimento acumulado. Caminhávamos de forma bastante forte para cumprir as metas do primeiro semestre, que era terminar com crescimento de 6%. Durante os dez dias de greve, as vendas caíram em 50%, prejudicando muito todo o mês. O que estava crescendo em 7% fechou o mês com queda. Quando nós achamos que o problema da greve iria se normalizar, começou a discussão da tabela de frete. Portanto, junho também foi prejudicado.

AECweb – E a Copa do Mundo?
Conz A Copa do Mundo e as eleições representaram um impacto positivo. O mundo do varejo do material de construção é o mundo da reforma. Reforma é possível adiar, mas precisa ser feita. A reforma é uma coisa que não depende de estímulo, mas uma necessidade de manutenção que abrange 70 milhões de casas brasileiras. É o que movimenta o nosso mercado. E com o ambiente positivo, o impacto das vendas também é positivo e nos leva a um segundo semestre muito significativo.

AECweb – Quais as expectativas da Anamaco para 2019?
Conz – A Anamaco espera fechar o ano de 2019 com crescimento de 9% sobre 2018, influenciado pelo aumento significativo dos lançamentos imobiliários, da crescente retomada de pequenas reformas e, principalmente, pela expectativa positiva em relação ao novo presidente que irá governar o país pelos próximos quatro anos. Segundo a pesquisa Tracking Mensal da Anamaco, em 2019, os varejistas pretendem investir nas áreas de treinamento e contratação de novos colaboradores, para complementar a equipe de funcionários.

AECweb – O que espera do novo governo federal em relação às demandas do setor?
Conz – Ainda sobre a pesquisa, o otimismo do setor com relação ao governo nos próximos 12 meses atingiu 84% em novembro, maior patamar desde janeiro de 2013. Fora isso, os lojistas acreditam que o presidente do Brasil dará prioridade à Saúde, Segurança Pública e Educação, áreas que influenciam diretamente o nosso segmento, com a construção de escolas, hospitais e novos presídios.

A nova loja é multicanal. É preciso ter a venda física e tem que ter e-commerce, além de estar presente nas mídias sociais

AECweb – Diante de um rápido crescimento da economia e do encolhimento ocorrido na indústria, haverá falta de materiais de construção?
Conz – Sim. O desafio do varejo será a ruptura que, entendemos, será algo pontual e ocorrerá apenas em alguns segmentos de materiais. As lojas já vêm se preparando para que isso não afete o consumidor.

AECweb – Até que ponto o consumidor vem aderindo ao e-commerce para a compra de materiais de construção?
Conz – A nova loja é multicanal. É preciso ter a venda física e tem que ter e-commerce, além de estar presente nas mídias sociais. Vale ressaltar que, em meio a esse cenário tão competitivo, investir em alternativas de se comunicar com o consumidor é insubstituível. Existe um estudo do Google que aponta que o material de construção é um dos cinco mais procurados em seu mecanismo de busca. Mas, mostra também uma desproporcionalidade ao constatar que as compras efetivadas nas lojas virtuais são muito menores.

AECweb – O que justifica essa dificuldade de compras de materiais pela internet?
Conz – Quanto às tentativas de emplacar o e-commerce em nosso setor, há muita dificuldade de avançar, porque talvez um saco de cimento seja uma coisa que até dê pra comprar, mas nos setores de hidráulica, elétrica e acabamento, sem a venda assistida, fica muito difícil. Quando você precisa compor o seu orçamento de preços e, também, escolher cores e modelos de produtos, a loja física não consegue ser substituída pela virtual.

 

Colaboração técnica

Cláudio Elias Conz – Graduado em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Gestão Empresarial Avançada para o Segmento de Material de Construção pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Possui MBA Profissional em Varejo de Material de Construção pela FAAP. Também possui curso de Gestão Empresarial pela Sorbonne Unniversité Paris I e é Conselheiro Certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). É presidente da Anamaco, do Sincomaco e do IBSTH.

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