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Novas perspectivas para o SindusCon-SP

Entrevista com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP

Entrevista com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP

Estamos, também, esperançosos de que os projetos de infraestrutura que estão com suas obras paradas há tempos sejam retomados

Redação AECweb / e-Construmarket

Odair Senra é o novo presidente do SindusCon-SP, empossado em 1º de janeiro e com mandato até 2022. Em entrevista ao Portal AECweb, ele fala com otimismo sobre o ano que se inicia. Estima que o setor da construção civil crescerá 2%, prevendo que o PIB brasileiro atinja 2,5%, conforme dados do FGV/Ibre. Entre os desafios da nova gestão está a busca de alternativas para manter a saúde financeira da entidade – abalada pela reforma trabalhista de 2017 que extinguiu a contribuição sindical. Senra aborda, também, o papel da Caixa Econômica Federal considerada referência dos bancos para o financiamento habitacional.

AECweb – Qual é a expectativa do setor e do SindusCon-SP neste início de ano?
Odair Senra – O setor da construção se mostra esperançoso de estar saindo de uma longa crise – uma das piores já vividas. Esperamos que o novo governo institua uma política econômica que permita às empresas voltarem a trabalhar, como aconteceu ao longo de vários anos. De 2014 a 2018, o PIB da construção civil acumulou queda de 28%, de acordo com estudos do SindusCon-SP e FGV/Ibre. A previsão é que, em 2019, o PIB da construção civil cresça, pela primeira vez, atingindo 2% em relação ao ano passado, diante da projeção de crescimentos do PIB nacional de 2,5%.

AECweb – Qual o principal desafio a ser enfrentado em sua gestão?
Senra – É essencial manter o SindusCon-SP ativo, o que exige receitas para gerar benefícios aos seus associados. Com a mudança na legislação que determinou o fim do imposto sindical obrigatório, a receita da entidade foi muito afetada. Um dos caminhos que já vem sendo implementado é conscientizar os filiados sobre a importância de se associarem. Nosso trabalho, hoje, é mostrar o quanto o SindusCon-SP pode ajudar o setor, com cursos, informação, legislação, tecnologia e a sinergia da entidade junto ao meio público. Queremos demonstrar toda essa atividade aos sócios para que a contribuição voluntária seja confortável.

AECweb – Já estão claras ou ainda se delineiam as políticas governamentais para o setor?
Senra – O forte da representação do SindusCon-SP – incluindo suas nove regionais no interior do Estado – são as empresas voltadas para a construção de edificações. Esse segmento está diretamente vinculado às legislações municipais e São Paulo é sempre um exemplo para os demais munícipios. Tivemos grandes mudanças na gestão do prefeito Fernando Haddad: em 2014, com o Plano Diretor, e em 2016, com a Lei do Uso e Ocupação do Solo. Mas, por razões econômicas, esses planos foram pouco testados, o que agora começa a acontecer. Temos, inclusive, feito reuniões para ajustes nessas legislações.

AECweb – E quanto às medidas já anunciadas ou consideradas pelo Governo Federal?
Senra – São todas positivas. Embora tenha sido aprovada e sancionada no final do governo Temer, a lei que regulamenta o distrato imobiliário foi muito bem recebida. Tratava-se de aspecto importante que incomodava muito o setor. Temos notícia de que o programa Minha Casa, Minha Vida – muito importante para São Paulo e todo o país – será mantido e incrementado. Estamos, também, esperançosos de que os projetos de infraestrutura que estão com suas obras paradas há tempos sejam retomados. Por outro lado, já constatamos que, há cerca de 15 dias, as empresas voltaram a contratar, fazer projetos e novos lançamentos. E não somente na área imobiliária, mas em centros logísticos, hospitais e todos os demais segmentos. Afinal, tudo depende da economia do país para voltarmos a crescer.

AECweb – É possível que a lei dos distratos assuste os consumidores?
Senra – Não, de jeito nenhum. Só vai assustar quem está mal-intencionado, ou seja, quem quer comprar para, depois, alavancar e vender. A lei dará maior segurança ao construtor e, também, ao comprador – este não vai sofrer por inadimplência de outros, em geral especuladores, como vimos nos últimos tempos.

AECweb – Preocupa o setor o anúncio feito pelo novo presidente da CAIXA de que a classe média pagará juros de mercado no financiamento habitacional?
Senra – O mercado se acomoda a uma realidade quando ela é justa. Creio que o anúncio se refere a não subsidiar juros para além dos projetos populares do Minha Casa, Minha Vida, de maneira que a CAIXA tenha sua compensação. Acredito que serão juros diferenciados entre os vários produtos da instituição – taxas que os bancos privados vão querer acompanhar, coerentes com a lei da oferta e procura. Afinal, os juros praticados pela CAIXA são uma referência para os bancos privados, que atuam pela prática da livre concorrência.

AECweb – Na sua opinião, portanto, o banco público deve atuar como parâmetro do financiamento imobiliário?
Senra – A Caixa Econômica Federal sempre foi um leme. Estou no setor da construção civil há mais de 50 anos. Em todas as ocasiões em que ela fechava o financiamento habitacional, independentemente de quem ia utilizar seus recursos, o mercado esfriava, pois entendia que a área imobiliária não estava bem. Portanto, a CAIXA tendo uma atuação forte e ativa, incentiva o mercado.

 

Colaboração técnica

Odair Senra Engenheiro civil pela Escola de Engenharia Mauá com MBA em Gestão Empresarial e Recursos Humanos pela FIA/FEA-USP, Odair Garcia Senra é vice-presidente de Imobiliário do SindusCon-SP e diretor da Brio Investimentos Imobiliários. Até setembro de 2018, foi presidente do Conselho de Administração da Gafisa, empresa onde ingressou como estagiário em 1970 e exerceu sucessivamente as funções de Engenheiro de Obra, Coordenador de Obras, Chefe do Departamento de Assistência Pós Entrega, Diretor de Construções, Diretor de Incorporações Imobiliárias e Diretor de Relações Institucionais. É diretor do Secovi-SP e membro da Comissão de Edificações e Uso do Solo e da Comissão Municipal de Planejamento Urbano da Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, entre outras atividades. Foi membro dos Conselhos de Administração da Alphaville Urbanismo, da São Carlos S.A. e do Instituto Mauá de Tecnologia, e da Câmara Técnica de Legislação Urbanística da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo. Em 2008, conquistou o Prêmio Top Imobiliário, na categoria de Executivo do Ano.

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