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Setor imobiliário reforça promoção para estimular vendas no 1º trimestre

O setor imobiliário intensifica as ações promocionais no final do primeiro trimestre e enxerga uma melhora da confiança do mercado

O setor imobiliário intensifica as ações promocionais no final do primeiro trimestre e enxerga uma melhora da confiança do mercado

Previsão de melhoria está relacionado as medidas da Caixa Econômica Federal anunciadas esta semana para melhorar a oferta de crédito na indústria. "A notícia da Caixa com certeza ajuda a ter uma liquidez. Na cadeia de vendas do setor imobiliário, quando tem alguém comprando um imóvel novo, tem alguém vendendo um usado", disse o copresidente da construtora Even, Dany Muszkat.

A Caixa apresentou na terça-feira (8) iniciativas para estimular o crédito imobiliário, ampliando o limite de financiamento para imóveis usados de 50% para 70% para trabalhadores do setor privado, e de 60% para 80% para funcionários públicos. O anúncio veio depois que o Conselho Curador do FGTS aprovou, no final de fevereiro, suplementação de R$ 21,7 bilhões para o orçamento de 2016 para reforçar operações de crédito imobiliário.

As novas medidas ganham reforço com promoções e feirões promovidos por construtoras e imobiliárias para incentivar as vendas.

No dia 20 de março, a Even realiza, em São Paulo, uma ação que vai oferecer até 50% de desconto em mais de 70 empreendimentos na capital paulista. O estoque pronto da companhia é de R$ 400 milhões, sendo 60% disso na cidade.

"O que a gente tem percebido ao longo de janeiro e fevereiro é que o comprador de imóvel voltou. Ele entendeu que os preços chegaram num patamar interessante em unidades de produtos bem localizado", disse Muszkat.

Da mesma forma, também na capital paulista e região metropolitana, a consultoria de imóveis Lopes, que tem metade do seu estoque de empreendimentos já prontos ou a serem entregues até julho, fará no sábado (12) feirão que vai ofertar 1.300 imóveis, com valor até 38% menor. São 800 unidades para pronta-entrega e 500 na planta, entre comerciais e residenciais, de studios a quatro dormitórios.

Até a construtora MRV, em que 90% dos empreendimentos são enquadrados no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, viu com otimismo as medidas da Caixa para tentar destravar o setor, disse Rodrigo Rezende, diretor de vendas da construtora e incorporadora.

Durante março, a MRV realiza feirões em diversas cidades do Brasil, ofertando 30 mil unidades. "Os descontos de imóveis populares podem chegar a R$ 15 mil, mais ou menos 10% do valor", disse Rezende.

Retrato do setor

No Brasil, o setor imobiliário encerrou 2015 com estoque de 109,4 mil imóveis residenciais, pouco abaixo das 110,6 mil de um ano antes, segundo dados da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Mobiliárias). Este patamar precisaria de 14 de meses de vendas para ser zerado.

Com crédito mais restrito e vendas em declínio, os lançamentos de imóveis no país despencaram desde 2015. O foco das principais construtoras e incorporadoras do país tem sido a redução de estoques, com ações promocionais e liquidações agressivas frequentes.

Segundo o executivo-chefe de operações do portal imobiliário VivaReal, Lucas Vargas, atualmente, os maiores descontos acontecem em imóveis específicos, encalhados em determinados empreendimentos, como é o caso de coberturas ou apartamentos térreos. Na visão de Vargas, ao longo de 2016, pode ser esperada uma oferta de mais unidades nestas promoções.

Porém, para o economista da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) Eduardo Zylberstajn, o aumento do crédito sem retomada da confiança do consumidor e melhora do desemprego não resolve todos os problemas do setor.

"É uma questão muito mais do lado da demanda do que da oferta. Esta [medidas da Caixa] não é a bala de prata que vai fazer o setor voltar a brilhar", disse. Além disso, segundo ele, mudanças muito bruscas nas regras do setor trazem muita insegurança.

A Caixa havia reduzido o percentual de financiamento de imóveis usados há menos de um ano, em meio a um aumento de rigor na concessão de empréstimos.

Fonte: APeMEC

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