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Vendas de materiais de construção começam a crescer

Entrevista com Cláudio Conz, presidente da Anamaco

Entrevista com Cláudio Conz, presidente da Anamaco

De acordo com a pesquisa tracking mensal da Anamaco, houve aumento no volume de vendas de 4% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016.

Redação AECweb / e-Construmarket

Depois de um 2016 complicado, as vendas de materiais de construção começam a dar sinais de recuperação nos primeiros meses deste ano. Em entrevista ao Portal AECweb, Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), apresenta os números do mercado e fala sobre as perspectivas futuras para o setor.

AECweb - Quais foram os principais números do setor de materiais de construção em 2016?
Cláudio Elias Conz - As vendas de material de construção no varejo, durante o segundo semestre do ano passado, foram 4% superiores ao mesmo período de 2015. O resultado, no entanto, não foi suficiente para reverter o desempenho do setor, já que os seis primeiros meses foram bastante complicados. Fechamos 2016 com queda de 6% sobre 2015, quando tivemos um faturamento de R$ 115 bilhões.

AECweb - Como tem sido a variação dos preços do setor?
Conz- No mês de março último, a parcela dos materiais teve variação de 0,06% no custo da construção, bem abaixo da taxa registrada em fevereiro (0,37%). Já a parcela de custos referentes à mão de obra apresentou alta de 0,9%, sendo que havia permanecido estável no mês anterior. Com isso, o primeiro trimestre do ano fechou com variação de preço dos materiais em 0,57%.

AECweb - Qual o desempenho do setor comerciante de materiais de construção nesses primeiros meses do ano?
Conz - De acordo com a pesquisa tracking mensal da Anamaco, houve aumento no volume de vendas de 4% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016. Também foi registrado crescimento de 12% em março, se comparado ao mesmo mês do ano anterior.

AECweb - Pelo volume de vendas, é possível determinar se a crise econômica vem afetando mais as grandes construções ou as pequenas reformas?
Conz - A crise afetou todos os tipos de obra, porque, para construir ou reformar, é necessário um mínimo de planejamento. Ninguém acorda de manhã com vontade de comprar um bidê ou de trocar o piso da cozinha. E fora a compra dos materiais, a pessoa tem que planejar a contratação da mão de obra, do engenheiro, do arquiteto, entre outros. As pequenas reformas acabaram adiadas até certo ponto, mas quando o consumidor tem uma infiltração na parede ou precisa realmente trocar o telhado, ele pode até adiar por alguns meses, mas precisa realizar a reforma, já que o custo será maior se o problema se alastrar.

AECweb - Qual tipo de produto teve maior queda de vendas com a crise econômica? E qual foi o material menos afetado?
Conz - Todos os produtos foram afetados pela crise, mas, principalmente, os materiais básicos que são usados em maior quantidade nas grandes construções. As vendas têm algumas sazonalidades, por exemplo, perto do Natal são comercializadas mais tintas e itens de acabamento porque as pessoas costumam deixar a casa pronta para as festas de fim de ano.

O setor já começou a esboçar uma reação nos primeiros meses de 2017 e tudo nos leva a crer que teremos um ano mais positivo.

AECweb - Como a Anamaco vem agindo para que produtos fora de norma técnica estejam cada vez menos presentes nas prateleiras dos home centers?
Conz - Participamos ativamente do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat) e desenvolvemos ações de orientação às lojas do setor com relação aos produtos fora de norma. Enviamos comunicados, alertas, discutimos isso em reuniões e assembleias. Vender produto fora de norma é lesar o consumidor, e nós atuamos fortemente no combate a esse tipo de ação.

AECweb - Como as redes varejistas estão lidando com a dificuldade do consumidor em adquirir crédito?
Conz - Estamos desenvolvendo ações em diversas esferas para facilitar o acesso ao crédito. Obras precisam ser planejadas e, se o consumidor não tiver acesso ao crédito, deixará as construções em segundo plano. Estamos atuando junto ao governo para ampliar as linhas de financiamento e o Cartão Reforma foi uma dessas iniciativas – trata-se de subsídio que o governo oferecerá a cerca de 170 mil famílias com renda bruta de até R$ 1,8 mil para aquisição de materiais de construção destinados à reforma, ampliação ou conclusão de obras.

AECweb - Qual o papel dos bancos na liberação de crédito para compra de materiais de construção?
Conz - Os bancos também estão trabalhando para oferecer juros menores aos clientes interessados em programas de financiamento para reforma e construção, além do saque das contas inativas do FGTS que também deve ajudar as famílias a transformar em realidade aquela reforma que estava apenas nos planos.

AECweb - Como está o lançamento de novos produtos no mercado?
Conz - Acabamos de realizar a Feicon Batimat em São Paulo, com o lançamento de mais de 2 mil novos produtos para o ano. A feira funciona como uma vitrine e antecipa aquilo que chegará às prateleiras ao longo do ano inteiro.

AECweb - Como foi a participação da Anamaco na Feicon Batimat?
Conz - Lançamos o aplicativo da EVA Digital, que tem como objetivo qualificar e educar o varejista através de seu celular, unindo rapidez, conhecimento e informações úteis. A plataforma conta com cursos básicos e avançados para lojistas, colaboradores e instaladores nas áreas de custos, gestão tributária, estoques, vendas, merchandising, orçamento e gestão de lojas. Mais informações estão disponíveis em www.evadigital.org.

AECweb - Quais as perspectivas para o futuro do setor?
Conz - O setor já começou a esboçar uma reação nos primeiros meses de 2017 e tudo nos leva a crer que teremos um ano mais positivo. A previsão é de crescimento entre 3 e 3,5% neste ano. Em abril, a superintendência da Caixa anunciou a redução dos juros cobrados pela Construcard, linha de crédito da instituição para compra de material de construção e reforma de imóveis. Além disso, esperamos que o Cartão Reforma influencie positivamente o mercado.

Colaboração técnica

Cláudio Elias Conz – Graduado em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Gestão Empresarial Avançada para o Segmento de Material de Construção pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Possui MBA Profissional em Varejo de Material de Construção pela FAAP. Também possui curso de Gestão Empresarial pela Sorbonne Université Paris I e é Conselheiro Certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). É presidente da Anamaco, do Sincomaco e do IBSTH. Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES), também integra o Conselho do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Conselho Curador do FGTS, representando a Confederação Nacional do Comércio. É integrante do Grupo de Acompanhamento da Crise, do Governo Federal, diretor da Fecomércio de São Paulo e presidente da OAF (Organização de Auxílio Fraterno).

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