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Estudo do solo e controle reduzem riscos de acidentes nas obras

Especialistas explicam a importância das analises e reforçam os cuidados que devem ser tomados antes de iniciar qualquer escavação

Redação PE / e-Construmarket

É só iniciar uma escavação profunda no terreno vizinho para logo aparecerem rachaduras nas paredes, afundamento de calçadas, e até situações mais graves, como quedas de muros e crateras nas ruas. De acordo com especialistas, isso só ocorre pois no Brasil não são feitas as investigações necessárias para saber exatamente as condições do solo, antes de iniciar uma escavação.

Clóvis Salioni Júnior, Presidente da ABEF: “Você tem dois cenários: o cenário do setor privado que é mais competitivo, e se encontram alguns problemas eventualmente é pelo excesso de competição, questões éticas, esses tipos de coisas. Já o setor público tem outros problemas. A nossa legislação permite que o gestor público contrate por licitação, ou seja, ele não escolhe, então ele está sujeito a quem atende as especificações da licitação e que não necessariamente são as empresas mais adequadas, mais capazes ou mais sérias.”

Um triste caso que pode exemplificar esta falta de cuidado é o que ocorreu na construção da linha 4 do metrô de São Paulo, em 2007. Uma gigantesca cratera se abriu no canteiro de obras da estação Pinheiros, matando 7 pessoas e causando inúmeros transtornos para toda região. Um laudo do instituto de pesquisas tecnológicas sobre o caso apontam que o acidente foi mesmo fruto de uma falha na análise de sondagens do terreno.

Jarbas Milititsky, Presidente do comitê técnico do SEFE 8: “Investigação do subsolo não é custo, é investimento. Quanto melhor se conhece o solo, quando melhor se conhece as condições da vizinhança, melhor é a solução adotada, e mais segura é a solução que está sendo utilizada.”

Essa problemática é um dos principais assuntos discutidos neste evento dedicado ao setor de geotecnia e fundações. Aqui além de reuniões com profissionais do mundo todo, estão sendo apresentadas tecnologias que podem contribuir muito para eliminar esses acidentes.

Samuel Marroni, Agrimensor: “Algumas das soluções comuns e até tradicionais, são conhecidas como por exemplo, as estacas raízes justapostas e soluções de execução de colunas, tipo jet grout. Essas propriamente ditas são interessantes para escavações, pois quando você tem um solo mais enfraquecido que precisa ser melhorada a capacidade de resistência dele, nós fazemos colunas com vários diâmetros, que variam de pequenos até grandes diâmetros, com injeções de calda de cimento que melhoram a capacidade de suporte do solo”


Os ensaios laboratoriais e de campo hoje têm muito a contribuir para a evolução do setor de fundações. Existem testes que são feitos antes de iniciar qualquer intervenção no terreno e outros que são feitos durante a execução para controlar o trabalho que está sendo feito.

Alysson Resende, Engenheiro Civil: “Você tem o teste de integridade que avalia se estaca não está com vazios de concretagem, bicheiras, brocas e tem o teste de carregamento dinâmico, que depois da estaca pronta você através de propagação de onda, descobre quanto ela vai resistir e tem o teste com célula de carga, onde nós introduzimos a célula no interior da estaca no momento da execução, daí a gente faz o ensaio da carga nessa célula para descobrir quanto que essa estaca vai resistir.”

Jarbas Milititsky, Presidente do comitê técnico do SEFE 8: “Fundamentalmente a instrumentação serve para detectar movimentos. O que causa o problema são os movimentos, principalmente os movimentos dos recalques diferenciais, então, qualquer grande escavação provoca alívio de tensão, esse alívio de tensão provoca deslocamentos. Quando a obra é bem projetada, bem executada e bem fiscalizada, esses deslocamentos são mínimos e os abalos que acabam sendo originados são abalos que não causam problemas maiores nas estruturas.”

Segundo o professor Jarbas, instrumentação de qualidade não é o problema o que ocorre é mesmo falta de investimento por parte dos executores.

Jarbas Milititsky, Presidente do comitê técnico do SEFE 8: “Com relação a acompanhamento de obras, instrumentação e controle nós dispomos de ferramentas modernas que permitem identificar qualquer tipo de deslocamento existente na própria obra ou nas obras vizinhas, o que muitas vezes os investidores ou os proprietários não conseguem entender é que é para sua própria segurança investir em investigação e investir em controle e acompanhamento. Isso não é um custo, isso é um investimento.”

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