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Acessibilidade em banheiros: conheça as exigências e soluções

Piso nivelado, área para manobras com cadeira de rodas, maçanetas de alavanca e torneiras ao alcance do usuário são alguns dos cuidados necessários ao projeto

Redação AECweb / e-Construmarket

Banheiros acessíveis

São várias as soluções empregadas em banheiros acessíveis e que mudam de acordo com a necessidade do cliente. “Deve ser um ambiente totalmente utilizável por um cadeirante, mas isso não significa ter aparência de banheiro de hospital. Ele pode ser bonito e ter ótimo astral, assim como um banheiro comum”, afirma a arquiteta Mari Oglouyan.

As maçanetas das portas devem ser de alavanca e as torneiras instaladas ao alcance do braço do usuário. (...) Já a bacia deve ter uma altura um pouco mais elevada do que a convencional
Mari Oglouyan

De forma generalizada, segundo ela, a primeira providência ao se projetar um banheiro acessível é fazer a porta com 80 cm de largura, no mínimo, mas, preferencialmente, com 90 cm, para a passagem da cadeira de rodas. “O piso deve ser nivelado, sem degraus. E para não ter invasão de água em ambientes contíguos, o indicado é deixar um desnível bisotado de 1 cm em 45º. A área desse ambiente exige espaço confortável para as manobras da cadeira de rodas”, diz a arquiteta, comentando que apenas uma parcela dos cadeirantes utiliza cadeira específica para se locomover até a bacia e o banho. “Essa cadeira de rodas é somente um apoio e deixa o máximo exposto para higienização e uso”, completa.

Banheiros acessíveisBARRAS DE APOIO

A especificação das barras de segurança – que devem ser colocadas ao lado da bacia, pia e boxe –, exige conhecimento do que há disponível no mercado. “As barras de apoio podem ser dobráveis ou não. A vantagem das dobráveis é que facilitam a manobra da cadeira de rodas, pois permitem que sejam levantadas ou abaixadas, de acordo com a necessidade. Infelizmente, as melhores soluções não são encontradas no Brasil. Entre as importadas, recomendo as barras que têm o papel higiênico e o botão de descarga na ponta da barra, evitando que a pessoa vire o corpo para essas operações. Há barras de metal, também importadas, que contêm um plástico ABS preto na parte superior, para evitar que o usuário sinta o toque frio do metal de que é feita”, diz Oglouyan.

A arquiteta comenta que no mercado nacional existem somente as barras de apoio feitas em PVC e as de metal. “De forma geral as barras comercializadas no mercado nacional deixam a desejar, tanto na estética quanto na função. Outros itens também são encontrados somente no mercado externo como a ducha manual com regulagem de altura e espelho inclinável”.

Banheiros acessíveis

ARMÁRIOS

Em banheiros convencionais, os armários estão normalmente sob as pias, mas nos acessíveis isto é proibido. A altura da pia deve ser de 0,80 m do piso, respeitando uma altura livre de 0,70 m para o usuário colocar os joelhos. “A exigência visa facilitar o acesso da pessoa em suas atividades de higiene pessoal”, afirma Oglouyan.

Banheiros acessíveisEla explica que o armário também deve estar em uma altura de fácil acesso ao cadeirante, não podendo ser nem muito alto, nem muito baixo. “Devem ter prateleiras com, no máximo, 1,20 m de altura para que os cadeirantes tenham acesso ao conteúdo. A instalação de armários no banheiro deve ser feita de forma comedida, para não restringir a área de circulação do banheiro. Mas é importante lembrar que, muitas vezes, pensamos somente na facilidade de transitar no ambiente, porém, existem outras necessidades específicas de cada usuário, como ter produtos e equipamentos médicos sempre à mão”, acrescenta.

O piso deve ser nivelado, sem degraus. E para não ter invasão de água em ambientes contíguos, o indicado é deixar um desnível bisotado de 1 cm em 45º. A área exige espaço confortável para as manobras da cadeira de rodas
Mari Oglouyan

Os pisos usados em banheiros acessíveis são os mesmos de qualquer banheiro, como porcelanato, mármore, granito e pastilhas de vidro e porcelana. “O importante no piso de um banheiro acessível é não ter desnível ou, no máximo, 1 cm e sempre chanfrado, permitindo que a cadeira passe tranquilamente, sem sobressaltos. As maçanetas das portas devem ser de alavanca e as torneiras instaladas ao alcance do braço do usuário.

No caso do uso de persianas nas janelas, o melhor é optar pelo manuseio com controle remoto. A lata de lixo com sensor também é um facilitador. Já a bacia deve ter uma altura um pouco mais elevada do que a convencional”, diz a arquiteta.

A arquiteta elenca algumas soluções bem simples para a área do chuveiro. “Uma é a cortina de plástico que, atualmente, apresenta várias opções no mercado. A outra é a instalação de um boxe contendo um acessório chamado ‘mão amiga’: ao abrir a primeira folha do boxe, o acessório recua automaticamente as demais, abrindo-o todo”, sugere. O boxe precisa ter um vão de, no mínimo, 80 cm, mas ela indica que chegue a 90 cm, para a passagem e área de manobra da cadeira de rodas”, afirma Oglouyan.

Ela indica também o uso de um chuveiro regulável. “Ele é formado por uma barra horizontal, que é o apoio da mão, e outra vertical onde a ducha manual sobe e desce, de acordo com a necessidade do usuário. Ele pode tirar o chuveiro e usá-lo como desviador ou colocar o chuveiro na barra na altura que desejar”. O comando de luz precisa ser acessível. “Os interruptores de luz são instalados a 1,15 m do piso, e a iluminação não deve ficar em cima da cuba da pia, e sim na lateral, para que não faça sombra. O mesmo vale para a área do boxe do chuveiro. O uso de tapetes é dispensável”, explica a arquiteta.

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Mari Oglouyan – Arquiteta graduada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Farias Brito e pós-graduada em Administração pela Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). Atua há 30 anos como arquiteta na área de projetos e construções, na gerência e administração de obras e coordenação de projetos, e ainda em arquitetura de interiores. Possui cursos diferenciados de extensão em arquitetura e informática: Planejamento Urbano (FAU-USP), Metodologia de projetos (FAU Farias Brito), Concreto Aparente (Sind. Arquitetos do Brasil), Ecologia Vegetal (FAU-USP), Administração de Projetos (Sind. Arquitetos do Brasil), Iluminação na Arquitetura (Sind. Arquitetos do Brasil) entre outros. Em arquitetura de interiores, participou das seguintes Mostras: Casa Cor de 2005 a 2009 e 2012, Brastemp Gourmet 2005, Boa Mesa 2007, Casa Hotel 2008, Grupo Lide Family Workshop 2009 e 2010, Casa Mineira 2009 e 2010, Segatto 2012, Elgin Gabriel 2013. É Diretora Técnica e Financeira da Empresa Oglouyan & Associados Projetos e Construções Ltda. desde 1983 e Coordenadora de Projetos e Administração das Obras.
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