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Iluminação de academias ajuda na prática dos exercícios

O projeto luminotécnico deve considerar a atividade realizada em cada ambiente: a luz pode ser intensa ou moderada, indireta, difusa, cênica...

Texto: Mariana de Viveiros

Iluminação - Academias

Não há dúvidas entre os especialistas da importância do projeto luminotécnico em academias. “A luz é essencial para a ambientação, pois como nem sempre as atividades físicas são feitas com prazer, ela pode oferecer a sensação de bem-estar e conforto”, diz a arquiteta e lighting designer Neide Senzi. Segundo ela, luzes acima do nível ideal ou que geram pontos de luz nos olhos das pessoas – principalmente quando estão fazendo exercícios deitadas com a barriga para cima (abdominais, por exemplo) – podem abalar o emocional do aluno. “O controle do ofuscamento é muito importante, porque a luz não pode ferir os olhos”, afirma Neide, que recomenda o uso de luminárias que ‘escondam’ a lâmpada e promovam iluminação indireta (voltada para o teto). O uso de difusores também é uma boa opção.

LUZ IDEAL X AMBIENTE

A luz de um vestiário é completamente diferente da luz de uma sala de spinning, que, por sua vez, não é a mesma da área de musculação

De acordo com Neide, o projeto luminotécnico varia de acordo com o ambiente da academia, pois deve acompanhar as tarefas que nele são realizadas. “A luz de um vestiário é completamente diferente da luz de uma sala de spinning, que, por sua vez, não é a mesma da área de musculação”, ilustra.

A luz está relacionada à liberação de energia, produtividade e empenho. Assim, algumas atividades como musculação e natação precisam de iluminação mais intensa, pois quanto mais claridade, maior a disposição para malhar. Para não errar, basta pensar: quanto mais escuro o ambiente, mais relaxado o aluno ficará; quanto mais claro, mais pique terá. “Isso é comprovado. fazemos uma analogia com a luz do Sol. O dia é propício às atividades físicas, enquanto a noite ao relaxamento”, explica a lighting designer. Veja a seguir, como iluminar algumas salas:

Salas de ioga e pilates: Essas atividades exigem concentração, portanto a iluminação deve ser controlada para promover a sensação de sossego e relaxamento. Neide recomenda a luz mais amarelada (morna). “Nessas salas, os alunos poderiam se exercitar com uma vela acesa, à meia-luz”, brinca. Iluminância ideal = 300 Lux.

Sala de spinning: A iluminação cênica é bastante utilizada. Nesse caso, a luz acompanha a música para dar um ar teatral à aula e incentivar o aluno a pedalar. “Pode-se instalar estrobos, globo de espelhos e refletores para transformar a sala numa boate; o aluno entra no ritmo da balada enquanto pedala”, compara o arquiteto Eduardo de Castro Mello. Neide explica que há vários sistemas para a troca de cor: ela pode ser programada ou manual (o professor altera com um controle remoto). “Hoje, é possível mudar a cor da sala até com o iPhone. Um aplicativo é ligado à informação da fonte de luz e a um aparelho de radiofrequência wi-fi que conecta todas as luzes da sala. Lá fora, já é usado há mais ou menos um ano, mas aqui no Brasil esse sistema ainda é novidade”, conta Neide. Iluminância ideal = acima de 500 Lux.

Salas de musculação, lutas, dança e exercícios aeróbicos: Musculação e atividades cardiovasculares são atividades que consomem muita energia (nos mexemos mais e, consequentemente, transpiramos mais), portanto, a iluminação deve ser mais intensa (luz branca). “A sala de musculação não pode ser escura para não dar sono e não gerar cansaço. Ela precisa parecer um ambiente de trabalho, um escritório”, recomenda Neide. Nas salas de dança também pode ser usada iluminação cênica.
Iluminância ideal = acima de 500 Lux.

Piscina: A área para prática de natação deve ser bem iluminada. Recomenda-se que as lâmpadas sejam colocadas fora da projeção do tanque de água para evitar acidentes caso caiam e também para facilitar a manutenção. “Imagina ter que colocar uma escada dentro da piscina para trocar a lâmpada?”, diz Mello. O arquiteto sugere ainda o uso de rebatedores (projetores que jogam a luz em refletores – que podem ficar sobre a piscina – para que reflita na água). Iluminância ideal = de 600 a 800 Lux.

LUZ NATURAL É SEMPRE BEM-VINDA

Pode-se instalar estrobos, globo de espelhos e refletores para transformar a sala numa boate; o aluno entra no ritmo da balada enquanto pedala

Nem sempre é fácil aproveitar a luz natural em academias por conta da disposição das salas. Por isso, Mello sugere o uso de tubos que tragam luz externa para ambientes internos. “Com eles é possível trazer uma luz difusa para uma sala que esteja afastada da fachada”, indica o arquiteto. E alerta para a questão do ofuscamento: “Não adianta nada quebrar uma parede e colocar uma janela, se o sol entrar direto. Iluminação não é sinônimo de raios solares”. Neide concorda: “A luz natural implica na entrada de calor ou alta intensidade de luz no ambiente. Não faz sentido aproveitar a luz natural, mas precisar instalar um sistema de ar-condicionado potente, que consome muito mais energia que a iluminação”, opina a arquiteta.

Neide defende a mistura de luz natural e artificial, principalmente na sala de musculação e na piscina. “Quando entrar luz natural, a artificial pode ser reduzida (ou até mesmo apagada) e vice-versa”, observa.

DE OLHO NA EFICIÊNCIA ENERGÉTICAHoje em dia, a maioria das academias abre logo cedo e só fecha depois da meia-noite. Algumas ficam abertas 24 horas. Para economizar energia, é importante dar prioridade a lâmpadas eficientes, que tenham baixo custo de manutenção. As lâmpadas fluorescentes, por exemplo, têm alta capacidade de iluminação. A tecnologia LED é outra opção. Mas Neide pondera que há vários sistemas de LED e que é preciso analisar cada um. “Não é todo LED que ilumina bem e dura bastante. Depende do fornecedor, da tecnologia envolvida, da luminária”, adverte. E acrescenta: “Além disso, o custo inicial do LED é bem mais alto que o das lâmpadas tradicionais”.

Colaboraram para esta matéria

Marcio Kamiyama
Eduardo de Castro Mello – Formou-se em arquitetura na Universidade de São Paulo (USP) e atua na área há 52 anos. É proprietário do escritório Castro Mello - arquitetura esportiva (www.castromello.com.br/), consultor em arquitetura esportiva e membro da IAKS-LAC, Associação Internacional para Instalações Esportivas com sede em Colônia (Alemanha).
Marcio Kamiyama
Neide Senzi – Arquiteta formada pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes) com especialização em iluminação pela Penn State University (USA). É professora titular da pós-graduação da Faculdade Castelo Branco – RJ e da UNICSUL- SP (curso “Iluminação”), do IPOG (curso “Master em Arquitetura”) e da Incursos (curso “Arquitetura Sustentável”); e fundadora da ASBAI (Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação). Seu escritório é associado à ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura).
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