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LED alia eficiência energética e economia

A tecnologia reduz o impacto ambiental com baixo consumo de energia e dura de 15 a 25 mil horas sem necessidade de manutenção

Texto: Gabriel Bonafé

Lâmpadas-LED

Gastar menos e gerar mais. Pode até parecer slogan publicitário, mas trata-se do conceito de eficiência que a tecnologia LED leva ao setor de iluminação. Em comparação com as tradicionais incandescentes, por exemplo, as lâmpadas de LED consomem 90% menos de energia. O dado, por consequência, também reduz o impacto ambiental e a conta no final do mês.

Segundo Isac Roizenblatt, diretor da Abilux (Associação Brasileira da Indústria da Iluminação), o LED já supera, em eficiência energética, os demais modelos de lâmpadas usuais do mercado — incluindo fluorescentes compactas, de vapor metálico e a vapor de sódio em alta pressão. “Hoje os LEDs não são uma alternativa, mas sim a solução como fonte de luz para obter eficiência energética”, assegura.

A sua vida útil pode variar de 15 a 25 mil horas, sendo a mais longa entre todas as tecnologias
Pedro Sega

A eficiência energética do LED contribui diretamente com o fator sustentabilidade, pois diminui o impacto ambiental. Fora isso, o LED também se destaca pela durabilidade. “A sua vida útil pode variar de 15 a 25 mil horas, sendo a mais longa entre todas as tecnologias”, afirma Pedro Sega, gerente de produtos do portfólio de lâmpadas Osram.


ENERGIA CONVERTIDA EM LUZ

O LED é um componente eletrônico que possui um díodo emissor de luz — significado da sigla LED, do inglês Light Emitting Diode — e prótons e elétrons que são conduzidos a esse díodo para que ocorra uma explosão em forma de luz. “Ou seja, todo o processo é voltado para gerar iluminação. Essa é a grande mágica ou segredo que liga o LED com a sustentabilidade”, revela Felipe Bogarim Borin, gerente nacional de vendas da Brilia.


Teremos uma nova paisagem luminosa nos ambientes
Isac Roizenblatt

Toda energia que uma lâmpada de LED utiliza é convertida em luz. O fato esclarece a eficácia energética dessa tecnologia. “Numa incandescente convencional de 50 Watts – aquilo que sai do facho de luz –, 5% é luz e 80% é calor. Já com o LED, todo o processo de trabalho é voltado para geração de luz”, compara Borin. “Também não emitem raio ultravioleta e nem infravermelho, fatores estes que reduzem o impacto ao meio ambiente”, completa Sega.


DESCARTE DO LED

Por ter alta durabilidade, a lâmpada de LED possui menor índice de descarte no meio ambiente — sem contar que todos os seus componentes podem ser reciclados. Ao final da vida útil, o produto deverá seguir a logística reversa prevista para eletroeletrônicos. “A lâmpada deve ser desmembrada e cada tipo de material ser destinado ao seu tipo de reciclagem específico”, explica Sega.

APLICAÇÃO E MANUTENÇÃO

As lâmpadas de LED — assim como módulos e luminárias com LED — podem ser utilizadas em praticamente todos os tipos de aplicações, em áreas internas ou externas. “Sua alta eficiência a torna especialmente interessante para locais que demandam grande gasto energético, como fábricas, shoppings centers e comércios em geral”, diz Sega.

Porém, como o IRC (Índice de Reprodução de Cores) do LED é menor do que de outras tecnologias — como da halógena —, ele torna-se menos recomendado para projetos que exijam alta reprodução de cor ou maior brilho. Além disso, o LED não suporta altas temperaturas. “Mesmo trabalhando com um corpo dissipador, ele limita-se a temperaturas de -20°C e 40°C”, conta Sega.

Não emitem raio ultravioleta e nem infravermelho, fatores estes que reduzem o impacto ao meio ambiente
Pedro Sega

Outro fator que pode ser desfavorável é o preço menos competitivo do LED — o custo de uma lâmpada varia entre R$ 40 e R$ 160. No entanto, essa questão torna-se relativa se o consumidor considerar a baixa necessidade de manutenção. Borin diz que, em casas e apartamentos com pé-direito duplo, por exemplo, a troca da lâmpada não é tão simples quanto subir numa escada — há casos onde é preciso colocar um andaime na sala da pessoa. “Com um produto que vai durar muito mais tempo (LED), a manutenção se torna muito simples”, esclarece. “Em shopping centers, também a exemplo, essas manutenções ocorrem após o fechamento do estabelecimento. Ou seja, a mão de obra é bem mais cara, as instalações são mais complexas e as exigências com os seguranças são maiores. Logo, quanto mais o produto durar, mais sustentável a manutenção fica e maior é a redução de custo”, finaliza Borin.

TABELA COMPARATIVA

Tecnologias de iluminação Incandescentes Halógenas Fluorescentes Fluorescentes compactas LED's
Eficiência (lm/W) 12-15 17-20 70-115 45-60 80-140
Vida (x1.000) 1 2-3 7-15 6-12 15-50
Preço (R$) 2-4 5-20 8-20 6-18 40-60
Dados: Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux).

VERSATILIDADE E PENETRAÇÃO NO MERCADO

Leds

O LED vem ampliando os modelos de luminárias do mercado. A flexibilidade da tecnologia do díodo emissor de luz viabiliza o desenvolvimento de produtos para iluminação em formatos inovadores e com dimensões reduzidas. As Fitas de LED, fonte de luz vendida em metro linear, servem como prova. “O LED permite que a gente tenha diversos modelos e formatos para atender diversos mercados e públicos”, observa Borin. “Teremos uma nova paisagem luminosa nos ambientes”, prevê Roizenblatt.

A Abilux estima que a aceitação da tecnologia LED no setor de iluminação deva crescer 30% ao ano. Segundo a entidade, as vantagens energéticas, estéticas e ambientais têm motivado a transformação do mercado. “Há previsões de que, por volta de 2020, 70% do faturamento mundial em iluminação seja de produtos com LED”, aponta Roizenblatt.

NORMAS EM DESENVOLVIMENTO

Testes realizados em 2011 pelo Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) constataram que as lâmpadas de LED disponíveis no mercado brasileiro não atendem aos pré-requisitos do programa americano de qualidade Energy Star. Cerca de 80% das amostras de lâmpadas tubulares de 600 mm apresentaram mais de 10% de depreciação do fluxo luminoso com 6 mil horas de ensaio.

Juliana Kawasaki, coordenadora da Comissão de Normas Técnicas de Aplicações Luminotécnicas e Medições Fotométricas do Cobei (Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telcomunicações), disse que as Normas estão sendo trabalhadas e que as Portarias específicas e compulsórias do INMETRO para produtos de iluminação com LED devem ser aprovadas ainda esse ano. “Será um grande passo para tirar do mercado os produtos de baixa qualidade”, garante Juliana.

Antes de comprar, Juliana aconselha exigir uma série de testes — mesmo que terciários — para eliminar produtos que não atendam desempenhos mínimos. Ela diz que é necessário considerar o histórico da empresa e não confiar somente na especificação técnica. “É o único método de averiguar a qualidade do produto”, afirma.

Colaboraram para esta matéria

Felipe Bogarim Borin – Gerente de Vendas Nacional da Brilia.
Isac Roizenblatt – Engenheiro elétrico formado pela Escola de Engenharia Mauá. Mestre em energia pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em iluminação pela Technological University of Eindhoven. Atualmente trabalha como consultor em iluminação e energia e exerce o cargo de diretor técnico na Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux).
Juliana Kawasaki – Arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Mestre em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP. Membro do Cobei, CB-03, onde atua como Coordenadora da Comissão de normas técnicas de Aplicações luminotécnicas e medições fotométricas. Membro da CIE, IESNA e ASBAI. Palestrante e professora de cursos de pós-graduação em iluminação. Diretora da ABESCO e da EXPER Soluções Luminotécnicas. Especializada em treinamentos, ensaios laboratoriais, projetos e consultorias em eficiência energética e iluminação.
Pedro Sega – Gerente de Produtos para o portfólio de lâmpadas incandescentes, halógenas e LEDs da OSRAM Brasil desde outubro de 2013. Anteriormente, atuou na área do Marketing em empresas do ramo de papel e celulose, limpeza e cosméticos.
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