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Como garantir isolamento acústico do drywall em projetos residenciais?

Espessura da parede, número de chapas de gesso e densidade de isolantes acústicos influenciam o desempenho acústico do drywall. Entenda

Texto: Juliana Nakamura

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A especificação da parede de drywall com fins acústicos deve ter como ponto de partida o entendimento das necessidades dos usuários para cada ambiente  (Foto: Zakhar Mar/ Shutterstock)

As habitações construídas no Brasil precisam atender a uma série de requisitos com relação ao conforto acústico. Entre as exigências, descritas na ABNT NBR 15.575 – Edificações Habitacionais – Desempenho, está a redução de pelo menos 45 dB para as paredes entre apartamentos. No caso das edificações construídas com drywall, as vedações podem ser dimensionadas para atender aos requisitos da norma nos níveis mínimo, intermediário e superior.

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COMO ESPECIFICAR PAREDES ACÚSTICAS?

O desempenho varia de acordo com a necessidade, em função da espessura da parede, do número de chapas de gesso e da densidade de isolantes acústicos
Carlos Roberto de Luca

A especificação da parede de drywall com fins acústicos deve ter como ponto de partida o entendimento das necessidades dos usuários para cada ambiente. Isso porque a exigência de uma parede que separa dois apartamentos é diferente da aplicada às paredes que separam cômodos internos.

"O desempenho varia de acordo com a necessidade, em função da espessura da parede, do número de chapas de gesso e da densidade de isolantes acústicos", explica Carlos Roberto de Luca, consultor técnico da Associação Drywall. Segundo ele, quanto maiores forem a espessura e o número de chapas, assim como o vão interno entre as chapas e a densidade do recheio utilizado, maior tende a ser a capacidade de o conjunto reter e atenuar barulhos.

Como referência, paredes compostas por chapas duplas de 12,5 mm oferecem isolamento equivalente ao de uma parede de blocos maciços com 90 mm de espessura, ou seja, cerca de 35 dB a 37 dB. Já paredes de drywall com duas chapas de cada lado e lã mineral no interior chegam a isolar de 64 dB a 66 dB.

MIOLO ISOLANTE

Além de definir a tipologia, a quantidade e a espessura das chapas de gesso, o projeto de paredes acústicas precisa dar atenção aos materiais isolantes. As alternativas mais usuais são as lãs minerais que, quando usadas nas mesmas espessuras e densidades, apresentam desempenhos similares.

O projeto também precisa definir a resistência mecânica e ao fogo dos componentes, a largura dos perfis estruturais, o espaçamento entre os montantes, e se a estrutura será executada com montantes simples ou duplos.

EXECUÇÃO CRÍTICA

O desempenho acústico deve ser analisado de modo amplo, já que uma série de detalhes, quando mal realizados, podem colocar em risco a capacidade da parede de isolar ruídos
Davi Akkerman

Assim como o dimensionamento correto, a qualidade da montagem do drywall é decisiva para garantir o desempenho do sistema. “O desempenho acústico deve ser analisado de modo amplo, já que uma série de detalhes, quando mal realizados, podem colocar em risco a capacidade da parede de isolar ruídos”, afirma Davi Akkerman, coordenador do Comitê Acústica nas Edificações da Associação Brasileira para Qualidade Acústica (Proacústica).

No caso das paredes, uma prática muito recomendada é a aplicação da banda acústica. Trata-se de uma fita de espuma autoadesiva que compensa pequenas imperfeições da superfície de contato da estrutura, impedindo a passagem do som. A banda acústica também minimiza o efeito das vibrações transmitidas pela estrutura para a vedação e vice e versa.

Índice de redução sonora ponderado (Rw) de componentes construtivos utilizados nas vedações entre ambientes

ELEMENTO

Rw (dB)

Nível de desempenho

Parede entre unidades habitacionais autônomas (parede de geminação), nas situações onde não haja dormitório

45 a 49

Mínimo

50 a 54

Intermediário

≥ 55

Superior

Parede entre unidades habitacionais autônomas (parede de geminação), no caso de, pelo menos, um dos ambientes ser dormitório

50 a 54

Mínimo

55 a 59

Intermediário

≥ 60

Superior

Parede cega de dormitórios entre uma unidade habitacional e áreas comuns de trânsito eventual, como corredores e escadaria dos pavimentos

45 a 49

Mínimo

50 a 54

Intermediário

≥ 55

Superior

Parede cega de salas e cozinhas entre uma unidade habitacional e áreas comuns de trânsito eventual, como corredores e escadaria dos pavimentos

35 a 39

Mínimo

40 a 44

Intermediário

≥ 45

Superior

Parede cega entre uma unidade habitacional e áreas comuns de permanência de pessoas, atividades de lazer e atividades esportivas, como home theater, salas de ginástica, salão de festas e de jogos, banheiros e vestiários coletivos, cozinhas e lavanderias coletivas

50 a 54

Mínimo

55 a 59

Intermediário

≥ 60

Superior

Conjunto de paredes e portas de unidades distintas separadas pelo hall

45 a 49

Mínimo

50 a 54

Intermediário

≥ 55

Superior

Fonte: ABNT NBR 15.575:2013

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Colaboração técnica

 
Carlos Roberto de Luca – Químico industrial com mestrado profissional em habitação pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT). É gerente técnico da Associação Brasileira do Drywall
 
Davi Akkerman – Engenheiro civil com mestrado em acústica de edifícios. É coordenador do Comitê Acústica nas Edificações da Associação Brasileira para Qualidade Acústica (Proacústica) e diretor da Harmonia Acústica
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