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Como impermeabilizar lajes de cobertura para evitar patologias?

Conheça as principais soluções – pré-fabricadas ou moldadas in loco – para dar estanqueidade às lajes de concreto armado expostas às chuvas e aos raios solares

Texto: Juliana Nakamura

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Impermeabilização de lajes é essencial para evitar diversas patologias na estrutura (Shutterstock / serato)

Diretamente expostas às intempéries, as lajes de cobertura de concreto armado precisam ser impermeabilizadas. Caso contrário ficam suscetíveis a patologias estruturais graves que podem reduzir a vida útil e a salubridade da edificação. Entre os problemas mais comuns decorrentes de falta de estanqueidade estão a infiltração de água, a corrosão das armaduras e o consequente dano à estrutura, o destacamento de revestimentos e o comprometimento das instalações elétricas.

“Além disso, impermeabilizar as lajes de cobertura é obrigatório para que se tenha um bom uso da edificação”, diz a engenheira Maria Amélia Adissy Silveira, consultora-técnica do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI). Ela lembra que, em muitas construções, como em indústrias, museus, shoppings, cinemas e centrais de processamento de dados, infiltrações podem gerar prejuízos altíssimos, perdas de equipamentos e interromper as atividades produtivas.

Impermeabilizar as lajes de cobertura é obrigatório para que se tenha um bom uso da edificação
Maria Amélia Adissy Silveira

COMO IMPERMEABILIZAR?

Para as lajes de cobertura, a regra é adotar uma impermeabilização capaz de acompanhar as movimentações da estrutura, decorrentes das variações de temperatura.

As soluções disponíveis pelo mercado podem ser pré-fabricadas ou moldadas in loco. No primeiro grupo estão as mantas asfálticas, muito usuais. Aplicadas por colagem com asfalto quente ou maçarico, elas são indicadas para lajes com dimensões superiores a 50 m2 e devem seguir as especificações da ABNT NBR 9952:2014 - Manta Asfáltica para Impermeabilização. A norma lista as principais características técnicas das mantas, classificando-as em categorias conforme os respectivos índices de tração, alongamento, flexibilidade e espessura.

Também podem ser utilizadas mantas pré-fabricadas de materiais sintéticos, como o PVC e o EDPM. Competitivos para cobrir grandes extensões, esses produtos auxiliam no conforto térmico das edificações quando utilizados na cor branca, que reflete os raios solares e ajuda a diminuir a temperatura no interior da edificação e no seu entorno. Embora mais caras, mantas sintéticas de alto desempenho podem ter uma expectativa de vida útil superior a 30 anos, com praticamente nenhuma intervenção de manutenção ao longo desse período.

IMPERMEABILIZANTES MOLDADOS IN LOCO

Entre as soluções moldadas in loco destacam-se as membranas acrílicas (indicadas para superfícies não transitáveis), as membranas de poliuretano (indicadas para aplicação em coberturas novas ou pré-existentes) e as membranas de solução asfáltica elastomérica (para pequenas lajes com ou sem trânsito).

Esses sistemas costumam ser aplicados sobre a laje como pintura (muitas vezes na cor branca) e em quantidade de demãos previamente prevista no projeto de impermeabilização. Tal característica torna essa solução especialmente adequada para lajes com muitos recortes e interferências construtivas. As membranas exigem um rígido controle da espessura e, consequentemente, da quantidade de produto aplicada por metro quadrado.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Na hora de optar por um ou outro sistema de impermeabilização, é importante considerar o uso que a laje terá. “Devemos perguntar se haverá trânsito de veículos, de pessoas, construção de jardins, playgrounds etc.”, afirma o engenheiro Marcos Storte, diretor técnico da A2S Engenharia e Perícia. O trânsito de pessoas e de veículos, por exemplo, exige soluções que suportem a abrasão e a movimentação na estrutura, como as membranas de poliuretano e asfálticas.

Devemos perguntar se haverá trânsito de veículos, de pessoas, construção de jardins, playgrounds etc.
Marcos Storte

Também é fundamental levar em conta a geometria da superfície, o grau de exposição a intempéries, o revestimento final sobre a laje, o cronograma de liberação da área, o tempo disponível para interdição da área, entre outros fatores.

Além de especificar a melhor solução para o caso em questão, o projeto deve ser rico em detalhes executivos para evitar que falhas na aplicação do produto gerem patologias futuras. O trabalho também deve seguir as diretrizes da ABNT NBR 9575:2010 – Impermeabilização – Seleção e Projeto.

Segundo Marcos Storte, há uma série de pontos críticos que merecem atenção redobrada durante a impermeabilização de lajes de cobertura. Ele destaca:
• Caimentos necessários aos ralos
• Desnível entre área externa e interna
• Cotas para regularização
• Proteção e revestimento final.

Independentemente do método de impermeabilização adotado, antes da aplicação do produto é preciso regularizar a superfície, garantindo o caimento de no mínimo 1% em direção aos ralos. A base também não pode apresentar falhas e deve estar limpa, isenta de pó, graxa, óleo e outras impurezas.

LAJE IMPERMEABILIZADA OU TELHADO?

A alternativa à laje plana impermeabilizada é a construção de telhado, que pode ser composto por soluções variadas, das mais simples às mais sofisticadas.

No quesito desempenho da construção, as duas soluções, quando bem executadas, são capazes de garantir estanqueidade e vida longa à edificação. A diferença está na arquitetura, que pode tirar partido de uma estética mais moderna ou mais tradicional, e ainda prever a utilização do espaço na laje pelos usuários.

Há diferenças, ainda, quanto ao tempo de construção e aos custos. De modo geral, o telhado demora mais e é mais caro para construir, mas essa é uma conta que depende muito da extensão da área, dos materiais utilizados e da mão de obra empregada.

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Colaboração técnica

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Marcos Storte – Engenheiro civil, mestre em construção civil e urbana, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Consultor e palestrante em cursos e treinamentos na área de impermeabilização, é diretor técnico da A2S Engenharia e Perícia
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Maria Amélia Adissy Silveira – Engenheira civil formada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). É consultora-técnica do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI)
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