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Divisórias são elemento-chave para compor ambientes corporativos

Prática e versátil, a solução contribui para organizar estações de trabalho e delimitar áreas com maior grau de privacidade

Por Graziela Silva

Divisórias para escritóriosExemplo de aplicação da divisória deslizante no projeto assinado por Paulo Camargo e Estúdio Guto Requena

Os projetos corporativos atuais têm as divisórias como grandes aliadas na composição de ambientes. Versátil, a solução contribui para organizar estações de trabalho, criar áreas com maior grau de privacidade e conferem ainda certo charme e identidade aos escritórios. “Podemos usá-las de forma fixa, delimitando espaços de recepção, salas de reunião e chefia, e também lançar mão de dispositivos deslizantes, configurando espaços flexíveis, que podem aumentar ou diminuir de tamanho conforme a necessidade do trabalho”, afirma o arquiteto Paulo de Camargo.

Para a arquiteta Estela Neto, além da versatilidade na composição de ambientes, as divisórias primam pela praticidade. “Elas não produzem lixo na montagem e é rápido fazê-la, o que facilita o uso da solução em ambientes de trabalho que já estão funcionando.”

TIPOS

O leque de opções oferecido pela indústria contribui para que as divisórias tenham espaço garantido nos escritórios. Mais simples, os modelos conhecidos como divisórias navais ainda são empregados, principalmente, pelo custo acessível e a praticidade de montagem. Mas a preferência dos profissionais é por sistemas com melhor desempenho acústico, mais opções de acabamentos e que simplifiquem as adaptações no layout. Assim, a atenção volta-se para os sistemas modulares industriais piso-teto, comercializados como solução construtiva completa, com porta, batente, ferragens, rodapé e outros acessórios.

“As divisórias atuais se diferenciam, primeiro, pela matéria-prima com que são fabricadas. Elas são estruturadas em alumínio – material leve e resistente, que permite que sejam remanejadas facilmente. Outro diferencial é diversidade de acabamentos: vidros inteiros – o que não era possível com as divisórias navais –, MDP em tons lisos ou amadeirados, acrílico, MDF de alto brilho imitando laca, e até revestimentos em tecidos, que contribuem, inclusive, para o conforto acústico”, compara Gustavo Duarte, gerente comercial da fabricante Tecnoflex, de Curitiba.

A leveza dos materiais também é observada por Paulo de Camargo. “Podemos encontrar peças com perfis metálicos muito finos e delicados, ou mesmo feitas em madeira composta, material mais leve, resistente e barato que o natural. As composições com vidro e drywall também conferem leveza e economia à obra”, comenta o profissional.

Divisórias para escritóriosDivisórias como acabamentos delimitam o ambiente de trabalho neste projeto da arquiteta Estela Neto

VIDRO

Entre os acabamentos, o vidro ganha destaque nos projetos corporativos por ser um material que possibilita delimitar e integrar os diferentes ambientes. "Com o uso de divisórias de vidro conseguimos dividir o espaço e, ao mesmo tempo, manter sua unidade visual", observa o arquiteto Paulo de Camargo. Atributos como transparência, amplitude e capacidade de atenuação de ruídos também somam pontos ao material.

Uma das tendências são os modelos com persianas embutidas em vidro duplo, aponta Estela Neto. "Costumo especificá-las para salas de gerência. Elas podem se isolar em momentos mais privativos ou se integrar à equipe”. Gustavo, da Tecnoflex, indica outras opções para manter a privacidade sem abrir mão da luminosidade: vidros pintados ou adesivados.

ESPECIFICAÇÃO

Diante da variedade de opções, o diretor da fabricante Design On, Oswaldo Ferreira, indica pautar a escolha técnica a partir verificação da conformidade do produto com as normas ABNT, principalmente em relação aos quesitos de segurança, acústica e qualidade (veja mais sobre a normatização das divisórias no quadro abaixo). O executivo recomenda que o projeto antecipe a compatibilização das divisórias com os sistemas de iluminação artificial e de ar-condicionado e siga a modulação do forro, que em geral varia de 1,20 a 1,25 m por módulo. A passagem da fiação elétrica e o cabeamento para as redes de telecomunicações deve ser prevista.

“As divisórias podem receber dutos embutidos, por onde passa a fiação para os equipamentos eletrônicos”, informa Estela Neto. A instalação, complementa o arquiteto Paulo de Camargo, é feita de forma simples e rápida, por meio dos montantes que estruturam os produtos. “Eles têm dupla função: estruturar os painéis e dar suporte ao cabeamento elétrico. Porém, isso é possível apenas nos modelos fixos de divisória.”

Outra qualidade desejada é o conforto acústico. Em média, os ruídos corporativos se situam na faixa entre 43 e 50 decibéis, informa Gustavo Duarte, da Tecnoflex. “São barulhos provocados pelo telefone, conversas entre as pessoas”, explica. A orientação é trabalhar com divisórias piso-teto com vidros duplos ou com painéis recheados com materiais acústicos, como lã de rocha ou lã de PET.

“Por questões de segurança a especificação de vidros em grandes superfícies deve atentar ao grande risco de acidentes, sendo o mais indicado o vidro laminado, cuja camada intermediária impede sua fragmentação em caso de ruptura”, alerta Oswaldo Ferreira.

É BOM SABER

Dois documentos tratam especificamente a solução. A NBR 13.964/2003 estabelece parâmetros técnicos para as divisórias do tipo painel, padronização proposta pela ABNT em função das dimensões do produto, a partir de 0,9 m de altura. Nesse grupo, o exemplo mais comum são as divisórias de escritório conhecidas como baias, para a separação de estações de trabalho. O material de fabricação do produto, diz o texto, deve ser autoextinguível, e os componentes metálicos resistentes à corrosão. No caso de utilização de vidros, devem ser empregados os de segurança.

Os requisitos também são válidos para as divisórias piso-teto, regulamentadas pela NBR 15.141/2004. Porém, como este é um sistema construtivo completo, as exigências são maiores. A norma traz definições sobre as tecnologias de montagem (divisória reutilizável, parcialmente reutilizável, de saque frontal, com passagem de fiação, com rodapé eletrificável, com coluna eletrificável) e diferentes classes de atenuação de ruídos.

Colaboraram para esta matéria

Estela Netto – Arquiteta formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), e em História da Cultura e da Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua no mercado de arquitetura e design com projetos residenciais e comerciais.
Gustavo Duarte – Com conhecimentos adquiridos nas faculdades de Publicidade e Propaganda e Marketing cursadas na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o profissional faz parte da equipe da Tecnoflex Curitiba há seis anos, tendo passado pela área de marketing. Atualmente está à frente do setor comercial da empresa.
Oswaldo Ferreira – Com experiência de mais de 30 anos na área comercial em empresas do segmento de mobiliário corporativo, o profissional comanda os negócios da Design On há 10 anos. Além de fabricar e fornecer divisórias do tipo piso-teto, a empresa presta serviço de assessoramento aos profissionais facilities e arquitetos.
Paulo de Camargo – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), onde também participou como pesquisador do grupo de pesquisa Nomads.usp. Desde o final da graduação trabalhou como designer de interiores, mobiliário e produto para vários escritórios, e desenvolveu concepções cenográficas junto ao Grupo XIX de Teatro. Em 2010, foi convidado a ingressar como arquiteto associado no Estúdio Guto Requena. Está atualmente no comando de seu próprio escritório, focado na produção de projetos residenciais, corporativos e cenográficos. Ministra palestras que abordam a implementação prática em seus projetos de conceitos como interatividade, brasilidade e memória.
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