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Estacas-prancha metálicas são usadas em contenções de obras subterrâneas

Confeccionadas em aço, elas podem ser usadas em obras de infraestrutura, na contenção de solos ou na proteção de encostas formando cortinas provisórias ou definitivas. Saiba mais

Texto: Juliana Nakamura

estacas-prancha
(foto: divulgação/VPA)

O uso de estacas-prancha metálicas em obras de contenção não é uma novidade. Trata-se, na verdade, de uma solução para a contenção vertical extremamente versátil, empregada desde o início do século passado. Mas, nos últimos anos, o aprimoramento dos equipamentos para cravação e a maior oferta de laminados a quente por parte das usinas siderúrgicas deram novo impulso ao uso dessa solução.

Hoje, as estacas-prancha são bastante usuais em obras de terminais portuários, na construção de barragens, trincheiras, diques, caixões ou ensecadeiras. Também são usuais em contenções para passagens de nível em vias e rodovias, bem como em valas de rede de água e esgoto. A solução pode ser aproveitada, ainda, na construção de estacionamentos subterrâneos e em subsolos de edifícios.

Em São Paulo, por exemplo, estacas-prancha metálicas foram utilizadas na construção da passagem de nível de acesso ao aeroporto de Congonhas para abreviar o tempo de obra e reduzir o impacto no fluxo viário. No caso, foram empregadas peças laminadas a quente com conectores Larssen instaladas com martelo vibratório.

Estacas-prancha – Produtos

VANTAGENS E CONTRAINDICAÇÕES

Compostas por perfis de aço cravados justapostos, as estacas-prancha têm como principais atrativos a execução rápida e o custo competitivo, especialmente em obras que exigem a contenção de grandes profundidades. Outro ponto a favor da técnica é dispensar o uso de lama bentonítica. Em contrapartida, a cravação pode provocar ruídos.

De modo geral, as estacas-prancha metálicas são aplicáveis em quase todo tipo de solo, desde os mais finos, como os argilosos, passando pelos siltes e arenosos. “No entanto, apresentam dificuldades de introdução em solos com SPT acima de doze golpes e não são aplicáveis em locais com presença de matacão ou interferências”, comenta o engenheiro Luiz Antônio Naresi Júnior, consultor de fundação pesada e geotecnia.

[As estacas-prancha] apresentam dificuldades de introdução em solos com SPT acima de doze golpes e não são aplicáveis em locais com presença de matacão ou interferências
Luiz Antônio Naresi Júnior

DIMENSIONAMENTO E ASPECTOS EXECUTIVOS

O dimensionamento das estacas-prancha depende fundamentalmente do resultado das sondagens geológico-geotécnicas prévias e de um projeto que leve em conta o tipo de solo e as possíveis sobrecargas. Como regra, quanto mais profunda for a escavação, maior será o comprimento das estacas-prancha para que se tenha uma compensação dos esforços ativos e passivos. Durante a elaboração do projeto, recomenda-se combinar o menor peso por metro quadrado com a maior largura do perfil possível para que haja maior produtividade na produção.

Quando a ficha (parte da estaca que fica cravada abaixo da cota de escavação) é insuficiente, uma série de metodologias podem ser utilizadas, como contraventamento e atirantamento, para aumentar a resistência da contenção.

As cortinas de contenção podem ser projetadas com diferentes tipos de perfis para adaptar-se a variadas geometrias. Os mais comuns são:

• AU: apresentam boa relação entre o módulo de elasticidade e peso/m².
• AZ: indicado para obras estruturais expostas a altas pressões e/ou executadas em solos de baixa resistência.
• Combinado HZ/AZ: recomendado para projetos que precisam atingir maiores profundidades de contenção.
• De alma reta: resulta em estacas planas. São usados para formar geometrias cilíndricas.

CRAVAÇÃO DE ESTACAS-PRANCHA

A determinação do método de cravação das estacas-prancha metálicas deve levar em conta aspectos como as características do solo, as restrições da obra e os prazos disponíveis. Há duas soluções mais usuais. A mais antiga, por impacto, com bate-estacas, é mais lenta e gera alto ruído.

Nos últimos anos, tornou-se mais popular a cravação por vibração, com martelos hidráulicos acoplados em escavadeiras hidráulicas ou suspensos por guindastes. Por ser mais eficiente e gerar menos ruído, esse método é especialmente indicado para obras em áreas urbanas. No caso de obras temporárias, a cravação por vibração permite que as estacas-prancha metálicas sejam reutilizadas mais vezes.

A cravação de estacas-prancha metálicas é uma técnica de amplo domínio. Mesmo assim, não pode prescindir de alguns cuidados. Um deles é a verificação constante da verticalidade da estaca. Outra recomendação diz respeito ao manuseio e ao estoque de peças, que precisam ser dispostas de modo a ser facilmente içadas e a evitar danos significativos às estacas, aos conectores e à pintura de proteção.

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Colaboração técnica

Luiz Antônio Naresi Júnior – Engenheiro civil, pós-graduado em engenharia geotécnica. É membro da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) e consultor de fundação pesada e geotecnia da Progeo Engenharia.
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