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Iluminação natural colabora para o desempenho e a economia das edificações

Para que seja aproveitada ao máximo deve ser analisado o clima da região, quantidade de luz, orientação solar e quantidade de horas de luz por dia

Redação AECweb / e-Construmarket

iluminação-natural

A importância de se projetar edificações capazes de melhor aproveitar a luz natural vai muito além da economia gerada pela redução no consumo de energia com iluminação artificial. Morar ou trabalhar em ambientes que recebem pouca ou nenhuma quantidade de luz solar pode ser prejudicial à saúde das pessoas, causando problemas como depressão. “Recentemente foram divulgados estudos comprovando que a utilização da iluminação natural traz benefícios ao bem-estar dos ocupantes, mas sua ausência pode proporcionar danos à saúde”, afirma o arquiteto Dimas Bertolotti, especialista em conforto ambiental e professor da universidade FIAM-FAAM, explicando que essas pesquisas tiveram início no norte europeu, onde os dias são curtos e as noites mais longas. “Foi identificado que habitantes desses países sofrem de um tipo de depressão chamada SAD - Seasonal Affective Disorder -, causada pela falta de luz natural”, disse.

Segundo o arquiteto, o corpo do ser humano é ‘programado’ para ser ativado pela iluminação natural. A luz estimula a região do cérebro responsável por avisar o restante do organismo que está no momento de acelerar as atividades vitais. Por outro lado, com a ausência de iluminação natural o corpo tende a funcionar como se estivesse no período de repouso, causando os sintomas de depressão. Para evitar esse tipo de problema e construir ambientes mais agradáveis, adotar soluções arquitetônicas que proporcionem melhor aproveitamento da iluminação natural é procedimento fundamental. “A iluminação natural colabora com a fluidez estética da arquitetura. As pessoas têm tendência a observar a forma ou tamanho da edificação e não prestam muita atenção na iluminação, mas os principais arquitetos usam a luz como elemento de projeto. Nas grandes obras, o papel da luz é essencial, porque realça os espaços. Os profissionais que utilizam esse recurso conseguem desenvolver construções interessantes e esteticamente agradáveis”, explica.

A iluminação natural colabora com a fluidez estética da arquitetura. As pessoas têm tendência a observar a forma ou tamanho da edificação e não prestam muita atenção na iluminação, mas os principais arquitetos usam a luz como elemento de projeto. Nas grandes obras, o papel da luz é essencial, porque realça os espaços. Os profissionais que utilizam esse recurso conseguem desenvolver construções interessantes e esteticamente agradáveis
Dimas Bertolotti

Para aproveitar ao máximo a iluminação natural devem ser realizados estudos logo no início do projeto de arquitetura, analisando questões como o clima da região, quantidade de luz, orientação solar, quantidade de horas de luz por dia, entre outros dados. “É possível e viável elaborar projetos baseados no melhor aproveitamento da iluminação natural. Em países tropicais, dependendo de sua latitude, há diferentes soluções que podem ser adotadas, como orientar as aberturas para o norte, possibilitando maior disponibilidade de luz durante o dia”, destaca Bertolotti.

O projeto da edificação pode ser desenvolvido com o uso de softwares que permitem a modelagem do edifício, além da avaliação de questões como a previsão de quantas horas de luz o ambiente receberá por dia, qual quantidade de calor vai entrar, qual o tamanho das aberturas, entre outros. “Alguns recursos que colaboram para o melhor aproveitamento da iluminação natural, como brises, podem aumentar o custo da obra e, por isso, alguns construtores e empreendedores evitam essas soluções. Porém, esse valor é muito pequeno em relação ao custo total da construção, estimado entre 1% e 2% dos gastos totais. Além disso, esse investimento é compensado no decorrer do tempo, principalmente com a economia de energia gerada durante toda a vida útil da edificação”, destaca o arquiteto.

ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO NATURAIS

Possibilitar a entrada de muita luz no ambiente pode causar desconforto térmico e, para evitar que esse problema ocorra, há soluções de projeto que devem ser adotadas. “O ideal é ter proteções, como brises ou varandas. Existe uma série de recursos que permite a entrada da luz e bloqueia a radiação solar direta, evitando o superaquecimento do interior da edificação”, complementa Bertolotti, lembrando que é preciso balancear as aberturas com o objetivo de melhorar a quantidade de luz e ao mesmo tempo a ventilação natural, diminuindo a necessidade do uso do ar-condicionado.

Alguns recursos que colaboram para o melhor aproveitamento da iluminação natural, como brises, podem aumentar o custo da obra e, por isso, alguns construtores e empreendedores evitam essas soluções. Porém, esse valor é muito pequeno em relação ao custo total da construção, estimado entre 1% e 2% dos gastos totais. Além disso, esse investimento é compensado no decorrer do tempo, principalmente com a economia de energia gerada durante toda a vida útil da edificação
Dimas Bertolotti

FACHADAS

“Para que as fachadas permitam, ao mesmo tempo, o máximo aproveitamento da iluminação natural aliado ao bom desempenho térmico, deve-se evitar o sombreamento excessivo do empreendimento por edifícios vizinhos. O próximo passo é a orientação da edificação, a fim de maximizar a exposição. Além disso, o ideal é aumentar tanto quanto possível o tamanho da fachada, eliminando peitoris e liberando o pé-direito, de modo a maximizar o recebimento da luz nos espaços interiores”, afirma o engenheiro José de Arimatéia Nonatto, gerente de Engenharia & Produtos da Belmetal.

Segundo Arimatéia, para o aproveitamento da luz solar, painéis com paginação de vidros com 2,5 m funcionam melhor. “No verão, a luz pode facilmente levar ao superaquecimento os edifícios com grandes fachadas de vidro. Isso resulta em maior consumo de energia para resfriar os ambientes. Por essa razão, usamos brises, pois o sombreamento é essencial para controlar o conforto térmico, além de perfis com isolamento térmico. Já os vidros devem ser duplos insulados com baixo fator solar”, destaca o engenheiro, indicando que as soluções de fachadas disponíveis no mercado, que proporcionam melhor aproveitamento da iluminação natural, são os sistemas modulares offset wall.

ILUMINAÇÃO ZENITAL

Outra forma de aproveitar a luz natural é a iluminação zenital, feita através das coberturas. “Um exemplo comum são os telhados dos galpões industriais, onde o shed é bastante utilizado. Essa solução nada mais é do que telhados inclinados e entre essas formações há aberturas fechadas com vidro, geralmente voltadas para o sul para bloquear a radiação solar direta e permitir somente a entrada da luz natural. Como os galpões industriais normalmente ocupam áreas grandes, com janelas só nas extremidades, o projeto deve prever alternativas eficientes para iluminar a região central e esse recurso na cobertura permite que o objetivo seja alcançado. Outras soluções para possibilitar a entrada de luz pela cobertura são o lanternim (outro tipo de contorno do telhado), os domos de acrílico ou vidro, as coberturas de vidro, entre outros”, detalha Bertolotti. “Os shopping centers são outros exemplos de edificações que normalmente optam pela iluminação zenital, através do uso de fachada conjugada com skylights”, complementa Arimatéia.

Colaboraram para esta matéria

Dimas Bertolotti – arquiteto graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), com especialização em Conforto Ambiental e Conservação de Energia. Tem mestrado em Tecnologia da Arquitetura pela mesma instituição. Nos últimos 20 anos atuou na coordenação de projetos de arquitetura e compatibilização de projetos complementares para obras civis. É professor de Projeto Arquitetônico no FIAM - FAAM Centro Universitário, que faz parte da Laureate International Universities.
José de Arimatéia Nonatto – engenheiro civil, gerente de Engenharia & Produtos da Belmetal Indústria e Comercial. Tem expertise em desenvolvimento de produtos, engenharia de fachadas (sistemas de caixilharia e fachadas), cortinas e execução de obras especiais, como aeroportos, hospitais, edifícios corporativos e offices.
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