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Linha 2 do metrô de Salvador ligará o aeroporto ao centro da cidade

Com estações padronizadas, metrô de superfície está sendo implantado no canteiro central da Avenida Paralela, um dos principais eixos de desenvolvimento urbano da capital baiana

Texto: Juliana Nakamura

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Estação CAB do Metrô de Salvador em fase final de construção (Divulgação/ CCR Metrô Bahia)

Antigo anseio da população soteropolitana, a linha 2 do metrô de Salvador (BA) está com 96% de suas obras concluídas e tem previsão para término até o final de 2017. O trecho é composto por 12 estações que ligam o Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães à Estação Acesso Norte, onde há uma interligação com a linha 1. Quando concluído, o projeto permitirá que o sistema metroviário da cidade atinja 41 km de extensão, incluindo um segundo ramo já projetado e que levará o metrô até o município de Lauro de Freitas. A expectativa é a de que, com a Linha 2 em pleno funcionamento, o fluxo de passageiros do sistema chegue a 500 mil passageiros/dia.

A nova linha passa por pontos importantes da capital baiana e foi criada para desafogar o trânsito na Avenida Paralela, uma via expressa implantada há mais de 30 anos e um dos grandes eixos viários do município. A obra é fruto de uma parceria público-privada (PPP) firmada pelo Governo do Estado da Bahia com a CCR Metrô Bahia no final de 2013.

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Estação Aeroporto do Metrô de Salvador em obras (Divulgação/ CCR Metrô Bahia)

METRÔ DE SUPERFÍCIE

A linha 2 do metrô de Salvador foi construída em sua maior parte no canteiro central da Avenida Paralela. O tráfego intenso em toda a via exigiu um planejamento criterioso de cada atividade, de forma a minimizar o impacto no entorno.

“Antes de iniciar cada fase da obra, possíveis interferências foram mapeadas junto às concessionárias ou empresas responsáveis pelos serviços públicos”, conta o engenheiro Juvêncio Pires Terra, diretor de Implantação de Obras Civis da CCR Metrô Bahia.

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Visão das catracas da estação Pernambués sob as abóbodas metálicas (Divulgação/ CCR Metrô Bahia)

ESTAÇÕES PADRONIZADAS

Para a construção das estações, a estratégia foi racionalizar tempo e custos a partir de um projeto padronizado, baseado em sistemas construtivos industrializados. A opção construtiva foi pelo conceito de estações típicas, que têm corpo similar, mas pequenas diferenças de posicionamento de plataformas e áreas técnicas. “As estações se repetem de Pernambués ao Aeroporto, trecho que inclui toda a extensão do canteiro central da Avenida Paralela”, conta Juvêncio Terra. Segundo o engenheiro, a solução foi possível porque a avenida apresenta um canteiro central com dimensões razoavelmente regulares. As estações típicas do Metrô de Salvador receberam menção honrosa no 9º Prêmio AsBEA de Arquitetura, promovido pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura.

Antes de iniciar cada fase da obra, possíveis interferências foram mapeadas junto às concessionárias ou empresas responsáveis pelos serviços públicos
Juvêncio Pires Terra

Projetadas pelo escritório JBMC, as nove estações – cada uma com aproximadamente 3.500 m² construídos – se caracterizam por abóbodas metálicas que ficam alinhadas e sobrepostas, criando uma oportunidade para o aproveitamento de ventilação e iluminação naturais. Distribuídas em dois pavimentos principais (plataforma e mezanino), além de um pavimento técnico, as estações foram construídas com estruturas pré-fabricadas e telhas metálicas autoportantes. Os acessos e circulações verticais se dão por rampas, passarelas e escadas rolantes.

De acordo com cálculos da concessionária CCR Metrô Bahia, a construção de uma estação de metrô nos padrões utilizados na Linha 2 demora, em média, seis meses. Mas esse prazo foi ainda menor em algumas estações, como a Pernambués, que foi concluída em apenas quatro meses.

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A estação Detran não segue o projeto-padrão do Metrô de Salvador (Divulgação/ CCR Metrô Bahia)

FORA DO PADRÃO

Por ocuparem terrenos com mais limitações, as três primeiras estações da Linha 2 – Acesso Norte, Detran e Rodoviária – não seguiram o projeto-padrão. “Essas estações estão em áreas com passagem de veículos muito próximas, exigindo maior ousadia estrutural e arquitetônica”, explica o diretor da CCR Metrô Bahia.

As estações se repetem de Pernambués ao Aeroporto, trecho que inclui toda a extensão do canteiro central da Avenida Paralela
Juvêncio Pires Terra

Com 7 mil m², a estação Acesso Norte é de superfície e foi construída aproveitando a estrutura existente do Terminal Integração Acesso Norte, que foi reformada. Já a estação Detran, com 9.450 m², é elevada e passa junto ao rio Camurujipe. Por fim, a estação Rodoviária, com 7.700 m², foi implantada toda em balanço sobre o rio.

As três estações têm fachadas revestidas com brises metálicos. A paleta de cores escolhida para esses elementos faz referência a tesouros da cidade, como o céu azul, o mar verde azulado e as frutas e pratos típicos, em tons entre vermelho e amarelo.

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Mapa com as estações das linhas 1 e 2 do Metrô de Salvador (Divulgação/ CCR Metrô Bahia)

FUNDAÇÕES VARIADAS

Ao longo da região por onde passa a Linha 2 do metrô de Salvador foram encontrados perfis geotécnicos muito distintos, com predominância de silte associado a composições arenosas e argilosas. Isso exigiu o uso de técnicas de fundações variadas.

Para as estações e terminais de ônibus, foram utilizados estacas (hélice, raiz, metálica), fundações diretas e reforço de solo pela técnica deep soil mix (com estacas de solo cimento). Já a construção da via alternou trechos em laje estaqueada e trechos construídos em aterros reforçados com geossintéticos ou mecanicamente estabilizados.

As contenções principais envolveram técnicas de solo grampeado ou atirantado, algumas delas permitindo escavações em método invertido para rápida liberação de viadutos para tráfego. Também foram empregados muros de flexão pré-moldados e moldados in loco, conforme conveniência.

Leia também: Climatização do metrô demanda projeto complexo

Colaboração técnica

 
Juvêncio Pires Terra – Engenheiro civil, diretor de Implantação de Obras Civis da CCR Metrô Bahia
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