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O vidro certo para cada projeto

A escolha acertada permite que a obra alcance o desempenho desejado de segurança, design, luminosidade, isolamento térmico e acústico.

A escolha acertada permite que a obra alcance o desempenho desejado de segurança, design, luminosidade, isolamento térmico e acústico.

Redação AECweb

O vidro certo para cada projeto


Projetos mais sofisticados que envolvem amplos vãos ou fachadas cortinas, além de variados níveis de eficiência acústica e térmica, pedem profundos conhecimentos sobre a performance dos vidros a serem utilizados.

Para Claudia Mitne, arquiteta especializada e atuando em empresas do setor há mais de 15 anos, o especificador busca o suporte de consultores ou dos profissionais das indústrias beneficiadoras “quando o projeto do envidraçamento coloca novos desafios, inovações e aplicações, como cores diferentes, necessidades de desenvolvimento e de customização”. O risco da escolha errada, segundo ela, é a obra não obter o resultado ou desempenho desejado de segurança, design, isolamento térmico, luminoso ou acústico.


Neste momento em que se tornam cada vez mais presentes as exigências quanto ao isolamento acústico das fachadas, a escolha deverá considerar diversos aspectos. “Vai depender do tipo de atenuação desejada, porque a freqüência é uma variável muito importante que define qual o tipo de vidro será a melhor barreira. Às vezes, é resolvida somente com a espessura do vidro, em outros casos necessita-se de vidro + PVB (polivinilbutiral). E chegamos ao máximo com vidros duplos insulados compostos com vidros laminados, produzindo uma barreira diferenciada”, ensina a arquiteta. O duplo insulado é, ainda, “um excelente produto quando necessitamos de alta transmissão luminosa, baixa entrada de calor, com baixa reflexão”. Quando utilizado vidro revestido (metalizado) no duplo, a cor é mais neutra, privilegiando a estética.


Para o desempenho térmico, que Claudia Mitne define como controle da entrada de luz e calor, há uma gama muito grande de produtos que resultam em boas soluções. “Devemos sempre acrescentar o item do design desejado, incluindo a aparência – cor, aspecto de brilho e reflexão -, para obter o melhor produto. Este desempenho depende do tipo de uso do edifício, não há melhor ou pior desempenho, mas o mais adequado”, diz ela.

O vidro certo para cada projeto

Os vidros antivandalismo e os blindados ganham espaço quando a exigência é a proteção patrimonial em vitrines e guaritas de edifícios e residências. “O Exército brasileiro controla todas as etapas dos produtos blindados, desde o desenvolvimento, fabricação, transporte e instalação. Tanto a empresa como o produto devem ser homologados e certificados”, explica.


Claudia Mitne comenta que a utilização de vidro tem crescido no mercado brasileiro, a área envidraçada das fachadas tem aumentado e o vidro está mais acessível. “Estamos disponibilizando os mesmos vidros, no Brasil, quase que simultaneamente aos lançamentos do mercado internacional”, destaca, alertando que “temos ainda a desenvolver tecnologias de painéis solares (fotovoltaicos), tendência mundial para geração de energia limpa”. Nesta entrevista ao AECweb, a arquiteta apresenta, em linhas gerais, as principais características e usos dos vidros para arquitetura disponíveis no mercado nacional.


Laminados
Segurança, conforto, proteção e controle acústico são alguns dos benefícios dos vidros laminados. O aspecto da segurança provavelmente é o mais conhecido de todos por sua característica de, em caso de quebra, se romper em fragmentos que ficam colados ao PVB (polivinilburial) intercalado entre as lâminas. Isto reduz o risco de lesões corporais e danos materiais. E o vão da janela se mantém fechado. Razão mais do que suficiente para seu uso em cobertura, piso, guarda-corpos e fachadas.

A poluição sonora típica das grandes cidades pode ser evitada nos ambientes com a instalação de janelas dotadas de vidros laminados. Quanto maior a espessura do conjunto e a quantidade de chapas de vidros intercaladas por PVB de diferentes espessuras, melhor o resultado. Opção interessante é combinar o vidro laminado com o duplo insulado que, assim, cumprirá a função de isolante térmico nas coberturas, fachadas e esquadrias.

Temperados
Antes da laminação com três ou quatro camadas de PVB, o vidro pode ser temperado, o que vai assegurar elevada resistência à peça, além de conforto acústico e excelente proteção contra os raios UV. Neste caso, o uso ideal fica com as fachadas autoportantes, térreos de edifícios comerciais, shopping centers, lojas e restaurantes.  É bom lembrar que os vidros termoendurecidos são duas vezes mais resistentes que os vidros comuns da mesma espessura, tipo e tamanho. E vidros temperados são cinco vezes mais resistentes que os vidros comuns e duas vezes e meia mais resistentes que vidros termoendurecidos com a mesma espessura, tipo e tamanho.


Blindado
Cada vez mais exigido nas edificações, o vidro blindado é o laminado mais espesso. Sua fabricação envolve múltiplas lâminas de vidro intercaladas com camadas de PVB ou policarbonato, o que aumenta sua resistência e o torna ideal para aplicação em fachadas e guaritas.


Refletivos e Low-e
A obtenção de maior eficiência energética para o edifício passa, necessariamente, pelo uso da luz natural. Nesse caso, é recomendável lançar mão de vidros de controle solar. Os mais utilizados são os refletivos e o low-e, que permitem a entrada da iluminação natural, sem comprometer o conforto térmico dos ambientes.

O vidro refletivo reduz os ganhos indesejáveis de calor através de sua alta capacidade de reflexão e absorção da luz solar.  Essa tecnologia traz conforto térmico ao ambiente, com uma transmissão luminosa menos intensa. O revestimento low-e reflete a radiação infravermelha de ondas longas, reduzindo os ganhos ou perdas de calor do edifício. Isso significa que os ambientes terão um equilíbrio perfeito entre a transmissão da luz natural e a transferência de calor, com grande economia de energia.


Serigrafados
Houve um tempo em que a arquitetura só empregava o vidro serigrafado como elemento decorativo. Hoje, tem indicações também técnicas, como sua instalação no vão em frente à viga e a alvenaria das fachadas. Para que responda bem à questão do conforto, deve-se escolher o tipo de vidro em que a serigrafia será aplicada de acordo com os níveis de controle solar e transmissão luminosa especificados. O envidraçamento com o serigrafado exige que os vidros do vão cego (spandrel) se harmonizem com os vidros das áreas de visão do edifício.


O vidro certo para cada projeto

Mas isso às vezes não é simples de conseguir quando o vidro tem alta transmissão luminosa e baixa reflexão externa — isto é, quando o vidro é mais transparente. Para esses casos, os vidros de baixa transmissão luminosa combinados com os de alta reflexão oferecem o menor contraste entre o vão cego e a área de visão, independente das condições de variação de luz.


Para-chamas
Esse vidro possui a classificação E (Integridade), conferida internacionalmente ao vidro que impede a passagem de chamas e gases tóxicos. Resistente e durável, o para-chamas reproduz as cores de modo fiel, tem alta transmissão luminosa e atende aos requisitos dos vidros de segurança, apresentando um padrão de quebra em fragmentos muito pequenos. A tecnologia aplicada a esse produto permite que ele se mantenha transparente em caso de incêndio, facilitando a retirada das pessoas em segurança. É indicado para aplicação em fachadas, divisórias, portas, janelas e coberturas.


Corta-fogo

O vidro corta-fogo é um multilaminado altamente resistente, fabricado com tecnologia capaz de isolar o calor, além de impedir a passagem de chamas e gases tóxicos. O produto atende às exigências do Corpo de Bombeiros e possui a classificação internacional EI (Integridade e Isolamento), com especificação para uso em fachadas, divisórias, portas, janelas e cobertura.


Autolimpante

O vidro possui tecnologia capaz de aproveitar a energia dos raios UV e a força da água da chuva para dispersar, com eficiência, a sujeira que se acumula sobre a superfície externa do vidro. O produto diminui os custos com limpeza e manutenção e pode ser processado em vidro laminado, temperado, duplo insulado, de controle solar e serigrafado, de acordo com a necessidade de aplicação. Como as propriedades autolimpantes do produto são ativadas pela luz solar, seu uso é amplamente indicado para fachadas e coberturas. Sua aplicação principal são as coberturas.


Extra Clear (Low Iron)

Esse é um vidro versátil e moderno, para aplicações que exigem a máxima transparência. O extra clear pode passar por processos de laminação, têmpera ou serigrafia, ou entrar na composição do vidro duplo insulado. Indicado especialmente para serigrafia e aplicações em que os vidros ficam com as bordas aparentes, pois a transparência assegura a fidelidade do tom da tinta aplicada.

Redação AECweb


O vidro certo para cada projeto CLAUDIA MITNE é graduada em Arquitetura pela Universidade de Mogi das Cruzes, com MBA em Administração de Marketing pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Experiência de 20 anos no setor de construção civil e 15 anos no mercado de vidros para arquitetura . É gerente de Marketing e Produtos da GlassecViracon.
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