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Painéis metálicos são versáteis e funcionais para fechamento de fachadas

Disponíveis em diversas formas e acabamentos, os elementos proporcionam conforto termoacústico, estética e sustentabilidade ao projeto

Texto: Gabriel Bonafé

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Projetado pelo escritório Edo Rocha Arquiteturas, o edifício comercial WT Nações Unidas possui uma facha que mescla vidro laminado, aço inox ACM e painéis de madeira (Foto: Carlos Gueller).

O uso de painéis metálicos em fachadas vai de encontro com a liberdade arquitetônica. Versáteis, podem ser aplicados em formatos plano, curvo, corrugado e perfurado, permitindo a criação de diversos traços e utilização em diversos projetos.

A solução agrega funcionalidade, conforto e estética às edificações. E conta, ainda, com estruturas e sistemas de fixação que facilitam sua instalação.

DIVERSAS OPÇÕES

Os painéis metálicos são fornecidos em diferentes matérias-primas e acabamentos. “Os mais usuais ou difundidos são o aço, o titânio, o alumínio, o zinco e o cobre”, enumera Lorí Crízel, arquiteto e urbanista; mestre em conforto ambiental.

De acordo com Eneida Jardim, gerente de marketing da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e membro da Comissão Executiva do CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço), os tipos mais utilizados pela indústria são:

- Painéis em aço pré-pintado
- Painéis em aço revestido com efeito decorativo
- Painéis isotérmicos ou sanduíches (compostos por duas chapas de aço galvanizado com um núcleo de material termoacústico)
- Painéis em aço patinável ou cortén
- Painéis em aço inox
- Painéis em ACM (Alumínio Composto)
- Painéis em alumínio sólido

COMO ESPECIFICAR

De acordo com Crízel, é a intenção do projeto que deve nortear as decisões para especificação dos painéis. “Cada projeto requer uma maleabilidade, uma configuração geométrica e uma vinculação ao uso e manutenção. Esses itens regem a escolha, além, claro, do acabamento estético que o autor do projeto visualiza como efetivo em relação à obra finalizada”, esclarece o arquiteto.

Para Dennis Squilante, gerente nacional de vendas da Hunter Douglas, é necessário alinhar três aspectos para escolher o painel metálico ideal. São eles:

- Estética: personalidade empregada ao projeto
- Funcionalidade: benefício desejado, como proteção solar, sombreamento etc.
- Valor disponível para investimento

Cada projeto requer uma maleabilidade, uma configuração geométrica e uma vinculação ao uso e manutenção. Esses itens regem a escolha, além, claro, do acabamento estético que o autor do projeto visualiza como efetivo em relação à obra finalizada
Lorí Crízel

Dessa forma, o acabamento e a composição do painel devem ser escolhidos em função da funcionalidade e estética que o projeto demanda. “O aço patinável, por exemplo, pode desenvolver, dependendo das condições climáticas do ambiente, uma película de óxidos chamada de pátina, que protege o aço contra corrosão e ação do tempo”, cita Eneida.

O material mais versátil é o aço inox, que permite diversas concepções de fachadas, como superfícies lixadas, espelhadas e coloridas. Ele é capaz de manter sua aparência original por bastante tempo e pode ser aplicado em superfícies planas e não planas.

Além das características de desempenho técnico dos painéis, é necessário considerar outros fatores na especificação, como sustentabilidade, instalação, manutenção e peso — este último, tanto para o transporte quanto para a sobrecarga na estrutura do projeto. “A hierarquia dos fatores depende da finalidade da proposta”, observa Mario Santos, diretor comercial da Refax.

Segundo Eneida, prever a maneira como serão feitas a manutenção e limpeza dos painéis já na especificação é a forma ideal de evitar futuros problemas. “Muitas vezes se aplica o elemento na obra e, depois da edificação em uso, não se consegue acessar esse material. O que se transforma em um problema”, alerta.

É BOM SABER

Como a especificação é feita em detrimento do projeto, a produção desses elementos acaba, muitas vezes, sendo feita em medidas especiais, o que pode elevar o orçamento do projeto. “Painéis metálicos sob medida possuem custo mais elevado que os painéis industrializados, pois não atendem uma escala de produção”, explica Santos.

Outra questão a ser considerada é a espessura do painel, que aumenta conforme o tamanho dele. Dessa forma, elementos com dimensões extensas geram cargas maiores ao projeto. “Mesmo assim, nunca será mais pesada que uma fachada de granito ou cerâmica”, assegura Eneida.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Agregando cores e formas às fachadas, os painéis metálicos promovem visual atraente aos projetos. “A estética de uma concepção arquitetônica é beneficiada por estes materiais, visto que os mesmos assumem composições extremamente flexíveis em termos de aplicabilidade e acabamentos”, informa Crízel.

Além da versatilidade, os painéis metálicos também podem substituir a alvenaria tradicional, permitindo combinações com outros tipos de materiais, como soluções isolantes que proporcionam conforto termoacústico à edificação. “Quando utilizados para controle solar, os painéis promovem economia de energia e otimizam a incidência de luz e calor, contribuindo para redução de ruídos”, revela Squilante.

“Essas chapas podem também ser aplicadas em brises, ajudando a manter o conforto térmico e eliminando a entrada direta de luz solar na edificação”, acrescenta Eneida.

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INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO

O processo de instalação dos painéis metálicos requer mão de obra especializada, pois os métodos diferem entre os modelos e o serviço exige cuidados previstos em normas. Além disso, a aplicação do elemento deve obedecer ao projeto de instalação da fachada e usar acessórios e ferragens de qualidade — inclusive, em aço inox para regiões litorâneas. “Na maioria dos casos, o processo de instalação, por ser realizado predominantemente por materiais pré-dimensionados, torna-se ágil”, diz Crízel.

A lavagem periódica das fachadas com painéis metálicos pode ser feita com água e sabão neutro. “No caso do aço cortén, deve-se assegurar que as condições para a formação da camada de pátina sejam conservadas, isto é, que ele seja umedecido e seco. Já nos painéis de aço pré-pintado, a limpeza deve ser feita apenas com água, sem nenhum produto agressivo ou abrasivo”, orienta Eneida.

“Em caso de painéis fixados sobre estruturas auxiliares, é interessante que seja feita a vistoria periódica das mesmas”, adverte Santos. “A manutenção é indicada pelo próprio fabricante e possuirá variáveis que estarão vinculadas ao local da aplicação, tipo de material escolhido, condições de uso que o mesmo está submetido, e demais fatores que condicionarão o modo como o mesmo deve ser monitorado”, esclarece Crízel.

Pelo fato de serem pré-fabricados, (os painéis metálicos) evitam o desperdício na obra e podem ser transportados quase prontos
Eneida Jardim

A correta fixação dos elementos e a forma como o material será aplicado devem ser considerados na especificação para que as propriedades do aço não sejam perdidas ao longo do tempo. “Deve-se levar em consideração a corrosão, pelo contato de diferentes materiais e pela má aplicação do aço, como, por exemplo, a retenção de água”, finaliza Eneida.

SUSTENTABILIDADE

Além de reduzir o consumo de energia — quando combinado a soluções isotérmicas —, os painéis metálicos também proporcionam outras vantagens técnicas que favorecem a sustentabilidade. “Pelo fato de serem pré-fabricados, evitam o desperdício na obra e podem ser transportados quase prontos”, pontua Eneida.

Os painéis metálicos também podem ser reutilizados e assumir novas funções no projeto. “Nesse sentido, os materiais oferecem uma dinâmica muito interessante, pois mesmo que sua composição não seja favorável a uma dada técnica de reciclagem, seu reemprego em outros cenários e formatações compositivas pode ser facilmente realizado”, atesta Crízel.

Colaboraram para esta matéria

 
Dennis Squilante – gerente nacional de vendas da Hunter Douglas do Brasil.
Eneida Jardim – gerente de marketing da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e membro da Comissão Executiva do CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço). É formada em arquitetura e urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Pós-graduada em marketing pela Universidade Paulista (UNIP). MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).
Lorí Crízel – arquiteto e urbanista; mestre em conforto ambiental; professor e coordenador dos cursos “Design de Interiores – Ambientação e Produção do Espaço” e “Master em Arquitetura e Iluminação” do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG). É membro do Comitê Especial Europeu de Pós-Graduação tendo atuado na Inglaterra, Escócia, País de Gales e França; HA e Concept Designer – País de Gales, Inglaterra e França; Sócio-Proprietário do Escritório Crízel & Uren Arquitetos Associados – Cascavel – PR detentor do Selo CREA/PR de Excelência em Planejamento de Edificações – Projeto Arquitetônico nos anos de 2010, 2011 e 2012.
 
Mario Orlando Santos – diretor comercial da Refax
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