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Patologias de estruturas de concreto: identificação e tratamento

Fissuras, corrosões de armadura, carbonatação e lixiviação são algumas das manifestações mais comuns. Saiba detectar causas e aplicar soluções

Redação AECweb / e-Construmarket

reaterro-de-valaA prevenção das patologias de concreto começa com a elaboração de um bom projeto e a especificação de soluções adequadas para cada ambiente (Foto: Kirsanov Valeriy Vladimirovich / shutterstock.com)

As estruturas de concreto são consideradas comprometidas quando apresentam manifestações patológicas com potencial de afetar a sua durabilidade e o seu desempenho. “É o caso das fissuras, das corrosões de armadura e da carbonatação, quando ocorre a diminuição do ph do concreto e consequente despassivação da armadura”, explica a engenheira Carla Castro de Paula, gerente de Engenharia da Pires | Giovanetti | Guardia, empresa especializada em recuperação estrutural e restauros. “Entre as patologias mais comuns estão, ainda, a lixiviação, ou seja, o processo de remoção dos sólidos pela água; o desplacamento do concreto; e a porosidade da estrutura”, complementa.

Entre as patologias mais comuns estão, ainda, a lixiviação, ou seja, o processo de remoção dos sólidos pela água; o desplacamento do concreto; e a porosidade da estrutura
Carla Castro de Paula

São muitos os problemas que prejudicam a estrutura, e a avaliação da situação passa pela determinação das causas. Um elemento exposto à ação de gases, por exemplo, sofre fortes agressões e tem sua pasta de cimento comprometida, o que afeta significativamente a durabilidade. Nessa e nas demais patologias, se não for dada a devida atenção, a tendência é evoluir para casos mais graves. “As fissuras, que surgem por diferentes motivos, permitem a passagem de substâncias agressivas que causam a corrosão e carbonatação das armaduras”, alerta Castro.

AÇÕES PREVENTIVAS

A falta ou a demora das ações para a prevenção e a reparação de estruturas comprometidas resultam em graves riscos. A degradação estrutural envolve a possibilidade de colapsos e acidentes com consequências sérias para os ocupantes e para a vizinhança da edificação. A situação pode, ainda, representar prejuízos financeiros, como no caso de prédios ou indústrias que deixam de funcionar com capacidade máxima devido a áreas interditadas.

A prevenção dos problemas começa com a elaboração de um bom projeto e a especificação das soluções mais adequadas para cada ambiente. “Na execução, é preciso contar com mão de obra devidamente treinada. O trabalho também deve ser fiscalizado para garantir que as técnicas ideais sejam empregadas”, recomenda a profissional, completando: “Sempre que pensamos em elementos estruturais, devemos analisar qual é a sua finalidade, ou seja, avaliar as cargas que o projeto inicial previu que seriam suportadas. Por isso, qualquer alteração precisa ser levada em consideração e, se necessário, intervenções devem ser realizadas”.

Além dos fatores característicos dos materiais, as estruturas podem ficar comprometidas graças a causas externas, como incêndios, impactos ou mudanças não planejadas no uso.

Quando as estruturas começam a apresentar os primeiros sintomas de que algo não está bem, um especialista precisa ser contratado para estudar a situação. A atuação de profissionais é indispensável, principalmente, quando a verificação é dificultada pelos revestimentos que envolvem a estrutura.

REMEDIAÇÃO

As fissuras, que surgem por diferentes motivos, permitem a passagem de substâncias agressivas que causam a corrosão e carbonatação das armaduras
Carla Castro de Paula

Após uma estrutura ser considerada comprometida, são necessários estudos para determinar se é possível recuperá-la ou se a situação exige a demolição. “É papel do projetista especializado em recuperação e reforço estrutural verificar todas as possibilidades”, fala a engenheira. Os responsáveis por esse levantamento devem ter experiência comprovada na área para que possam auxiliar de maneira plena o tratamento da estrutura que apresenta problemas.

O cronograma de intervenções para recuperar ou reforçar a estrutura comprometida varia de acordo com a gravidade do problema e o tipo de patologia existente. “Os custos e prazos da atividade também são impactados pela janela de tempo disponível para realização dos trabalhos e dos materiais específicos para realizar o reparo”, ressalta a profissional.

MANUTENÇÃO DE ESTRUTURAS

As estruturas de concreto não são eternas, e o seu bom desempenho também depende do desenvolvimento do plano de manutenções preventivas. Após a construção ser concluída, é importante verificar como será o seu comportamento em relação ao ambiente. O entorno pode definir a necessidade de proteções e/ou impermeabilizações.

Defesa Civil

A Defesa Civil deve ser acionada somente nos casos em que a estrutura comprometida apresentar risco iminente para a população, como possíveis colapsos causados por sua movimentação ou desplacamento de grandes peças. “Quando a manifestação patológica se encontra em estágio inicial, o ideal é procurar profissionais especializados para que realizem a verificação das medidas e as intervenções necessárias”, finaliza Castro.

Colaboração técnica

Carla Castro de Paula
Carla Castro de Paula – Engenheira civil formada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), com pós-graduação em Tecnologia do Concreto, Tecnologia de Impermeabilização e Patologias em Estruturas de Concreto pelo IDD. É, ainda, pós-graduada em Gerenciamento de Empreendimento e Engenharia de Custos pelo Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC). Ocupa o cargo de gerente de Engenharia na Pires | Giovanetti | Guardia.
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