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Saiba como assentar piso sobre piso e evitar quebra-quebra

Para garantir ótimo desempenho e durabilidade, serviço precisa ser acompanhado de alguns cuidados, sobretudo no preparo da base. Confira passo a passo

Texto: Juliana Nakamura

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A aplicação de um piso sobre outro deve ser antecedida de uma inspeção criteriosa do material existente, bem como do contrapiso (foto: Fusionstudio/Shutterstock)

A instalação de revestimentos sobre pisos pré-existentes é uma solução muito aproveitada em reformas que visam diminuir o tempo de obra e minimizar demolições e sujeiras. Pisos cerâmicos, vinílicos, porcelanatos, rochas e materiais cimentícios podem ser aplicados nessas condições. No entanto, por trás de uma aparente simplicidade, a execução de pisos sobrepostos demanda uma série de cuidados.

"Quando boas práticas não são cumpridas, problemas como o descolamento do piso e infiltrações podem ocorrer. Isso gera uma grande frustração para o usuário e é reflexo de um trabalho mal executado pela mão de obra", comenta Danilo Delmaschio, da construtora O Empreiteiro.

A seguir você pode conhecer as principais etapas executivas e recomendações importantes para colocar um novo revestimento sobre um piso existente.

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1) Análise do substrato

A aplicação de um piso sobre outro deve ser antecedida de uma inspeção criteriosa do material existente, bem como do contrapiso. O objetivo é verificar se não há nenhum elemento solto ou estufado que possa comprometer a nova aplicação. Para isso, a dica é bater com um martelo de borracha e identificar se há peças se desprendendo ou com som cavo. "Peças soltas deverão ser retiradas e eventuais desnivelamentos poderão ser corrigidos com argamassa especial niveladora", diz Delmaschio.

Não é possível fazer a sobreposição quando o piso existente é de madeira. Nesses casos, a saída é retirar o piso para a colocação do novo revestimento.

2) Limpeza prévia

Antes de iniciar a instalação do novo piso é fundamental higienizar a superfície para eliminar toda sujidade orgânica e oleosa. Com isso, garante-se uma base ideal para receber a argamassa colante e o novo revestimento. Sempre que o piso remanescente for de ardósia ou com pedras envernizadas, será necessário remover a camada de resina impregnada à superfície antes da aplicação da argamassa. “Além de lavar bem e remover todo e qualquer resíduo, quando as superfícies forem muito lisas, recomenda-se fazer o lixamento com lixa de gramatura fina. Isso auxilia a aderência do novo revestimento”, explica o engenheiro Jefferson de Oliveira, também da O Empreiteiro.

3) Ajuste de alturas

Portas, janelas, tomadas e pontos de saída de água podem necessitar de ajustes em função da nova altura do revestimento. Para evitar o corte de portas, o ideal é optar por materiais mais esbeltos. No entanto, a especificação do novo piso deve ser criteriosa, uma vez que nem sempre o produto mais fino é capaz de suportar as cargas de uso previstas para a área.

4) Argamassa especial

Quando a opção for por cerâmica, porcelanato, ou rochas como granito e ardósias, a colagem do novo revestimento deverá ocorrer com argamassa colante específica para aplicação de piso sobre piso. Para assegurar alto desempenho, é fundamental que a argamassa seja preparada conforme orientações do fabricante. Alterar a quantidade de água ou o tempo para utilização pode implicar na redução da performance dos aditivos e colocar em risco a aderência do novo revestimento. Oliveira explica que a argamassa deverá ser aplicada em dupla colagem, passando a desempenadeira dentada em sentidos contrários na superfície existente e nas placas do novo revestimento.

5) Cura crítica

Um erro comum é não obedecer ao tempo de cura indicado pelo fabricante da argamassa. Outro equívoco é não considerar a influência do clima no processo de cura. Vale lembrar que a cura inadequada compromete o desempenho da argamassa gerando patologias como o desplacamento das peças. O tráfego de pessoas sobre o piso antes de concluída a cura pode fazer com que as peças se desloquem. Para evitar isso, o ideal é interditar a área por dois dias ou por pelo menos 24 horas.

6) Pisos vinílicos e laminados de madeira

Revestimentos vinílicos são uma opção prática para cobrir pisos de cerâmica. Nesses casos, a orientação é optar por um material com 5 mm de espessura para evitar que o rejunte da cerâmica fique marcado. Pisos menos espessos também podem ser instalados, mas isso deve ser feito após a regularização do contrapiso.

Laminados de madeira instalados são outra alternativa recorrente para renovar pisos. A recomendação, no entanto, é dar preferência à instalação sobre mantas (para correção de irregularidades) e por revestimento com sistema de encaixe macho-fêmea, que podem ser retirados posteriormente.

Colaboração técnica

Danilo Delmaschio - proprietário da O Empreiteiro, empresa especializada em reformas e construções residenciais e comerciais
 
Jefferson de Oliveira - engenheiro civil da O Empreiteiro, empresa especializada em reformas e construções residenciais e comerciais
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